quarta-feira, 19 de julho de 2017

12 proposições sobre um entendimento cristão de economia (por Albert Mohler)


Extraído de: Política Reformada

Infelizmente, muitos cristãos americanos sabem pouco sobre economia. Além disso, muitos cristãos assumem que a Bíblia não tem absolutamente nada a dizer sobre isso. Mas uma cosmovisão bíblica, na verdade, tem muito a nos ensinar sobre assuntos econômicos. O significado do trabalho, o valor da mão-de-obra e outras questões econômicas são todos parte da cosmovisão bíblica. Ao mesmo tempo, devemos reconhecer que a cosmovisão cristã não exige ou promove um sistema econômico específico.
Por causa disso, os cristãos devem permitir que os princípios econômicos encontrados na Escritura moldem nosso pensamento, embora reconhecendo, ao mesmo tempo, que podemos agir à luz desses princípios em qualquer cenário econômico, cultural ou geracional.

1. Um entendimento econômico cristão tem a glória de Deus como seu maior objetivo.

Para os cristãos, toda teoria econômica começa com um objetivo de glorificar a Deus (1 Coríntios 10.31). Temos uma autoridade econômica transcendente.

2. Um entendimento econômico cristão respeita a dignidade humana.

Não importa o sistema de crenças, aqueles que trabalham manifestam a glória de Deus, quer saibam ou não. As pessoas podem acreditar que estão trabalhando por seus próprios motivos, mas elas estão, na verdade, trabalhando a partir de um impulso pelo que foi colocado em seus corações pelo Criador para a Sua glória.

3. Um entendimento econômico cristão respeita a propriedade privada e a posse.

Alguns sistemas econômicos tratam a ideia de propriedade privada como um problema. Mas a Escritura nunca considera a propriedade privada como um problema a ser resolvido (ver, por exemplo, os Dez Mandamentos). A visão da Escritura de propriedade privada implica que este é o galardão pelo trabalho e domínio do indivíduo.  O Oitavo e Nono Mandamentos nos ensinam que não temos o direito de violar as recompensas financeiras do diligente.

4. Um entendimento econômico cristão leva plenamente em conta o poder do pecado.

Levar o ensino bíblico sobre os efeitos penetrantes do pecado plenamente em conta significa que presumimos que coisas ruins acontecem em todos os sistemas econômicos. Um entendimento econômico cristão tenta atenuar os efeitos do pecado.

5. Um entendimento econômico cristão defende e recompensa a retidão.

Todo sistema econômico e de governo vem com incentivos embutidos. Um exemplo disso é o código tributário americano, que estimula procedimentos econômicos desejados. Se ele funciona ou não é uma questão de interminável recalibragem política. Contudo, na cosmovisão cristã, essa recalibragem deve continuar defendendo e recompensando a retidão.

6. Um entendimento econômico cristão recompensa a iniciativa, o empreendimento e o investimento.

Iniciativa, empreendimento e investimento são três palavras cruciais para o vocabulário econômico e teológico do cristão. A iniciativa vai além da ação. É o tipo de ação que faz a diferença. O empreendimento é o trabalho humano feito corporativamente. O investimento é parte do respeito pela propriedade privada encontrado na Escritura.
O investimento, pelo que se constata, é tão antigo quanto o Jardim do Éden. Aquilo que agrega valor é respeitável, e o impulso para agregar esse valor também. Assim, uma teoria econômica cristã culpa qualquer um que não deseja trabalhar, não respeita a propriedade privada e não recompensa o investimento.

7. Um entendimento econômico cristão busca recompensar e incentivar a moderação.

Em um mundo caído, dinheiro e investimento podem rapidamente ser distorcidos para fins idólatras. Por esse motivo, a moderação é um item muito importante na cosmovisão cristã. 
Em um mundo caído, a fartura de um dia pode se transformar em escassez no próximo. A moderação pode ser aquilo que vai possibilitar a sobrevivência em tempos de pobreza.

8. Um entendimento econômico cristão defende a família como a unidade econômica mais básica.

Quando pensamos sobre a teoria econômica embutida no início da Bíblia, o mandato de domínio é central, mas assim é a instituição divina do casamento. O padrão de deixar e dividir descrito em Gênesis 2 é fundamental para o nosso entendimento econômico.
Adão e Eva foram a primeira unidade econômica. Disto, conclui-se que a família (biblicamente definida) é a mais básica e essencial unidade da economia.

9. Um entendimento econômico cristão deve respeitar a comunidade.

A maioria dos pensadores seculares e economistas começam com a comunidade e, então, passam para a família. No entanto, pensar a partir das unidades econômicas maiores para as menores não somente não funciona na teoria, mas também não funciona na prática. Começar com a unidade da família e então evoluir para a comunidade é uma opção muito mais inteligente. A doutrina da subsidiariedade – que surgiu a partir da teoria da lei natural – ensina que o significado, verdade e autoridade residem na menor unidade significativa possível.
Se a unidade da família é deficiente, governo algum consegue fazer frente às necessidades de seus cidadãos. Quando a família é forte, o governo pode ser pequeno. Quando a família é fraca, contudo, o governo precisa compensar o prejuízo. Ao focar na família, respeitamos e aperfeiçoamos a comunidade.

10. Um entendimento econômico cristão recompensa a generosidade e a mordomia apropriada.

Os cristãos que estão comprometidos com a economia do Reino e com o bem da geração seguinte devem viver com uma perspectiva financeira orientada pelo futuro. Cada um de nós tem a responsabilidade, quer tenhamos muito ou pouco, de entender que nossa generosidade perdura muito além de nossa expectativa de vida.
Uma generosidade viva, a qual é tão evidente na Escritura, é essencial para uma cosmovisão econômica cristã.

11. Um entendimento econômico cristão respeita a prioridade da igreja e sua missão.

Os cristãos devem abraçar prioridades econômicas que o restante do mundo simplesmente não vai entender. Eles devem investir em igrejas, seminários e missões internacionais. Esses são compromissos financeiros cristãos distintivos. Nosso compromisso financeiro último não é para conosco mesmos ou nossos investimentos particulares, mas para o Reino de Cristo. Assim, os cristãos deviam sempre estar prontos a experimentar reviravoltas em suas prioridades e esquemas econômicos, pois as questões urgentes do reino podem intervir a qualquer momento.

12. Um entendimento econômico cristão foca no juízo e promessa escatológicos.

A vida e suas riquezas não podem proporcionar a alegria última. A cosmovisão cristã nos lembra que devemos viver com a ideia de que prestaremos contas ao Senhor pela administração de nossos recursos. Ao mesmo tempo, os cristãos devem olhar para a promessa escatológica dos Novos Céus e Nova Terra como nossa esperança econômica derradeira. Devemos juntar tesouros no céu, não na terra.

Extraído de:
https://politicareformada.wordpress.com/2016/10/14/12-proposicoes-sobre-um-entendimento-cristao-de-economia/


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quarta-feira, 5 de julho de 2017

(vídeos) Semana Teológica sobre TULIP - Igreja Batista Boas Novas (S.B.C.)


Conforme eu havia anunciado na página desde aquela época, em julho de 2016 participei da semana teológica da Igreja Batista Boas Novas - SBC, onde expus os chamados cinco pontos do calvinismo (TULIP).

Para quem desconhece o tema e deseja saber a respeito, aos que tem dúvidas, ou ainda para os que desejam analisar o que foi exposto, seguem:

2) lista de reprodução dos vídeos em sequência:



sexta-feira, 9 de junho de 2017

A injustiça da justiça social (por Ben O'Neill)


Recorrentemente, ocorre algo que resume perfeitamente a ideia por trás disso que chamam de "justiça social".  De todas as formidáveis críticas que seus detratores já escreveram sobre esse ignóbil conceito, nenhuma é páreo para a elegante simplicidade de um recente trabalho feito justamente pelos defensores da "justiça social".  Refiro-me aqui a um recente vídeo feito para o Dia Mundial da Justiça Social[1], no qual alunos e professores tinham de completar a seguinte frase:
Todo mundo tem o direito a(o) ___________

O vídeo é uma pitoresca montagem de vários possíveis complementos para essa frase, tendo uma agradável e convencional música como pano de fundo.  Ele mostra alunos e professores completando a frase acima, mostrando suas respostas escritas em suas mãos, braços e pés.  As pessoas no vídeo dão respostas que abrangem todos os tipos de coisas desejáveis, desde conhecimento, amor, justiça, compaixão e verdade até educação, saúde, comida, água limpa, nutrição, sapatos, dançar, rock and roll e até mesmo pirulitos e sorvete.  Veja o vídeo.

Algumas dessas demandas, se interpretadas muito caridosamente, podem ser interpretadas como genuínos direitos, porém a maioria é totalmente extravagante, como os supostos direitos a sorvete e rock and roll.  Ademais, o peso das demandas desse último tipo torna a mensagem do vídeo bem clara: tudo que é desejável é um direito.  Quer mais comida?  É um direito.  Quer melhores serviços de saúde?  Também é um direito.  Quer ter conhecimento e compaixão?  São direitos também.  Quer amor, dançar, cuidados pré-natais e pirulitos?  Direitos, direitos, direitos, direitos.

Embora sucinto e simples, o vídeo demonstra perfeitamente a vigente postura em relação a direitos que impregna as atuais discussões políticas, particularmente entre os defensores da "justiça social".  Para tais pessoas, a noção de "direitos" é um mero termo para merecimentos e benefícios, indicando que a pessoa pode e deve exigir o acesso gratuito a qualquer bem que lhe seja desejável, não importa o quão importante ou trivial, abstrato ou tangível, recente ou antigo ele seja. 
Trata-se meramente de uma afirmação de desejo, e uma declaração da intenção de utilizar a linguagem dos direitos para se obter tal desejo.

Com efeito, dado que o programa da justiça social inevitavelmente envolve a exigência do fornecimento de bens pelo governo, tudo pago por meio dos esforços de terceiros, o termo na verdade se refere à intenção de se utilizar a força para se realizar os próprios desejos.  O termo não é utilizado para enfatizar que as pessoas devem ganhar merecidamente os bens desejados, por meio da ação e do pensamento racional, da produção e das trocas voluntárias, mas sim para enfatizar que se pode confiscar violentamente os bens daqueles que podem ofertá-los.

Trata-se de uma noção irremediavelmente espúria a respeito do que são direitos.  Um direito genuíno é uma prerrogativa moral oriunda da aplicação de uma filosofia moral à natureza do homem.  O termo é um termo filosófico que indica um princípio moral genuíno, um princípio que deve ser deduzido objetivamente de um exame da natureza da moralidade e da natureza do homem.  Direitos não são meras construções subjetivas, como são frequentemente tratados.  Ao contrário, direitos são princípios objetivos validados por uma filosofia moral (em particular, por uma filosofia política, que é o sub-ramo de uma filosofia moral que lida com a moralidade do uso da força).

Um indivíduo possui o direito a algum bem específico - em oposição a um mero desejo por esse bem - apenas caso ele possua uma genuína prerrogativa moral que o permita ter tal bem.  Tal atitude deve necessariamente ser acompanhada do fato de que outros indivíduos devem correspondentemente ser moralmente proibidos de impedir que o proprietário desse bem possua tal bem.  O direito não pode existir em um vácuo, hermeticamente isolado de outros direitos.  Assim, dizer que uma pessoa tem direitos de propriedade (uma notável omissão do vídeo) não é uma mera afirmação de um simples desejo por algo útil.  Trata-se de uma afirmação de que é moralmente certo que um indivíduo controle sua própria propriedade, e moralmente errado que outros interfiram nesse controle.  Direitos referem-se ao que é realmente direito - isto é, ao que é moralmente certo.

Direitos genuínos existem como verdades eternas de uma filosofia moral.  Eles são princípios que se mantêm verdadeiros independentemente de sua época ou lugar, independente do estado das atuais intervenções.  Logo, não pode existir algo como o direito a sapatos, sorvete ou rock and roll, coisas que já estiveram totalmente ausentes da invenção humana.  Ter uma visão contrária a essa significa reduzir os direitos a uma simples lista de compras abrangendo as últimas engenhocas e quinquilharias inventadas.

Como os críticos da justiça social sempre foram obrigados a apontar ad nauseam, alguém afirmar que tem direito a algum bem ou serviço tangível, como água limpa, serviços de saúde, educação, cuidados pré-natais ou sorvete, significa que uma outra pessoa tem a obrigação de ofertar o bem ou serviço em questão.  Significa afirmar a prerrogativa moral de obrigar outros a suprir seus desejos, à custa dos esforços deles.  Quando em conjunto com um apelo ao governo para que este forneça os bens ou serviços (como é toda a intenção), tal postura significa afirmar a prerrogativa moral de utilizar a força para se realizar os próprios desejos - obrigar os outros a dar para você o sorvete deles, a água limpa deles, as habilidades médicas deles e por aí vai.  É o mesmo princípio seguido pelo ladrão, pelo estuprador e por outros malfeitores, os quais encaram seus desejos como uma razão para se imporem violentamente sobre terceiros.

A propaganda da "justiça social" funciona bem porque sabe como ocultar desejos sob a linguagem de direitos, ao mesmo tempo em que se esforça para evitar qualquer menção desconfortável a como esses desejos devem ser supridos.  Assim, vemos no vídeo a afirmação do direito à "educação gratuita".  Não vemos ali a afirmação, que seria bem mais honesta, do direito a "forçosamente confiscar o dinheiro dos outros para pagar pela própria e custosa educação".  Não, é a educação "gratuita" que é declarada como sendo um direito.  Mas que educação gratuita é essa?  Gratuita para quem?

Em uma sociedade racional, com um adequado entendimento sobre a natureza dos direitos, a afirmação de que há uma prerrogativa moral a coisas como educação livre, serviços de saúde ou à oferta de sorvetes, seria vista como o que realmente é: uma constrangedora reductio ad absurdum.  Manifestações em que jovens afirmam seus direitos de maneira vacilante, sem qualquer consideração aparente com a questão sobre de onde viriam seus desejados bens, poderiam ser consideradas como apenas um divertido exemplo da ingenuidade e dos ideais tortos da juventude.  Porém, na cultura sentimental e piegas da atualidade, tais manifestações são na verdade feitas pelos defensores da "justiça social" como uma expressão de seus próprios ideais.

Alguns podem discordar dessa minha caracterização dizendo que vários dos direitos afirmados no vídeo supostamente tinham a intenção de ser irônicos.  Ninguém diria seriamente que há um direito a sorvete ou a rock and roll - eles estão apenas fazendo graça, se divertindo! Ei, relaxe!

Mas eis aí o problema com essa visão: afirmar que há um direito a sorvete ou a rock and roll não é uma postura mais ingênua ou tola do que afirmar que há um direito a serviços de saúde ou a educação "gratuita".  Ambos são exemplos de uma demanda por bens ou serviços que são ofertados pelos esforços de terceiros - e da elevação desse desejo à condição de direitos.  Os primeiros são uma reductio ad absurdum dos últimos exatamente porque ambos os tipos de exigências partem da mesma abordagem filosófica do que são direitos - eles são diferentes apenas no grau, mas não no tipo.

Essa confusão entre desejo e direito, infelizmente, é predominante nos debates da atualidade.  Trata-se de um erro perfeitamente compreensível, dado o nível da educação e do debate público da atualidade.  A maioria dos jovens em idade universitária ainda não foi apresentada a um sério argumento filosófico sobre a natureza dos direitos.  Assim, todo seu conhecimento a respeito desse conceito advém daquilo que ouvem de grupos de pressão em busca de boquinhas no sistema político e da demagogia de políticos.  Sua afirmação de que há um direito a sorvetes é ridícula, porém não menos filosoficamente defensável do que milhares de outras afirmações de direitos feitas diariamente em jornais e nas tribunas das legislaturas em todo o mundo.

O que é notável nesse caso não são os erros conceituais cometidos pelos jovens do vídeo, muitos dos quais provavelmente nunca chegaram perto de qualquer estudo sério sobre a natureza dos direitos.  O que é notável é que a óbvia reductio ad absurdum demonstrada no vídeo é de fato adotada por respeitados grupos defensores da justiça social e orgulhosamente propagandeada por eles como um apoio à sua filosofia.  Torna-se claro, sob essas circunstâncias, que estamos lidando com movimentos intelectualmente falidos.

________________________________________
Nota:
[1] GlobeMed, "GlobeMed at Rhodes College's Photo Project for the World Day of Social Justice" (20 de fevereiro de 2011). Um vídeo similar pode ser visto aqui.


Ben O'Neill é professor de estatística na Univesidade New South Wales, em Canberra, Austrália. Já foi também advogado e conselheiro político.  Atualmente é membro do Independent Institute, onde ganhou em 2009 o prêmio Sir John Templeton de competição de ensaios.


Extraído de:
http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=931


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quinta-feira, 8 de junho de 2017

Secularismo Teocrático (por Steve C. Halbrook)





A Revolução Francesa

Durante a Revolução Francesa, secularistas rejeitaram Deus
e deificaram a Razão no Seu lugar.

A teocracia é inescapável. Considere a Revolução Francesa. Enquanto seu pretexto era construir a primeira sociedade secular, neutra e não-teocrática, ela simplesmente deificou a razão humana no lugar de Deus. Os revolucionários converteram "a venerável catedral de Notre-Dame em um 'Templo da Razão', dedicado à 'filosofia' ".[1] Outros edifícios da igreja foram convertidos em "templos da razão" em todas as províncias.[2] Durante uma "Festa da Razão" na catedral de Notre-Dame,[3] os teocratas designaram seu libertador messiânico: 

Madame Candeile, atriz e cantora de ópera, foi levada para debaixo da enorme nave vestida de "um manto azul, guarnecido de carvalho, segurando na mão o Pique do Júpiter-Povo, anunciado por mulheres jovens com vestes tricolores". Os dignitários da Assembleia em suas medalhas e plumas aplaudiram como a Deusa da Razão sentou grandiosamente no altar-mor.[4]
Para os revolucionários, a Razão Encarnada havia inaugurado o reinado de seu reino. Ironicamente, Jean Jacques Rousseau, uma influência filosófica essencial na Revolução, disse: "Nunca houve um Estado fundado que não tenha religião em sua base."[5] Esta revolução ostensivamente sem religião foi, para citar Edmund Burke, "Ateísmo Por Estabelecimento. "[6]


No Reino de Terror da França, os teocratas seculares sacrificaram
"hereges irracionais" para seu ídolo, o deus da razão.

Da mesma forma, o crítico da Revolução Francesa, G. Groen van Prinsterer, chama a Revolução de "a religião, por assim dizer, de incredulidade". [7]
O princípio dessa fervorosa filosofia era a soberania da Razão, e o resultado era a apostasia de Deus e do materialismo. ... Eu mal preciso lembrar que desde o início a supremacia da Razão foi postulada como um axioma na filosofia. Esta supremacia repousava sobre a negação da corrupção da natureza humana. Mas onde a Razão era considerada incorrupta,  Revelação não podia conter nada além de seu alcance, ou pelo menos nada contra seu veredicto. Assim, a razão tornou-se o toque da verdade. ... A Sagrada Escritura, para ser sagrada, passou a necessitar da sanção da aprovação humana. Não pode escapar ao cristão que, nesta mesma conjuntura, a prerrogativa divina já é violada quando o homem procura se livrar de Deus e ser deificado em Seu lugar [8].
A razão para a França revolucionária era ao mesmo tempo deus e escritura sagrada.[9] Ao contrário de uma teocracia baseada no "governo de Deus", a teocracia francesa baseou-se na "regra da Razão".


Comunismo Soviético

(Acima: uma descrição do primeiro-ministro soviético sanguinário Joseph Stalin.)
Os materialistas soviéticos viram seus líderes assim como a Grécia pagã)
via seus "deuses": homens maiores que a vida para serem adorados.
Além do secularismo teocrático da Revolução Francesa, há seu herdeiro filosófico, a Revolução Russa. (Lênin, quatro meses antes de liderar a Revolução Russa, em novembro de 1917, aprovou a revolta jacobina).[10] A Revolução Russa ateísta levou a filosofia materialista da Revolução Francesa[11] à sua conclusão lógica e fez seu deus, ou base para a realidade última, a matéria.[12]


Um pôster com propaganda de Lenin que diz:
"Lenin viveu, Lenin está vivo, Lenin viverá."
Como um premier Soviético, Lenin foi para os 
Marxistas Russos o alfa e o ômega.
Como Faraós deificados, eles foi até mesmo
mumificado depois da morte.
Esta revolução repetiu um padrão da primeira revolução ateísta. Assim como os teocratas franceses converteram os edifícios da igreja em "templos da razão", a teocracia neo-ateísta russa converteu os edifícios da igreja em "museus do ateísmo".[13] Enquanto a catedral de Notre-Dame forneceu a forragem para o maior "Templo da Razão", a catedral de Kazan de Leningrado forneceu a forragem para o grande "museu do ateísmo" - "museu da história da religião e do ateísmo."[14]

E, enquanto os teocratas franceses adoravam "a deusa da razão", os teocratas russos adoravam o premier - O Proletariado encarnado, a matéria em sua forma mais elevada. Depois da morte de Lenin, o primeiro premier comunista, foi dito: "Lenin vive no coração de cada membro do nosso Partido. Cada membro do nosso partido é uma pequena parte de Lenin. Toda a nossa família comunista é uma personificação coletiva de Lenin ". [15]

Na tradição dos antigos egípcios que mumificavam seus faraós deificados, uma "Comissão de Imortalização" mumificou o premier da Rússia.[16] Stalin repetidamente disse no funeral que "honraria" o seu[de Lênin] preceito.[17] Stalin então assumiu o comando e se tornou o novo deus da Rússia. Ele foi anunciado como o "pai do povo" [18], de quem foi dito, "Tu és o maior líder".[19]

Um poema daquela época reflete a onipresença e onisciência de Stalin como deus: "E assim - em toda parte. Nas oficinas, nas minas / No Exército Vermelho, no jardim de infância / Ele está observando ... Você olha para o seu retrato e é como se ele soubesse / Seu trabalho - e o pesa / Você trabalhou mal - suas sobrancelhas baixas / Mas Quando você trabalhou bem, ele sorri em seu bigode. "[20]

Um poster soviético da propaganda que diz:
"Estude o Grande Caminho do Partido de
Lenin e Stalin!"
Representado está um estudante
olhando para seus deuses enquanto aprende 
os caminhos do materialismo marxista.
Após a morte de Stalin, seu sucessor, Nikita Khrushchev, lembrou ao Vigésimo Congresso do Partido que todos tinham sido ensinados a acreditar que Stalin era "um super-homem que possuía características sobrenaturais semelhantes às de um deus". [21]

Os revolucionários russos haviam rejeitado o Reino de Deus por um reino da matéria. Este reino da matéria seria inaugurado pelo proletariado, que, nas palavras de Lênin, era "estabelecer o céu na terra".[22] Sob o pretexto da irreligião, os teocratas russos não podiam esconder sua religião. Mesmo o filósofo anticristão Bertrand Russell identificou o comunismo como desenvolvido na Rússia como "uma religião política análoga ao Islã". [23]


Por seu próprio discurso, os teocratas russos traíram sua professada irreligião. Lênin disse: "Quem decide quem, quem dirige e domina quem, quem atribui a outras pessoas a sua posição na vida, e quem deve ter o seu devido atribuído por outros? Estas se tornam necessariamente as questões centrais a serem decididas exclusivamente pelo poder supremo. "[24]

Como Adão e Eva, ao rejeitar a Deus, Lenin inescapavelmente trocou o Poder Supremo por outro "poder supremo", o homem. Como Kruschev afirmou mais tarde, "o povo" é "o criador da história e ... o criador de todo o bem material e espiritual da humanidade".[25] (Do mesmo modo, o líder comunista chinês Mao Tse-Tung escreveu: "Nosso Deus é ninguém menos do que as massas do povo chinês. ") [26]

A teocracia russa rejeitou assim uma teocracia bíblica baseada no "governo de Deus" por uma teocracia material baseada no "governo do povo", mais especificamente, "o governo do Proletariado".

Humanismo Americano

O Humanismo secular não se opõe
à adoração a uma deidade;
ao rejeitar Deus, ele simplesmente
define o homem em Seu lugar.
Para o humanismo secular, o homem
é o centro e medida de todas as coisas,
e portanto digno de adoração -
uma adoração que deve ser imposta
pelo Estado.
(foto por Oren neu dag/ CC BY -SA 2.5)
Não nos esqueçamos de outro herdeiro filosófico da Revolução Francesa, o humanismo secular americano. Como as revoluções francesa e russa, o humanismo secular eleva a razão[27] e a matéria.[28] Seu deus é a humanidade, a encarnação desses atributos.


Em 1933, o Manifesto Humanista declarou oficialmente o objetivo dos humanistas de "avaliar, transformar, controlar e dirigir todas as instituições e organizações por meio de seu próprio sistema de valores" (minha ênfase).[29]

Esta linguagem indica claramente um desejo de dominar a sociedade com a religião do humanismo - estabelecer uma teocracia humanista totalitária. Os humanistas já estavam no processo de converter um sistema escolar que originalmente ensinava o cristianismo[30] em templos do humanismo. Já em 1930, o fundador da Primeira Sociedade Humanista de Nova York[31] escreve em Humanismo: Uma nova Religião:
A educação é, portanto, um aliado poderoso do Humanismo, e toda escola pública americana é uma escola de Humanismo. O que podem fazer as escolas dominicais teístas, reunidas uma hora por semana e ensinando apenas uma fração das crianças, para conter a maré de um programa de cinco dias de ensino humanístico?[32]

Sob o ardil de defender a separação entre a Igreja e o Estado, os humanistas seculares têm enganado os americanos para que abracem as chamadas escolas públicas religiosamente neutras, que são realmente templos do humanismo.

Os humanistas seculares descobriram há muito tempo como contornar a garantia constitucional contra uma igreja estabelecida em nível nacional: Basta rotular as igrejas humanistas seculares nacionais com o eufemismo "escolas públicas" e ter o culto dias da semana em vez de domingo, o dia em que os Estados Unidos se congregam em cultos de adoração. Em seguida, desviar a atenção da religiosidade dessas igrejas humanistas, colocando uma falsa dicotomia entre a educação secular e religiosa. Tal malabarismo tem até hoje enganado americanos em involuntariamente abraçar instrução religiosa humanista compulsiva.

A plataforma política humanista secular é consistente com seu desejo de impor uma teocracia em todas as áreas da vida. R. J. Rushdoony escreve:
Nossas leis, tribunais e legisladores cada vez mais humanistas estão dando-nos uma nova moralidade. Dizem-nos, ao derrubar leis que repousam sobre as bases bíblicas, que a moralidade não pode ser legislada, mas o que eles oferecem não é apenas a moralidade legislada, mas a salvação pela lei ... Onde quer que olhemos agora, seja em relação à pobreza, os direitos humanos, a paz e todas as outras coisas, vemos leis aprovadas destinadas a salvar o homem. Supostamente, essas leis vão nos dar uma sociedade livre de preconceito, ignorância, doença, pobreza, crime, guerra e todas as outras coisas consideradas como sendo más. Esses programas legislativos vem para uma coisa: a salvação por lei. [33]
O objeto de adoração de um humanista secular:
matéria não-espiritual em movimento,
especialmente em sua forma mais
avançada: humanidade.
(foto por NuclearVaccum)

Como Rushdoony observa, a fé humanista secular permeia tudo. Além disso, Rushdoony demonstra que, apesar das tentativas do humanismo secular de esconder seu desejo de impor uma teocracia apelando à neutralidade, é óbvio que as políticas humanistas seculares são tudo menos neutras. Eles estão todos preocupados com a salvação da humanidade pela humanidade; Como afirma o Manifesto Humanista II: "Nenhuma divindade nos salvará; Devemos nos salvar ". [34]

Os humanistas seculares divinizam assim a humanidade. Eles olham para a humanidade como seu senhor e salvador. No humanismo, o senhorio e a salvação passam pelo estado, o reflexo mais fisicamente poderoso da humanidade.

O humanismo secular, em suma, é tão teocrático quanto qualquer cosmovisão. Mesmo os seus pioneiros religiosos não podiam escapar de repetidas referências à fé e à religião:
O Manifesto Humanista I (1933) [35] declara que "estabelecer tal religião (do humanismo) é uma grande necessidade do presente" e "romper com o passado" para estabelecer uma "Religião vital, destemida e franca capaz de fornecer metas adequadas e satisfações pessoais ", é o objetivo do humanismo. O Manifesto Humanista II (1973) usa os termos religião e religioso(a) 19 vezes, ao mesmo tempo em que afirma que "Fé, proporcional ao progresso do conhecimento, também é necessária", entre os não-teístas cujo centro de pensamento ou culto é "a natureza, não deidade". Não existe somente uma influente revista intitulada The Religious Humanist, mas um dos mais proeminentes humanistas, Julian Huxley, referiu-se a suas crenças como "a religião do humanismo evolucionista", enquanto outro ainda, Michael Kolenda, intitulou seu livro sobre a religião humanista: "Religião Sem Deus". Naturalmente, a Suprema Corte dos Estados Unidos reconheceu o humanismo como uma religião em Torcasco v. Watkins (1961), e uma Declaração de Direitos Humanos (1980) [36] conclui que "o humanismo secular confia na inteligência humana e não na orientação divina" [37]

O humanismo secular, em vez de buscar a salvação em Jesus Cristo, olha para a humanidade para a salvação. Rejeita o "governo de Deus" teocrático para o "governo teocrático da humanidade".




Excertos do livro God is Just: A Defense of the Old Testament Civil Laws: Biblical Theocracy, Justice, and Slavery versus Humanistic Theocracy, "Justice," and Slavery (Deus é Justo: Uma Defesa do Antigo Testamento Leis Civis: Teocracia Bíblica, Justiça e Escravidão versus Teocracia Humanista, "Justiça" e Escravidão) por Steve C. Halbrook. Copyright © 2010 por Steve C. Halbrook. Baseado na tese de mestrado, Deus é Justo: Uma Defesa das Leis Civis do Antigo Testamento.



Extraído de: 


Notas:

[1] Michael Burleigh, Earthly Powers: The Clash of Religion and Politics in Europe, from the French Revolution to the Great War (New York, NY: HarperCollins Publishers, 2005), 87.

[2] Ibid.


[3] Otto J. Scott, Robespierre: The Voice of Virtue (Vallecito, CA: Ross House Books, 1974), 208. 


[4] Ibid., 208, 209.

Durante esse tempo, a imprensa escreveu: "A liberdade, representada por uma bela mulher, saiu do templo da filosofia e, sentando-se na relva verde, aceitou a homenagem dos republicanos que cantavam um hino em sua honra, estendendo os braços para ela. Então a liberdade desceu para voltar ao templo, mas parando antes de sua entrada para virar e lançar um olhar de boa vontade sobre seus amigos. Logo que ela entrou, o entusiasmo deles começou com gritos de alegria e juramentos de que nunca deixariam de ser fiéis a ela." Les Révolutions de Paris, No. 215, 23-30 Brumaire, Year II (13-20 November 1793), 214-15.  Cited in J. Gilchrist and W. J. Murray, The Press in the French Revolution: A Selection of Documents taken from the Press of the Revolution for the Years 1789-1794 (New York, NY: St. Martin’s Press Inc., 1971), 118, 119.

     Otto Scott pinta uma imagem semelhante de uma reunião de um clube jacobino: "Ele [Robespierre] levantou-se para falar dentro do Clube como um que expressa os desejos de seus deuses, como um homem que visitou a montanha. Um observador escreveu: "A nave da igreja jacobina é transformada em um vasto circo. Os assentos se erguem, circularmente, como um anfiteatro, até a aresta do telhado abobadado. Uma alta pirâmide de mármore preto, construída contra uma das paredes - anteriormente um monumento funerário - foi deixada em pé, e agora serve como um fundo para o escritório do portador de escritório. Aqui, em uma plataforma elevada, sentar Presidente e Secretários; Atrás deles os bustos brancos de Mirabeau e Franklin ... Na frente está o Tribune, levantado até que esteja a meio caminho entre o chão e a aresta da cúpula, assim a voz dos oradores pode estar no centro. A imaginação ... lembra aqueles Templos temerosos ... consagrados às Deidades Vingadoras. '"  Scott, Robespierre, 140-141.

[5] Citado em Christianity and the American Commonwealth; or, The Influence of Christianity in Making This Nation, 20, por Charles B. Galloway.  Citação de Galloway mencionada por Gary Demar em America’s Christian History: The Untold Story (Powder Springs, GA: American Vision Inc., 2007), 47. 


[6] Citado em Burleigh, Earthly Powers, 121.


[7] G. Groen van Prinsterer, Unbelief and Revolution: Lectures VIII & IX, editado e traduzido por Harry Van Dyke em colaboração com Donald Morton (Amsterdam: The Groen Van Prinsterer Fund, 1975), 17.


[8] Ibid., 17, 18.


[9] Como Edward J. Young escreve: "Rejeitar a revelação externa e considerar a mente humana como uma lei em si mesma não é se tornar iluminado, mas cair no mais grosseiro dos enganos. ... Exaltar a razão humana, como se em si fosse o árbitro final de todas as coisas, é na realidade substituir a criatura pelo Criador." Edward J. Young, An Introduction to the Old Testament (Grand Rapids, MI: William B. Eerdmans Publishing Co., 1973), 21.


[10] Francis Nigel Lee, Communist Eschatology: A Christian Philosophical Analysis of the Post-Capitalistic Views of Marx, Engels, and Lenin (Nutley, NJ: The Craig Press, 1974), 90. 


[Aviso: devido às semelhanças teológicas de Lee com o kinismo (embora não cremos que as opiniões de Lee sejam tão drásticas), não endossamos os escritos e as palestras de Lee sobre raça.]
Lenin escreve em Can ‘Jacobinism’ Frighten the Working Class?: "Os historiadores proletários vêem o jacobinismo como um dos maiores picos da luta emancipatória de uma classe oprimida. Os jacobinos deram à França os melhores modelos de uma revolução democrática e de resistência a uma coligação de monarcas contra uma república. ... O 'jacobinismo' na Europa ou na fronteira entre a Europa e a Ásia no século XX seria a regra da classe revolucionária, do proletariado que, apoiado pelos camponeses pobres e aproveitando a base material existente para avançar o socialismo, poderia não só fornecer todas as grandes, inextirpáveis, inesquecíveis coisas fornecidas pelos jacobinos no século XVIII, mas traz uma vitória mundial duradoura para os trabalhadores "(ibid., 90).
A filosofia revolucionária francesa influenciou Marx e Engels, as principais influências filosóficas da Revolução Russa. Engels escreve de Rousseau, "já em Rousseau, portanto, encontramos não só uma sequência de ideias que corresponde exatamente à sequência desenvolvida no Capital de Marx, mas chegamos mesmo a achar que a correspondência se estende também aos detalhes, Rousseau usando toda uma série doss mesmos desenvolvimentos dialéticos como Marx usou "(Ibid., 87). Engels menciona a "Grande Revolução Francesa" como sendo a primeira revolta burguesa a "rejeitar inteiramente o manto religioso" (Ibid., P. 88).
O príncipe Lvov, chefe de dois governos provisórios russos antes da Revolução, escreveu: "O espírito do povo russo mostrou-se, por si só, um espírito universalmente democrático. É um espírito que procura não só dissolver-se na democracia universal, mas também conduzir o caminho orgulhosamente pelo caminho marcado pela Revolução Francesa, em direção à Liberdade, à Igualdade e à Fraternidade ". Citado em Stéphane Courtois et al., The Black Book of Communism: Crimes, Terror, Repression (Cambridge, MA: Harvard University Press, 1999), 44.

[11] Nas visões comuns marxista/revolucionária francesas sobre o materialismo, Singer escreve: "A epistemologia empírica de Locke e seus seguidores não teve mais sucesso do que o racionalismo que ela substituiu. Sua principal contribuição para a cultura ocidental foi a de realçar o surgimento de um secularismo profundamente enraizado no materialismo, materialismo que caracterizou a Revolução Francesa e que, em última instância, produziu o comunismo marxista e seus satélites filosóficos. "C. Gregg Singer, From Rationalism to Irrationality: The Decline of the Western Mind from the Renaissance to the Present (Phillipsburg, NJ: Presbyterian and Reformed Publishing Company, 1979), 408, 409.


[12] Lênin, por exemplo, afirma: "Podemos considerar o mundo material e cósmico como o ser supremo, como a causa de todas as causas, como criador do céu e da terra". Citado em Lee, Eschatology, 815.


[13] Michael Burleigh, Sacred Causes: The Clash of Religion and Politics, from the Great War to the War on Terror (New York, NY: HarperCollins Publishers, 2007).  Da legenda na terceira página de fotografias no meio do livro (nenhum número de página dado).

[14] Ibid., 48.  Esta mudança de "templo" para "museu" é lógica. O marxismo sustenta que a matéria é a realidade última. "Templo" soa muito espiritual e, portanto, não é suficientemente material, mas "museu" - que conota a exibição de matérias-primas - se encaixa.

[15] Ibid., 54.

[16] Ibid.

[17] Ibid., 53.

[18] Ibid., 73.

[19] Ibid., 72.

[20] Ibid., 74, 75.

[21] U.S. News and World Report, June 15, 1956, p. 34.  Citado em James D. Bales, Communism: Its Faith and Fallacies: An Exposition and Criticism (Grand Rapids, MI: Baker Book House, 1962), 52.

[22] Citado em Herbert Schlossberg, Idols for Destruction: The Conflict of Christian Faith and American Culture (Wheaton, IL: Crossway Books, 1990), 186.

[23] Lester E. Denonn, ed., Bertrand Russell’s Dictionary of Mind, Matter, and Morals, 30.  Cited in Bales, Communism, 18.

[24] Citado em Schlossberg, Idols for Destruction, 116, 117.

[25] Citado em Bales, Communism, 34.

[26] Mao Tse-Tung, Five Articles by Chairman Mao Tse-Tung (Peking: Foreign Languages Press, 1968), 15.

[27] The Humanist Manifesto II (1973) declara, "A razão e a inteligência são os instrumentos mais eficazes que a humanidade possui." Citado em Josh McDowell and Don Stewart, Handbook of Today’s Religions (Nashville, TN: Thomas Nelson Publishers, 1983), 467.

[28] The Humanist Manifesto II (1973) declara, "Encontramos evidências insuficientes para a crença na existência de um sobrenatural."  Citado em Ibid., 464.


[29] Citado em David Limbaugh, Persecution: How Liberals Are Waging War Against Christianity (Washington, D.C.: Regnery Publishing, Inc., 2003), 66.


[30] Gary Demar, America’s Christian History: The Untold Story (Powder Springs, GA: American Vision Inc., 2007),108.


[31] Limbaugh, Persecution, 65.


[32] Cited by David A. Noebel, Clergy in the Classroom, The Religion of Secular Humanism, 8.  Noebel’s quote cited in Limbaugh, Persecution, 65.


[33] Rousas John Rushdoony, Law and Liberty (Vallecito, CA: Ross House Books, 1984), 2, 3.


[34] McDowell et. al., Handbook of Today’s Religions, 464.


[35] Análise e citações de Humanist Manifestos One and Two vêm de Paul Kurtz, ed., Humanist Manifestos One & Two (Buffalo, NY: Prometheus, 1973).


[36] Free Inquiry (Winter, 1980): 3-6.


[37] Charles W. Dunn, ed., American Political Theology: Historical Perspectives and Theoretical Analysis (New York, NY: Praeger Publishers, 1984), 83.


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sábado, 27 de maio de 2017

Princípios bíblicos para enfrentar a crise de imigração (por Steve C. Halbrook)

Revisão: Moira Maxwell Penna

Nota: 1) O autor usa exemplos envolvendo seu próprio país (E.U.A) - inclusive se referindo a ele como "América" -, mas os princípios trazidos por ele são aplicáveis em qualquer outra nação. 
2) Quanto aos textos bíblicos usados, eu tomei a liberdade de variar entre as versões ACF e NVI, de acordo com o que estava mais próximo da versão usada pelo autor. 
3) O autor se propõe a falar sobre as questões de segurança e cultura, portanto questões "econômicas" (como por exemplo, "como se dará o sustento dos imigrantes") não são consideradas nesse julgamento.


À medida que a crise da fronteira dos Estados Unidos se intensifica, várias vozes com várias filosofias políticas se erguem. Devemos ou não devemos proteger as fronteiras? E quanto aos imigrantes - eles devem ser admitidos? Se sim, como podemos definir quem pode ou deve ser permitido no pais?

As respostas a todas estas questões não estão no nacionalismo ou no internacionalismo; anarquia ou estatismo; racismo ou racismo reverso; ou liberalismo ou conservadorismo. Não, assim como para todas as questões morais, a resposta repousa na Escritura - sola Scriptura.

Neste artigo, buscamos e extraímos das Escrituras para mostrar (esperamos que corretamente) a abordagem bíblica de um dos mais importantes desafios que nossa nação já enfrentou.

A Importância das Fronteiras

A Escritura diz: "Maldito quem mudar o marco de divisa da propriedade do seu próximo" (Deuteronômio 27:17a). Os estrangeiros não têm mais direito de mover os limites de uma nação (por desprezo a eles ou para tentar eliminá-los) que um ladrão tem de mover os da propriedade de um indivíduo.

Depois de deixar o Egito, os israelitas pediram permissão aos amorreus para passarem por sua terra (Números 21:21, 22). A menos que isso fosse feito apenas por pragmatismo para evitar um confronto militar, seria um exemplo de respeito pelas fronteiras nacionais, não as atravessando sem permissão.

Em todo caso, as fronteiras nacionais definem os limites de uma nação e sua jurisdição civil; como tal, devem ser respeitadas. As fronteiras perdem a sua importância se uma nação não tem voz alguma sobre quem pode entrar no país, o que compromete a segurança nacional e o Estado de direito. A erradicação das fronteiras através da imigração ilegal em massa, portanto, gera ilegalidade e reivindicações jurisdicionais rivais que podem levar a agitação civil e guerra.

Uma vez que, pela natureza do caso, as fronteiras são uma questão de segurança nacional e jurisdicional, elas são uma preocupação do Estado. Como tal, o Estado tem o dever de proteger a sua integridade, o que inclui um processo legal de imigração.

Respeito à Lei

A Bíblia exige que todos os moradores da terra vivam sob as mesmas leis justas:
"Vocês terão a mesma lei para o estrangeiro e para o natural. Eu sou o Senhor, o Deus de vocês".
(Levítico 24:22)
No livro de Neemias, vemos um exemplo do poder civil guardando suas fronteiras daqueles que violariam a lei civil bíblica. Neste exemplo, o governador Neemias impede comerciantes que violariam o Sábado de entrarem em Jerusalém naquele dia:
Naqueles dias vi que em Judá alguns pisavam uvas nos tanques de prensá-las no sábado e ajuntavam trigo e o carregavam em jumentos, junto com vinho, uvas, figos e todo tipo de carga. Tudo isso era trazido para Jerusalém em pleno sábado. Então os adverti que não vendessem alimento nesse dia. Havia alguns da cidade de Tiro que moravam em Jerusalém e traziam peixes e toda espécie de mercadoria e as vendiam em Jerusalém, no sábado, para o povo de Judá. Diante disso, repreendi os nobres de Judá e disse-lhes: "Que mal é esse que vocês estão fazendo, profanando o dia de sábado? Por acaso os seus antepassados não fizeram o mesmo, levando o nosso Deus a trazer toda essa desgraça sobre nós e sobre esta cidade? Pois agora, profanando o sábado, vocês provocam mais ira contra Israel!"Quando as sombras da tarde cobriram as portas de Jerusalém na véspera do sábado, ordenei que fossem fechadas e só fossem abertas depois que o sábado tivesse terminado. Coloquei alguns de meus homens de confiança junto às portas, para que nenhum carregamento pudesse ser introduzido no dia de sábado. Uma ou duas vezes os comerciantes e vendedores de todo tipo de mercadoria passaram a noite do lado de fora de Jerusalém.Mas eu os adverti, dizendo: Por que vocês passam a noite junto ao muro? Se fizerem isso de novo, mandarei prendê-los. Depois disso não vieram mais no sábado.
(Neemias 13:15-21)

Observe como Neemias chama a atenção para a ira de Deus por violar o Sábado; de fato, quando os indivíduos violam a lei de Deus, então uma nação arrisca se colocar sob o julgamento de Deus (Levítico 18:24-28).

Quando os governantes aplicam a lei civil bíblica, eles ajudam a prevenir ações que levam ao julgamento. A lei civil bíblica é um "terror para os malfeitores" (Romanos 13:3,4); Tem um fator de "ouvir e temer" (Deuteronômio 17:13) que impede os ímpios de invocar a ira de Deus.

Dado o papel importante da lei civil bíblica em ajudar a prevenir o julgamento de Deus, as nações devem se proteger daqueles que, falando em termos práticos, minam a lei bíblica vivendo na terra sem viver sob suas leis. Talvez, então, a melhor conduta quando se trata de imigração é ter um processo de legalização onde os imigrantes se comprometem a respeitar e obedecer às leis civis justas da terra. (É verdade que nossa nação se distanciou em aplicar muito da lei bíblica.)

Isso anda de mãos dadas com uma fronteira segura. Sendo ela segura, os estrangeiros - inclusive aqueles que não respeitam as leis de uma nação - não poderiam entrar em massa num país, mas apenas através de um cuidadoso processo de legalização que poderia ajudar a bloquear os criminosos. Tal processo também deteria o contrabando de drogas, o comércio de escravos sexuais e outras atividades criminosas que as fronteiras abertas facilitam.

O dever de uma nação de se defender de uma invasão

Assim como um indivíduo tem o direito à autodefesa (Êxodo 22:2,3), o mesmo acontece com uma nação. E se as nações devem se opor aos soldados invasores, então também devem se opor aos criminosos invasores. O objetivo é o mesmo: proteger os cidadãos. É incoerente aceitar o primeiro e rejeitar o último, pois não há diferença prática entre um exército de soldados saqueadores e um exército de criminosos que saqueiam - que é o que alguns dos imigrantes ilegais são.

Uma fronteira não segura significa submeter cidadãos a criminosos violentos que a atravessam. Isso viola o mandamento de "livrar os que estão sendo levados à morte" (Provérbios 24:11a). De acordo com um artigo, "as fronteiras de Estados lidam com mais crimes de imigrantes ilegais do que a maioria, dados sugerem". Mas isso deve ser autoevidente, com ou sem dados; criminosos atravessarão naturalmente as fronteiras para escapar da lei em seus próprios países e para encontrar novas oportunidades para cometer crimes no país em que entram.

Além disso, uma entrada de imigrantes sem respeito pelas leis de uma nação pode facilmente levar à guerra. Considere nossa própria situação: temos alguns imigrantes ilegais que não só desrespeitam às nossas leis e nossas fronteiras, mas também apoiam uma "reconquista" do sudoeste.

Mas se há uma guerra civil ou não, já temos um problema com crimes violentos devido à imigração ilegal, e nossos governantes civis, portanto, têm o dever de proteger seus cidadãos através de fronteiras seguras e um processo de legalização cuidadoso.

O dever de uma nação de proteger-se das doenças contagiosas

Uma nação também deve se proteger de doenças. Em Israel, aqueles com lepra eram colocados em quarentena (Levítico 13:45,46). Proteger os outros da doença é parte do Sexto Mandamento. O surto de uma doença contagiosa mortal pode facilmente dizimar milhares. (Isto não deve ser tomado como um endosso às vacinações impostas pelo Estado, porque as vacinações, elas mesmas, podem ser mortais.)

Aqueles com doenças contagiosas perigosas, em seguida, devem ser isolados da população em geral. Quando se trata de imigração, o controle de fronteiras pode ajudar a prevenir imigrantes com doenças de infectar os habitantes da nação. Um processo de legalização permite que os imigrantes sejam rastreados por doenças antes de entrar em contato com a população em geral.

Não estamos necessariamente contra os cidadãos de uma nação que prestam assistência médica aos que estão na fronteira com doenças infecciosas - desde que sejam tomadas medidas preveentivas (por exemplo, quarentena) para proteger a população em geral.

Tratar todos os imigrantes com dignidade

Embora as nações tenham o dever de proteger suas fronteiras, isso não lhes dá o direito de maltratar os imigrantes - sejam eles ilegais ou não:
Não maltratem nem oprimam o estrangeiro, pois vocês foram estrangeiros no Egito.
(Êxodo 22:21)
Porque sendo feitos à imagem de Deus, os imigrantes devem ser tratados com a maior dignidade. Não devemos reagir à nossa crise de imigração com ódio, como os racistas e os nacionalistas extremos estão propensos a fazer, nem os imigrantes devem ser vistos com vigilantismo. Deve haver compaixão por imigrantes que buscam refúgio de uma vida dura ou perseguição. Os cristãos devem compartilhar o Evangelho com eles.

Uma nação deve proteger suas fronteiras, mas não deve desumanizar os imigrantes ilegais no processo; nem deve injustamente assumir que todos os imigrantes ilegais são criminosos violentos só porque alguns são. (Teríamos, afinal de contas, que assumir que todos os americanos são criminosos violentos só porque alguns são?)

Alguns podem usar a declaração: "Não maltratem nem oprimam o estrangeiro", para defenderem que impedir qualquer imigrante de entrar em uma nação seria algo opressivo. Não entendo como isso se aplica. 
Alguém que tenta encontrar ilegalmente uma maneira de atravessar a fronteira de uma nação ainda não é um estrangeiro na terra - e até o estrangeiro dentro da terra não está acima da lei, de modo que prendê-lo não equivale necessariamente a opressão.

Portanto, mesmo em um cenário onde um imigrante ilegal é preso e deportado, ele deve ser tratado tão amável e gentilmente quanto possível.


As nações deveriam dar prioridade para que os imigrantes cristãos entrem no país. 
Em grande medida, a própria América começou como um refúgio para Cristãos.

Quem deve ser autorizado a entrar em um país?

As Escrituras afirmam que uma nação pode, ou mesmo deveria, permitir que alguns imigrantes morem na terra. Por exemplo, Levítico 24:22 sustenta que uma lei deve ser aplicada tanto ao estrangeiro como ao nativo - o que implica que imigrantes e nativos podem viver sob o mesmo sistema jurídico e, portanto, na mesma nação. Deuteronômio 24:14,15 assume a legitimidade da contratação de imigrantes como trabalhadores - e, portanto, a legitimidade da própria imigração. Em Israel, os imigrantes foram autorizados a aderir voluntariamente à comunidade religiosa, o que novamente assume a legitimidade da imigração:
Porém se algum estrangeiro se hospedar contigo e quiser celebrar a páscoa ao Senhor, seja-lhe circuncidado todo o homem, e então chegará a celebrá-la, e será como o natural da terra; mas nenhum incircunciso comerá dela.
(Êxodo 12:48)
Isso também parece significar que, pelo menos em uma nação cristã, converter-se externamente ao cristianismo não deve ser coagido, mas voluntário; ao mesmo tempo, os imigrantes não podem externamente adorar deuses falsos ou promover religiões falsas (por exemplo, Êxodo 22:20, Deuteronômio 13) - eles devem manter sua incredulidade para si mesmos.

O fato de a Escritura permitir que pessoas de outros países habitem na terra sem restrição de raça exclui a idéia racista de que uma nação só deveria admitir os da mesma raça de seus habitantes.

Devem ser considerados para entrar e viver na terra, todos os que estiverem dispostos a morar pacificamente e seguir as leis do pais. Deve-se dar especial preferência aos desamparados ("A religião pura e imaculada para com Deus e Pai, é esta: Visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações...", Tiago 1:27a) e cristãos ("Portanto, enquanto temos oportunidade, façamos o bem a todos, especialmente aos da família da fé.", Gálatas 6:10).

Quanto a este último, o sábio rei Salomão desejava a imigração para o seu país de estrangeiros que queriam adorar o único Deus verdadeiro (1 Reis 8:41-43). Além disso, as nações podem ser um refúgio seguro para o povo de Deus. José, que governou o Egito, mandou sua família entrar no país para salvá-los da fome (Gênesis 45,46). Quando Davi fugiu de Saul, a terra de Gate trouxe um refúgio seguro (1 Samuel 27:1-4). Depois do nascimento de Jesus, José encontrou refúgio no Egito para escapar de Herodes (Mateus 2:13-15).

Quando o rei Seom de Hesbom não permitiu que os israelitas passassem por sua terra, Deus julgou Hesbom (Deuteronômio 2:24-34). As nações, então, deveriam pensar duas vezes antes de se recusarem a receber o povo de Deus:
Abençoarei os que o abençoarem, e amaldiçoarei os que o amaldiçoarem; (Gênesis 12:3a)
Em verdade vos digo que quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes. (Mateus 25:40b)
Em verdade vos digo que, quando a um destes pequeninos o não fizestes, não o fizestes a mim. (Mateus 25:45b)
Em elevado gra, a própria América começou como um refúgio para aqueles que buscavam a liberdade de praticar o cristianismo.

Devemos também notar que uma nação não pode (a menos que tenha uma razão bíblica) proibir os missionários estrangeiros que pregam o verdadeiro Evangelho de entrar. A Grande Comissão - que requer cristãos para discipular as nações - é endossada por Cristo, que tem "Toda autoridade no céu e na terra" (Mateus 28:17). Visto que Cristo é a autoridade suprema, então Sua autoridade supera a das nações que se opõem à entrada dos missionários cristãos.

E em uma nação cristã, é suicida permitir a entrada daqueles que se recusam a desistir de praticar e promover uma religião falsa, ou, na verdade, promover uma heresia condenável em nome do cristianismo (como negar a justificação somente pela fé). Os ataques aos fundamentos do cristianismo são ataques aos fundamentos de uma ordem social cristã (ver Deuteronômio 13).

No entanto, como observamos anteriormente, não é necessário abraçar o cristianismo para entrar numa nação; mas se o rejeita, não deve fazê-lo abertamente.

Finalmente, a hostilidade de uma nação contra os cristãos pode ser motivo para proibir (ao menos por um período de tempo) o povo da nação hostil de entrar em outro país. Pode-se julgar por si mesmo se a passagem seguinte tem algum grau de aplicação hoje, ou era simplesmente uma circunstância histórica única para Israel. Note-se especialmente que diz: "Não lhes procurarás nem paz nem bem em todos os teus dias para sempre".
Nenhum amonita nem moabita entrará na congregação do Senhor; nem ainda a sua décima geração entrará na congregação do Senhor eternamente. Porquanto não saíram com pão e água, a receber-vos no caminho, quando saíeis do Egito; e porquanto alugaram contra ti a Balaão, filho de Beor, de Petor, de mesopotâmia, para te amaldiçoar.
Porém o Senhor teu Deus não quis ouvir Balaão; antes o Senhor teu Deus trocou em bênção a maldição; porquanto o Senhor teu Deus te amava.
Não lhes procurarás nem paz nem bem em todos os teus dias para sempre.
(Deuteronômio 23:3-6)

Muitas outras considerações poderiam ser feitas sobre a entrada de imigrantes. Uma consideração final aqui é a perspectiva do banimento: os imigrantes poderiam inicialmente passar por um período de experiência, de modo que se seu comportamento mostre que eles não entraram na terra sob falsos pretextos (como alegando respeitar a lei quando não, ou reivindicando ser um cristão quando seu estilo de vida mostra o contrário), pois assim eles seriam expulsos.

Conseqüências ao se Ignorar a Crise da Fronteira

Quais são as conseqüências ao se ignorar nossa crise nas fronteiras? Alguns incluem:




  • A entrada maciça de criminosos violentos;
  • Contrabando de drogas em massa;
  • A opressão dos imigrantes através do tráfico de escravos sexuais;
  • A erradicação das fronteiras da América;
  • Anarquia;
  • Reações violentas contra imigrantes pacíficos;
  • Guerra civil sangrenta provocada por aqueles que defendem a "reconquista" do Sudoeste;
  • Poderes tirânicos dados ao governo federal em nome de travar tal guerra civil;
  • A tirania do governo globalista resultante da erradicação das fronteiras da América;
  • Um ataque terrorista através de uma arma de destruição em massa contrabandeada pela fronteira;
  • Doença endêmica.

  • Portanto, protegendo suas fronteiras uma nação trabalha para cumprir a exigência de Deus de proteger a vida inocente:
    Se tu deixares de livrar os que estão sendo levados para a morte, e aos que estão sendo levados para a matança; Se disseres: Eis que não o sabemos; porventura não o considerará aquele que pondera os corações? Não o saberá aquele que atenta para a tua alma? Não dará ele ao homem conforme a sua obra?
    (Provérbios 24:11,12) (ver também Provérbios 31:8 e Salmo 82:4)
    No entanto, embora este mandato proíba a entrada de imigrantes violentos em uma nação, também pode proibir a entrada de imigrantes pacíficos em uma nação, especialmente os fracos e os que buscam refúgio. E, como observamos, permitir a entrada de imigrantes cristãos é uma prioridade. A política de imigração, portanto, deve ser equilibrada: deve minimizar o máximo possível a entrada de imigrantes perigosos e, tanto quanto possível, maximizar a entrada de imigrantes pacíficos.

    Nosso governo civil tem ignorado - ou até encorajado - a imigração ilegal por tanto tempo, que mesmo que tivéssemos de proteger nossas fronteiras hoje, ainda assim pode ser tarde demais para evitar uma catástrofe nacional.

    Claro que, porque nossa nação se rebelou contra Deus por tanto tempo, as crises nacionais devido ao julgamento de Deus são o que podemos esperar. De fato, Israel foi advertido de que um de seus julgamentos por rejeitar a Deus era que seria governado por estrangeiros:
    O estrangeiro, que está no meio de ti, se elevará muito sobre ti, e tu mais baixo descerás; Ele te emprestará a ti, porém tu não emprestarás a ele; ele será por cabeça, e tu serás por cauda. (Deuteronômio 28:43,44)
    Por mais que devamos tentar proteger nossas fronteiras, se realmente queremos viver em uma terra segura, então, primeiro devemos nos voltar para Deus e nos arrependermos. Só então poderemos esperar pela segurança nas fronteiras:
    Se eu fechar os céus, e não houver chuva; ou se ordenar aos gafanhotos que consumam a terra; ou se enviar a peste entre o meu povo; E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra. (2 Crônicas 7:13,14)


    Para Estudo Adicional

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