terça-feira, 29 de novembro de 2016

A Descendência de Jonathan Edwards



Jonathan Edwards nasceu em 1703 em Windsor Connecticut. Ele era o único filho homem entre dez filhas, seu pai, Timothy Edwards era pastor, e sua mãe, Esther Stoddard era filha de Solomon Stoddard, um famoso reverendo da época.

Solomon Stoddard, avô de Edwards, era um Puritano em todo o significado da palavra, foi o líder espiritual da cidade de Northampton, Massachusetts por 57 anos.

Dois anos antes de sua morte, seu neto Jonathan Edwards subiu de pastor assistente para pastor.

Jonathan Edwards aprendeu muito com o avô principalmente a importância de trabalhar duro e estudar bastante. Ainda bem novo, Edwards aprendeu a escrever. O pai dele lhe ensinou o latim e outros idiomas como grego e hebraico. Aos seis anos de idade ele já conseguia conjugar os verbos em latim. O domínio destes idiomas lhe ajudaria depois a ser um perito em estudos da Bíblia Sagrada e um mensageiro poderoso da Palavra de Deus.

Aos 13 anos de idade, Jonathan Edwards entrou na Faculdade de Yale, e lá estudou teologia. E como aquele garoto amava estudar, ele freqüentemente passava 14 horas por dia estudando sobre a Palavra de Deus.

Em 1720, Edwards se formou em Yale, como o primeiro de sua classe. E começou cedo na carreira pastoral. Edwards lutou para resgatar o significado de verdadeira revivificação cristã.

Sua geração foi a segunda geração dos Puritanos. A primeira geração tinha trabalhado duro e sido muito diligente para semear a semente do evangelho e fazer da América um lugar no alto da Colina, onde fossem resgatadas muitas vidas para o Senhor.

Mas agora, a segunda geração tinha perdido muito seu desejo espiritual. Eles tinham perdido a vontade e o zelo necessários para continuar a expansão do reino de Deus.

Assim Edwards começou uma de suas séries de sermões, com muita oração para acordar a congregação sonolenta que tinha se envolvido demais com seus próprios negócios e suas próprias vidas, deixando em segundo lugar a vontade de Deus, se preocupando mais com sua vida cotidiana do que com Cristo e seu reino. Em 1731, Edwards pregou a mensagem: ” Deus se glorificou na dependência do homem.” Nisto, ele atacou o liberal argumento, que pecado somente era uma condição de ignorância. Ele acreditava que o pecado humano era uma inimizade inerente contra Deus e que a salvação significava uma mudança de coração. 


Esta mensagem desafiou os cristãos a procurarem em seus corações seus mais íntimos pecados e se arrepender de cada um deles. Sem dúvida Edwards foi um grande homem de Deus que muito colaborou, direta e indiretamente, para o reavivamento bíblico, e para que hoje eu e você possamos conhecer a Palavras de Deus e seu significado.

Contudo, em nenhuma área Edwards foi mais bem sucedido do que em seu papel como pai. Edwards e sua esposa Sarah tiveram onze filhos. Apesar de um horário de trabalho rigoroso que incluía acordar às 4:30 da manhã ler e escrever em sua biblioteca, viagens extensas, e reuniões administrativas infinitas, ele fazia questão de dedicar muito de seu tempo aos seus filhos.

Apesar de sua vida agitada, Edwards se comprometeu a passar pelo menos uma hora por dia com eles, principalmente lhes ensinando princípios cristãos.
E se ele perdesse um dia porque estava viajando, acumularia essas horas e as passaria com os filhos quando voltasse.

Sem dúvida Edwards deixou um importante legado aos seus filhos, assim como seu avô havia deixado para seu pai, e seu pai deixara para ele.

O dicionário Aurélio nos diz que legado é um valor previamente determinado, ou objetos previamente individuados, que alguém deixa a outrem. E o principal legado que Edwards deixou a seus filhos foram seus princípios cristãos.

Recentemente, o estudante Benjamim B. Warfield de Princeton encontrou, depois de muitas pesquisas, 1.394 descendentes conhecidos de Edwards. E nessa pesquisa podemos constatar o maravilhoso legado que Edwards deixou aos seus descendentes através de sua vida cristã. Dos 1.394 descendentes de Edwards:
  • 3 se tornaram presidentes de universidades,
  • 3 senadores dos Estados Unidos
  • 30 juizes
  • 100 advogados
  • 60 médicos
  • 65 professores de universidades
  • 75 oficiais de exército e marinha
  • 100 pregadores e missionários
  • 60 escritores de destaque
  • 1 vice-presidente dos Estados Unidos
  • 80 altos funcionários públicos,
  • 250 formados em universidades, entre eles governadores de Estados e diplomatas enviados a outros países.

A história de Jonathan Edwards é um exemplo do que alguns sociólogos chamam a “regra das cinco gerações.” Como um pai cria seus filhos e o amor que eles dão, os valores que ensinam, o ambiente emocional que oferecem, a educação que provêem, não só influencia seus filhos, mas as quatro gerações seguintes. Em outras palavras, o que os pais fazem pelos seus filhos permanecerá pelas próximas cinco gerações.

O exemplo de Jonathan Edwards nos mostra a importância de deixarmos esse legado cristão aos nossos filhos.

Mas a teoria das cinco gerações trabalha de ambos os modos. Se não nos esforçarmos para sermos bons pais e transmitirmos princípios cristãos, nossa negligência pode infestar gerações. 

Claro que isto não significa que as pessoas simplesmente são um produto direto de seus pais, ou que seu futuro está determinado pela sua descendência.

A história de Jonathan Edwards oferece lições poderosas sobre o legado que nós deixaremos como pais. Daqui a cinco gerações é bem provável que as nossas realizações profissionais serão esquecidas. Na realidade, nossos descendentes podem pouco saber sobre nós ou nossas vidas.

Mas o modo como somos pais hoje e princípios que transmitimos afetarão diretamente não só nossos filhos, mas também nossos netos, bisnetos e as gerações que se seguem.

Como dizia Edwards: Deus fez todas as coisas com um propósito, e Deus também tem um propósito para todos nós, Nenhum homem vive em vãotodos nós deixaremos um legado. Qual será o seu?


Adaptado de: http://www.comunidadecasarao.com.br/a-descendencia-de jonathan-edwards-e-max-jukes/

Recomendação de leitura: https://www.skoob.com.br/a-breve-vida-de-jonathan-edwards-448450ed508098.html/


Nota: Conforme o próprio texto demonstra, não existe aqui uma defesa de algo como bênção ou maldição hereditários. Não se trata se algo herdado "geneticamente" de forma "fatalista", mas sim da influência dos pais sobre seus descendentes, e sobre como as diferenças de cosmovisões definem os rumos que as pessoas seguem e lhes dão ou tiram a esperança e a noção de uma vida com propósito.


>>> LER A POSTAGEM...

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

A Superioridade da Lei Civil Bíblica sobre a Lei Natural (por Steve C. Halbrook)

Devido à dificuldade do homem pecador 
em discernir a lei natural, 
quando a lei natural é escolhida 
acima da lei civil bíblica, 
somos finalmente deixados 
ao capricho tirânico dos reis filósofos 
que "discernirão" a lei natural para nós
Muitos cristãos rejeitam uma forma de governo civil baseado na revelação especial de Deus, escrita, por uma forma de governo civil baseado apenas na lei natural, isto é, a revelação de Deus na consciência e na natureza. No entanto, além do fato de que o Estado é obrigado a seguir as leis civis conforme reveladas na Escritura, quando se trata de discernir a vontade de Deus, a lei natural é, na melhor das hipóteses, a segunda melhor opção.

Sobre a superioridade da revelação escrita sobre a não escrita, William Blackstone, autor de Commentaries on the Laws of England, escreve: "A lei revelada é de infinitamente maior autoridade do que aquilo que geralmente chamamos de lei natural. Porque uma é a lei da natureza, expressamente declarada pelo próprio Deus; a outra é apenas o que, com o auxílio da razão humana, imaginamos ser essa lei ". [1]

Gary DeMar, além disso, pergunta: "Aqueles que governam devem confiar na 'luz da razão' caída ou na Palavra de Deus que é 'uma lâmpada para os meus pés e uma luz para o meu caminho' ? (Salmo 119:105)". [2]
DeMar explica a superioridade da lei bíblica sobre os "princípios da razão":
Primeiro, a Bíblia tem todos eles escritos em um só lugar. As "leis da natureza" devem ser caçadas por criaturas finitas, falíveis e caídas. Embora seja verdade que essas mesmas criaturas finitas, falíveis e caídas devam interpretar a Bíblia, pelo menos o processo de caça é resolvido. As leis estão lá para todos verem. Em segundo lugar, os "princípios da razão" não são suficientemente específicos. A Bíblia é um modelo ético detalhado. [3]
O apóstolo Paulo observa que o conhecimento do pecado vem através da lei escrita (Romanos 7:7). Com isso, não poderíamos dizer que, por causa da clareza da lei escrita, há uma melhor compreensão de como governar, do tamanho adequado do Estado, de quais pecados o Estado pode criminalizar e quais são as sanções penais, Etc? 
Na verdade, podemos. Isto está implícito em Levítico 18, onde Deus advertiu os israelitas a não se envolverem nos pecados que fizeram com que outras nações fossem vomitadas da terra. Essas nações tinham lei natural; mas Deus deu à Sua nação escolhida Israel a lei escrita.

Se a lei natural é mais clara, então por que Deus deu-Se ao trabalho de dar à Sua nação escolhida uma lei escrita - que incluía um código civil - em vez disso? E, se a lei natural é superior, por que somente depois de descobrir o Livro da Lei no templo, o Rei Josias tomou consciência dos pecados nacionais de seu povo e trabalhou para a reforma social (2 Reis caps. 22 e 23)? 
Na verdade, a lei escrita era tão importante que era absolutamente necessário que os reis de Israel se imergissem diariamente nela a fim de temerem a Deus, guardarem os mandamentos de Deus e evitarem a arrogância e a injustiça:
Será também que, quando se assentar sobre o trono do seu reino, então escreverá para si num livro, um traslado desta lei, do original que está diante dos sacerdotes levitas.E o terá consigo, e nele lerá todos os dias da sua vida, para que aprenda a temer ao Senhor seu Deus, para guardar todas as palavras desta lei, e estes estatutos, para cumpri-los;Para que o seu coração não se levante sobre os seus irmãos, e não se aparte do mandamento, nem para a direita nem para a esquerda; para que prolongue os seus dias no seu reino, ele e seus filhos no meio de Israel.
(Deuteronômio 17:18-20)
Observe que não diz que os governantes devem meditar na lei natural para temerem a Deus, guardarem os mandamentos de Deus e evitarem a arrogância e a injustiça que vem do coração daquele que é levantado acima do povo. A lei natural sozinha é insuficiente para o governo piedoso. Além disso, como Moisés disse aos israelitas:
Vedes aqui vos tenho ensinado estatutos e juízos, como me mandou o Senhor meu Deus; para que assim façais no meio da terra a qual ides a herdar.Guardai-os pois, e cumpri-os, porque isso será a vossa sabedoria e o vosso entendimento perante os olhos dos povos, que ouvirão todos estes estatutos, e dirão: Este grande povo é nação sábia e entendida.Pois, que nação há tão grande, que tenha deuses tão chegados como o Senhor nosso Deus, todas as vezes que o invocamos?E que nação há tão grande, que tenha estatutos e juízos tão justos como toda esta lei que hoje ponho perante vós?
(Deuteronômio 4:5-8)
Como demonstra a passagem, o homem se beneficia mais da lei escrita de Deus do que da lei natural. As leis morais de Israel - incluindo seu código civil - são as leis modelo para todas as outras nações seguirem ("Guardai-os pois, e cumpri-os, porque isso será a vossa sabedoria e o vosso entendimento perante os olhos dos povos"). 
As leis de Israel eram superiores às leis das nações circunvizinhas que só possuíam lei natural ("que nação há tão grande, que tenha estatutos e juízos tão justos como toda esta lei que hoje ponho perante vós?").

Sobre a preferência pela lei natural sobre a escrita no governo civil, Greg Bahnsen escreve:
Isso equivale a preferir uma edição da mesma lei de Deus obscurecida pelo pecado ou a negar a unidade da revelação natural e especial (e estar disposto a opor um ao outro). Não somente isso, mas na verdade a revelação natural é suprimida pela injustiça do pecador, e isso deve nos dissuadir de pensar que pode ser a medida reconhecida e funcional de sua obrigação ética [do magistrado civil]. [4]
De fato, se alguém sugerisse uma antítese entre até mesmo algumas das revelações naturais e especiais, ele teria que encontrar um exemplo bíblico. Onde a Bíblia diz ou insinua que se pode encontrar na revelação natural uma lei contrária à revelação especial? De fato, Romanos 1 e 2 - que trata extensivamente da revelação natural - não levanta leis contrárias àquelas reveladas em revelações especiais (ver, por exemplo, Rm 1:26-32).

O rei Josias arrancou as suas roupas depois de aprender sobre
os pecados nacionais de seu povo.
Para Josias, a Lei escrita era superior á lei natural.
pois foi a lei escrita que o convenceu desses pecados.

William O. Einwechter ressalta que mesmo antes da Queda, o homem não podia seguir a Deus sem a revelação especial (Gn 1:28-29; 2:16-17). A revelação natural era um guia insuficiente mesmo quando o homem era sem pecado e a criação não estava sob a maldição. [5]
Se o homem sem pecado precisava da Palavra de Deus e não podia ser guiado apenas pela lei natural, o homem caído precisa mais ainda da Palavra de Deus para ensinar-lhe o conhecimento do bem e do mal. Se a lei natural era insuficiente antes da queda, é duplamente inadequada agora porque a capacidade do homem para discernir a lei natural tem sido grandemente afetada pela Queda. Em primeiro lugar, a própria criação está agora sob a maldição do pecado (Gênesis 3:17-19, Romanos 8:19-22). Portanto, embora a criação ainda testemunhe a glória e o poder de Deus (Salmo 19:1-6, Romanos 1:19-20), ela não pode mais servir como uma revelação infalível de padrões éticos. Em segundo lugar, o homem é agora uma criatura pecaminosa e rebelde que procura suprimir a verdade da lei natural em sua injustiça (Romanos 1:18). Certamente é verdade que "a obra da lei" está "escrita em seus corações" (Romanos 2:14-15), mas a consciência profanada do homem não é absolutamente um guia confiável para discernir o que é justo, bom e correto (Provérbios 16:25, 1 Tim. 4: 2, Tito 1:15, Hebreus 9:14, 10:22). Podemos confiar na consciência do homem caído cujo "coração é enganoso acima de todas as coisas e desesperadamente perverso" (Jeremias 17:9) para ser o juiz final do que é o bem e o mal? [6]

Na verdade, enquanto a lei natural de Deus não é defeituosa, os corações dos homens são: "Porquanto a inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à lei de Deus, nem, em verdade, o pode ser." (Romanos 8:7). O que o homem natural, não convertido, sabe de Deus, ele suprime (Romanos 1:18). Ele é incapaz de entender "as coisas do Espírito de Deus" (1 Cor. 2:14).

Em suma, o homem em sua pecaminosidade troca a lei natural (Rm 1:19-20) por anarquia antinatural (Rm 1:21-32). E porque o homem regenerado ainda peca, ele, também, muitas vezes pensa como o homem natural. Além disso, e isso é muito significativo, os próprios cristãos regenerados variam em relação ao que suas consciências toleram. Há aqueles com consciência mais fraca que não podem tolerar o que aqueles com consciência mais forte podem (1 Coríntios 8:7-12, Romanos 14:2,13,14).

Assim, quando alguém tira a Bíblia da equação e se submete apenas à lei natural, muitas vezes ele não pode dizer quando termina a lei bíblica e começa a lei humanista. As leis mais aparentemente corretas nos olhos do homem podem ser tirania de acordo com a lei de Deus, pois "Todo caminho do homem é reto aos seus olhos ..." (Provérbios 21:2a). Como tal, os governantes interessados ??em defender a justiça e se oporem à tirania devem ser guiados por uma revelação especial. O filósofo Gordon H. Clark escreve:
É instrutivo notar que os teóricos políticos que não foram tocados pela revelação cristã, quase sem exceção, defendem o totalitarismo. Se Platão era comunista, Aristóteles era fascista. A educação privada dos pais é proibida porque a educação tem como objetivo a produção de cidadãos para o bem do Estado. O número de crianças que uma família pode ter é controlado pelo governo, e as crianças excedentes devem servir de alimento aos lobos. E todos devem professar a religião do Estado. [Jean Jacques] Rousseau é igualmente totalitário: "Há portanto uma profissão de fé puramente civil na qual o soberano deve fixar os artigos. ... Se alguém, depois de reconhecer publicamente estes dogmas, se comporta como se não os acreditasse, que seja punido com a morte ". [7]
Quando aqueles que defendem o código civil da Bíblia criticam a lei natural como não sendo um guia suficiente para o governo civil, a resposta dos defensores da lei natural pode ser que os críticos da lei natural simplesmente não entendem a lei natural. Mas certamente, isso mina sua própria posição; pois se a lei natural não pode ser entendida, então como pode ser um guia suficiente para o governo civil?

Além disso, se a lei natural revelar suficientemente um plano ético detalhado para o governo civil, alguém já descobriu isso? Por plano, queremos dizer, por exemplo, quais pecados particulares o Estado deve punir, e de que maneira esses pecados devem ser punidos? Sim, há coisas peculiares de senso comum que sabemos que um magistrado deve punir, como assassinato e roubo (embora possa não estar tão claro como o assassinato e o roubo devem ser punidos). Mas alguns detalhes aqui e ali são muito diferentes de um detalhado plano ético. (Mas, novamente, as nações que rejeitam a revelação especial como padrão de Lei não podem sequer ter leis contra o assassinato e o roubo, por exemplo, todos os governos civis que promovem o aborto e o socialismo).

Se for o caso, como diz o teólogo da lei natural, que os governantes civis são apenas obrigados a defender a lei natural, então ele está sob o ônus da prova de nos dizer quais leis não são naturais no código civil da Bíblia. Isso não deve ser difícil para ele, pois se pudermos discernir claramente todas as leis naturais, então também podemos discernir claramente todas as leis não naturais. Talvez algumas leis no código civil da Bíblia sejam naturais? Se assim for, governantes seriam obrigados a aplicar essas leis específicas.

Mas então, nós realmente acreditamos que quaisquer dois teólogos da lei natural podem se sentar e discernir honestamente a partir da natureza a naturalidade das exatas mesmas leis civis da Bíblia? Por outro lado, se todas as leis civis da Bíblia não são naturais, então isso significaria que os governantes pecam quando aderem à separação da Igreja e do Estado (2 Crônicas 19:11), proíbem o sequestro de pessoas para a escravidão (Êxodo 21:16), defendem o princípio do inocente até que se prove que é culpado (Deuteronômio 19:15), defendem o princípio do julgamento imparcial (Levítico 19:15), de punições exatamente proporcionais ao crime (Êx 21.23-25), e até mesmo, -Deus me livre!- , temer a Deus (1 Sam. 12:14).

Mesmo como um crente, eu ainda não consigo discernir por meio da natureza um plano ético detalhado para o governo civil - e até um plano ético geral pode ser difícil de discernir. Se o problema é que o que resta da minha natureza pecaminosa suprime um código civil revelado naturalmente, ou a natureza não é suficientemente específica, ou o que quer que seja - se eu não descobri planos do governo civil na natureza nesta fase da minha vida, eu não acredito que outros descobriram.

Uma maneira rápida de testar a honestidade intelectual de alguém que diz que a lei natural por si só é suficiente para o governo civil é simplesmente perguntar: "Você descobriu um código civil na natureza?" Se intelectualmente honesto, ele responderia "não". Então questione por qual padrão ele realmente determina que código civil o Estado deveria manter.

Sua única escolha, além do código civil da Bíblia, é determinar arbitrariamente um código civil por sua própria autoridade (e ser seu próprio rei filósofo auto-nomeado) e / ou recorrer à autoridade de outros (e ter seus próprios reis filósofos nomeados). Em relação a este último, podem ser políticos ou juízes contemporâneos, ou podem ser vários filósofos políticos - Platão, Aristóteles, Jean Jacques Rousseau, Russell Kirk, Adam Smith, Karl Marx, John Rawls, etc.

Mas se seu padrão de autoridade é ele mesmo ou os outros, ele escolheu as tradições dos homens como seu padrão e, conseqüentemente, adotou uma visão humanista do Estado. Portanto, teoricamente adotar uma ética natural do Estado apenas para a lei é, na prática, se omitir em uma ética humanista sem lei do Estado.

Assim, uma sociedade que adota uma ética apenas da lei natural culmina na tirania. Isso pode acontecer de duas maneiras diferentes. A primeira possibilidade é que todos, em última instância, determinarão a lei por si mesmos, o que significaria que os cidadãos e os magistrados não teriam qualquer padrão coerente e confiável para a lei. A justiça seria subjetiva, não objetiva e sem padrão objetivo de liberdade, não haveria discernimento confiável - e, portanto, salvaguardar-se contra a tirania. Além disso, onde todos determinam a lei para si, há inúmeras visões da lei. Com inúmeras opiniões da lei vem inúmeras leis, e com inúmeras leis vem tirania.

A segunda possibilidade é que os cidadãos fiquem frustrados por não serem capazes de discernir um código civil na natureza e exigir reis filósofos "à la República de Platão" que possam descobrir a revelação natural para eles. A única grande diferença é que a tirania viria de uma elite que tiraria proveito da ignorância ética do cidadão e imporia qualquer lei que sirva seus interesses.

Assim, em questões do Estado a única maneira de servir adequadamente a Jesus Cristo é manter o código civil da Bíblia, a base da liberdade civil. Ou achamos liberdade sob o Rei dos Reis, ou tirania sob os reis filósofos.





Excerto de: God is Just: A Defense of the Old Testament Civil Laws: Biblical Theocracy, Justice, and Slavery versus Humanistic Theocracy, "Justice," and Slavery by Steve C. Halbrook.  Copyright © 2011 by Steve C. Halbrook.




Traduzido livremente de :



Notas: 

[1] William Blackstone, “Of Laws in General,” in Commentaries on the Laws of England (Chicago: University of Chicago Press, 1979). Cited in Charles W. Dunn and J. David Woodard, The Conservative Tradition in America (Lanham, MD: Rowman & Littlefield Publishers, Inc., 1996), 122.

[2] Gary DeMar, The Debate Over Christian Reconstruction (Atlanta, GA: American Vision, 1988), 27.

[3] Ibid., 29. 

[4] Greg L. Bahnsen, Theonomy in Christian Ethics (Nacogdoches, TX: Covenant Media Press, 2002), 387, 388.

[5] William O. Einwechter, Ethics and God’s Law: An Introduction to Theonomy (Mill Hall, PA: Preston/Speed Publications, 1995), 21.

[6] Ibid., 21, 22.

[7] Gordon H. Clark, Essays on Ethics and Politics (Jefferson, MD: The Trinity Foundation, 1992), 158.


>>> LER A POSTAGEM...

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

AME SEU PRÓXIMO O SUFICIENTE PARA DIZER A VERDADE (por Rosaria Butterfield)


Uma resposta a Jen Hatmaker [1]

31 de outubro de 2016

Se eu estivesse em 1999 (ano em que fui convertida e que me separei da mulher e da comunidade lésbica que eu amava) em vez de 2016, as palavras de Jen Hatmaker [2] sobre a santidade dos relacionamentos LGBT teriam inundado meu mundo como se fossem bálsamo de Gileade. Como teria sido maravilhoso ter uma pessoa tão radiante, experiente, humilde, gentil e divertida como Jen dizendo em alta voz o que meu próprio coração estava gritando para mim: Sim, eu posso ter Jesus e minha namorada ao mesmo tempo. Sim, eu consigo prosperar tanto em minha área acadêmica (Teoria Queer dos gêneros e Literatura e Cultura Inglesas) como em minha igreja. Minha vertigem emocional conseguiria voltar ao normal mais uma vez.

Talvez eu não precisasse perder tudo a fim de ter Jesus. Talvez o evangelho não fosse me destruir enquanto eu esperava, e esperava, e esperava que o Senhor me reconstruísse após me convencer de meu pecado e depois de eu sofrer suas consequências. Talvez fosse diferente para mim de como foi para Paulo, Daniel, Davi e Jeremias. Talvez Jesus pudesse me salvar sem afligir-me. Talvez o Senhor fosse me dar cruzes respeitáveis (Mateus 16:24), espinhos fáceis de controlar e lidar (2 Coríntios 12:7).

Hoje, eu ouvi as palavras de Jen (palavras com o intuito de encorajar, e não de desencorajar; palavras para construir, e não destruir, para defender as minorias, e não angariar benefícios político-partidários) e elas me fizeram sentir um calafrio. Se eu ainda batalhasse pelo pecado íntimo e arraigado do desejo lésbico, as palavras de Jen teriam amarrado uma pedra de moinho em volta de meu pescoço.

MORTA PARA UMA VIDA QUE EU AMAVA


Para ser bastante clara, eu não fui convertida do homossexualismo; eu fui convertida da incredulidade. Eu não troquei de um estilo de vida para outro; eu morri para uma vida que eu amava.

A conversão a Cristo me fez enfrentar a questão de modo direto: meu lesbianismo refletia quem eu sou (era no que eu cria em 1999) ou, com a queda de Adão, meu lesbianismo distorcia por completo quem eu sou? Por meio da conversão eu aprendi a maneira peculiar do pecado de Adão marcar minha vida, isto é, quando algo parece certo, correto, bom, verdadeiro e necessário mas, ao mesmo tempo, vai contra a Palavra de Deus. Nosso pecado naturalmente nos engana. O engano do pecado não está apenas “no lado de fora”, mas também nas profundezas das cavernas de nossos corações.


Como eu me sinto não me diz quem eu sou. Somente Deus pode dizer quem sou eu, pois Ele me criou e cuida de mim. Ele me diz que todos nós nascemos como portadores do sexo masculino ou feminino, com almas eternas e com corpos distintos por gênero, que sofrerão eternamente no inferno ou que serão glorificados na Nova Jerusalém.

Gênesis 1:27 me diz que existem implicações morais e linhas divisórias relacionadas ao nascer homem ou mulher. E quando eu digo essa mesma frase anterior em campi universitários, manifestos estudantis, vindos mesmo daqueles que se dizem cristãos, me aparecem aos montes. Me dizem que afirmar responsabilidades morais de se nascer homem ou mulher é agora discurso de ódio.

Chamar a ética sexual dada por Deus de discurso de ódio é concordar com as ideias de Satanás. Pensar assim é como um absurdo orwelliano [3] ou coisa pior. Eu só saberei quem eu realmente sou quando a bíblia for minhas lentes para autorreflexão e quando o sangue de Cristo bombear tão poderosamente todo o meu coração a ponto de eu conseguir negar a mim mesmo, tomar minha cruz e segui-Lo.

Não há boa vontade entre a cruz e a pessoa não-convertida. A cruz não tem compaixão. Tomar sua cruz significa morrer. Como A. W. Tozer disse, carregar uma cruz quer dizer que você vai embora para nunca mais voltar. A cruz simboliza o significado de morrer para si mesmo. Nós morremos para que possamos nascer de novo em e através de Jesus, por meio do arrependimento de nosso pecado (mesmo dos que não escolhemos [nos arrepender]) e da fé em Jesus, o autor e consumador de nossa salvação.

O poder sobrenatural que é dado no novo nascimento significa que onde um dia eu tinha um único desejo (cujas palavras dizem se algo parece bom, então deve ser quem eu realmente sou) agora tenho desejos gêmeos, que guerreiam dentro de mim: “Porque a carne cobiça contra o Espírito, e o Espírito contra a carne; e estes opõem-se um ao outro, para que não façais o que quereis.” (Gálatas 5:17). E essa guerra não acabará até chegarmos à Glória.

Vitória sobre o pecado significa que nós temos a companhia de Cristo em meio à batalha, e não que estamos lobotomizados. Meus pecados cometidos com vontade e por opção sabem meu nome e endereço. E esta mesma verdade se aplica a você [também].

A CRUZ NUNCA FAZ ALIANÇA COM O PECADO


Poucos anos atrás, eu estava palestrando numa grande igreja. Uma mulher mais velha esperou até o comecinho da noite para vir até mim. Ela me contou que tinha 75 anos, que tinha sido casada com uma mulher durante 50 anos e que ela e sua parceira tinham filhos e netos.

Depois aquela senhora disse uma coisa arrepiante. Com um tom baixo de voz, ela sussurrou “Eu ouvi o evangelho, e entendi que talvez eu perca tudo. Por que ninguém me disse isso antes? Por que as pessoas que amo não me disseram que algum dia eu teria de fazer uma escolha como essa?”. Eis uma boa pergunta. Por que uma pessoa não diz a sua querida portadora da mesma imagem que ela não poderia ter amor ilícito e o evangelho ao mesmo tempo? Por que ninguém, ao longo de todas essas décadas, disse a esta mulher que o pecado e Cristo não podem habitar juntos, pois a cruz nunca se torna aliada do pecado, o qual ela deve esmagar, visto que Cristo tomou nossos pecados sobre Si e pagou o resgate pelo custo terrível cobrado por ele?

Todos nós temos falhado miseravelmente em amar nossos companheiros de imagem que se identificam como parte da comunidade LGBT, companheiros de imagem que estão enganados pelo pecado e por um mundo odioso que aplica o engano de categoria da identidade e orientação sexuais como um laço. E todos nós continuamos falhando miseravelmente. Do lado bíblico, temos frequentemente falhado em oferecer relacionamentos amorosos e em abrir portas aos nossos lares e corações, abertura esta [que deve ser] tão sem obstruções que seremos tão firmes em relacionamentos amorosos quanto somos nas palavras que empunhamos e manejamos. Nós também temos falhado em discernir a verdadeira natureza da doutrina cristã do pecado, pois quando defendemos leis e políticas que abençoam os relacionamentos que Deus chama de pecado, nós estamos agindo como se nos achássemos mais misericordiosos do que Deus é misericordioso.

Que Deus tenha misericórdia de todos nós.

__________________________________________

Tradução: Cesare Turazzi

N. T.: Em português, temos o livro “Pensamentos secretos de uma convertida improvável” desta autora, traduzido pela Editora Monergismo.

[1] Jen Hatmaker é uma americana evangélica autora de livros, escritora em blogs e revistas,conferencista e apresentadora de TV.

[3] “Orwerllianismo”, vindo de George Orwell. Neologismo utilizado para definir práticas sociais autoritárias ou totalitárias.


>>> LER A POSTAGEM...

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

(vídeo) Qual é a Forma Bíblica do Batismo? (rev. Leandro Lima)

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Igreja versus Socialismo (por Gary North) - parte 03 de 03

Texto traduzido do site do autor: 
(http://www.garynorth.com/freebooks/docs/html/gnbd/appendix_d.htm)

Parte 1 | Parte 2 | Parte 3

O Advento do Socialismo Cristão: 

Século XIX

Na primeira metade do século XIX, houve numerosos experimentos ingleses e norte-americanos em comunismo socialista voluntário(65). Essas comunas foram, por vezes descritas por seus fundadores como cristãs, mas seus fundadores foram mais frequentemente unitários ou abertamente heréticos. Um bom exemplo é Adin Ballou (1803-1890), co-fundador em 1841 da Comunidade Hopedale, uma sociedade Cristã com ações de risco, que liderou o grupo, de 1841 até 1852. Ele foi o autor do Socialismo Cristão Prático (1854) e editor de O Cristão Prático. Ele era um universalista, um pacifista e um abolicionista(66).

Os melhores candidatos foram os co-fundadores do socialismo cristão britânico do século XIX: Rev. Frederick Denison Maurice, um anti-Unitarista, teólogo anti-católico, historiador do King's College, e um clérigo da Igreja da Inglaterra, e seu amigo, o reverendo Charles Kingsley. Eles eram um par estranho. Kingsley foi um romancista de sucesso (Yeast, Alton Locke, Water Babies), um evolucionista darwinista, e capelão da rainha Victoria. Ele foi veementemente contrário ao calvinismo(67).  A ortodoxia de sua teologia pode ser julgada por uma carta que ele escreveu para Maurice em 1863 para descrever sua nova descoberta de que "almas ocultam seus corpos, como caracóis fazer conchas..."(68). Maurice, em contraste, era devoto, mas sua linguagem indicava que ele foi um universalista. Na melhor das hipóteses, ele confundiu completamente a graça comum com a graça redentora. "Todo homem está em Cristo; a condenação de todo homem é que ele não reconhece a verdade - ele não vai agir como se fosse verdade a não ser que tenha sido unido a Cristo, ele não poderia pensar, respirar, viver uma única hora. " Todo homem, "como homem, é o filho de Deus. Ele não precisa se tornar um filho de Deus, ele precisa apenas reconhecer que ele já é como tal."(69) Isso confunde as duas formas de filiação: deserdada (adâmica) e adotiva (cristã). Mauruce escreveu a Kingsley em 1847 para criticá-lo por ter inserido que Maurice considerava como "um sorriso de escárnio contra a ideia de um Esposo divino.... Eu defendo totalmente o seu direito de ser bem-humorado, se por qualquer palavra em sua própria boca ou qualquer outra você enfraquecido a fé das pessoas neste mistério, eu acho que você estava causando um profundo ferimento na humanidade. "(70)

Maurice e Kingsley eram socialistas na era pós-1848(71). As fracassadas revoluções socialistas de 1848 foram um importante ponto de retorno no pensamento e da cultura europeia(72). Estas revoltas simultâneas foram importantes para o desenvolvimento posterior de um socialismo cristão conflituoso(73). Kingsley escreveu a John Stuart Mill em 1869: "em vinte e cinco anos a minha ideia dominante tem sido o que o meu amigo [Thomas H.] Huxley tem estabelecido como comum a ele e Comte; que 'a reconstrução da sociedade sobre uma base científica não só é possível, mas é o único objeto político que vale muito a pena lutar. ' "(74)

A partir da era pós-Guerra Civil (1861-1865) nos EUA, a ascensão do movimento do Evangelho Social no protestantismo levou a uma fusão da religião liberal e do socialismo, ou ao menos a intervenção do governo na economia. A moralidade geral do socialismo foi defendida em nome da moral cristã.(75) O movimento do Evangelho Social ganhou força no primeiro terço do século XX, efetivamente desafiado apenas pela ascensão da oficialmente não-política neo-ortodoxia após a Primeira Guerra Mundial e pelo neo-evangelicalismo após a segunda Guerra Mundial(76). Mas ambos estes movimentos alternativos têm incorporado muitas das ideias do Evangelho social sobre "justiça social", ou seja, a intervenção do Estado. Os líderes de ambos os grupos têm repetidamente abraçado o liberalismo político. O liberalismo político do século XX(77) é viciado em sonhos messiânicos do humanismo de salvação pela lei civil. Este é o sonho dos socialistas, também.

Os Evangélicos À Deriva

Todo pensamento econômico socialista se baseia em uma visão específica do direito civil, ou seja, que é legítimo que o Estado use seu poder para redistribuir a riqueza dos habitantes mais ricos para os habitantes mais pobres. Este ponto de vista é inevitavelmente uma negação dos requisitos de Levítico 19:15: "Não farás injustiça no juízo; não respeitarás o pobre, nem honrarás o poderoso; com justiça julgarás o teu próximo."(78) O socialismo vem em muitas variedades: utópica, comunista, Fabiano e intervencionista keynesiano. Em alguns períodos da história ocidental, veio mesmo em nome de Jesus Cristo. Antes do século XIX, no entanto, tais alegações foram consideradas pela Igreja como heréticas. Não mais. Há várias razões para isso, mas a mais importante é que poucas igrejas hoje estão dispostas a definir heresia formalmente, e menos ainda estão dispostas a impor a sanção institucional negativa de excomunhão contra aqueles que defendem publicamente heresia. Não é apenas que o socialismo não seja mais identificado como herético; é que quase nenhuma crença é definida como herético.

Ao longo do século XX, as igrejas evangélicas têm sido progressivamente relutantes em ajustar as suas mentes coletivas sobre muita coisa. Eles invariavelmente tem abandonado as doutrinas não-negociáveis ​​do passado. Quando os porta-vozes da igreja de Jesus Cristo já não acreditam que Deus criou a terra em seis dias de 24 horas, que Deus enviou um dilúvio universal, ou que o inferno é um lugar real, não devemos esperar que eles sejam capazes de decidir em nome de Deus sobre a legitimidade bíblica de ideologias econômicas competidoras. J. Gresham Machen identificou o problema teológico em 1923: modernismo, uma religião rival.(79) Por fazer isso, e fazê-lo de forma tão eficaz, ele foi brutalmente atacado pessoalmente por seus críticos liberais e foi jogado para fora da Igreja Presbiteriana do Norte em 1936, embora, naturalmente, não por razões teológicas, de acordo com a hierarquia(80). Ninguém é jogado para fora do ministério protestante moderno por razões teológicas; apenas por razões burocráticas. Na década de 1970, o modernismo era triunfante nas principais denominações e quase foi vitorioso em todas, exceto nas menores denominações(81). Um por um, década após década, seminários evangélicos foram levados ao liberalismo teológico e Barthianismo.(82) Na década de 1970, os neo-evangélicos tinham se tornado, na frase perceptiva de Richard Quebedeaux, os evangélicos do mundanos.(83) Sem uma âncora - o ideal de uma Bíblia infalível e sua relevância permanente e universal para toda a sociedade - haviam de ser afastados do cristianismo ortodoxo. Não há neutralidade na vida.

Teologia da Casa de Recuperação


O neo-protestantismo evangélico é uma teologia da casa de recuperação, que foi adotada por novos teólogos liberais em seu caminho para fora da ortodoxia, e pelos convertidos fora do liberalismo para a ortodoxia, mas principalmente pelo primeiro(84). O filósofo calvinista Ronald Nash deveria saber melhor quando escreveu em 1963 que "as acusações implicam que os evangélicos talvez sejam hereges indecisos, ou seja, homens que estão começando a se afastar das centralidades básicas da fé cristã, estão totalmente sem apoio."(85) Pelo contrário, longe de serem "rudes deturpações" da posição neo-evangélica, como Nash denominou as acusações dos críticos,(86) essas acusações têm provado, ano após ano, década após década, ter ido bem no alvo. Um por um, os líderes neo-evangélicos e instituições do final da década de 1950 e do início da década de 1960 têm mostrado suas verdadeiras cores.(87) Eles têm continuamente abandonado a fé, e mais ao ponto, abandonaram os doadores cujos fundos construíram as instituições que agora pagam os salários dos neo-evangélicos. Quando, em 1989, em uma reunião de quase 400 desses teólogos neo-evangélicos, uma votação oral confirmando a existência do inferno foi convocada, o movimento fracassou.(88) A mera sugestão de "biblicismo" tem sido suficiente para amordaçá-los.(89)

Nash posteriormente "pagou" por estes "pecados da juventude". Ele passou a década de 1980 em uma corajosa tentativa de chamar os "desistentes" do movimento neo-evangélico de volta ao conservadorismo - moral e teológico - embora sem efeito visível. Seu trabalho posterior pode ter sido benéfico para orientar alguns dos "migrantes" de fora do movimento em direção às margens moralmente e economicamente produtivas da economia de livre mercado.(90) Mas a sua resposta negativa precoce contra os críticos do neo-evangelicalismo era típico do que se passa entre os acadêmicos: recusando-se a ver o que está acontecendo debaixo de seus narizes até que seja tarde demais para fazer algo eficaz sobre isso, eles atacam qualquer um que chama a atenção para a crise que se aproxima. Então, quando o desastre tornou-se visível para quase toda a gente, eles permanecem em silêncio sobre a sua posição cética anterior ou então saem por aí dizendo a todos que quiserem ouvir - e poucas pessoas vão - "Nossa, eu me pergunto como isso aconteceu. "

Liberalismo em Bastiões Antigamente Conservadores


Por volta de 1980, se uma associação de denominação ou eclesiástica tivesse um seminário que fosse composto por teólogos ao invés de pastores (ou seja, praticamente todos os seminários), a visão de mundo do modernismo provavelmente tinha estabelecido pelo menos um ponto de apoio na denominação ou convenção.(91) Mesmo o Seminário Teológico de Westminster, o último bastião da Calvinismo Presbiteriano acadêmico, tem constantemente se afastado do conceitos de livre mercado de seu fundador, Machen.(92) Os princípios do liberalismo teológico e a completa apostasia têm quase universalmente penetrado a liderança da igreja moderna, minando a confiança dos líderes na confiabilidade das narrativas bíblicas. Isto os deixou filosoficamente e moralmente indefesos contra os princípios do liberalismo político, que foram importados para a igreja pela porta de trás dos seminários e faculdades de artes liberais oficialmente cristãs, todos eles compostos por titulares de graus avançados de universidades humanistas e certificados por agências apóstatas de acreditação acadêmica.(93) Subordinando-se judicialmente aos humanistas liberais nas várias agências de acreditação acadêmica, as instituições acadêmicas cristãs outrora conservadoras têm tomado tanto a estrutura institucional como a cosmovisão de seus credenciadores.

Na década de 1970, as faculdades evangélicas americanas tinham sido fortemente influenciadas pela cosmovisão liberal.(94) Em 1980, a liderança das igrejas americanas havia se tornado anti-capitalista.(95) Esta hostilidade ao livre-mercado deixou os líderes da igreja vulneráveis ​​ideologicamente ao colapso repentino das economias dos comunistas no final de 1989 - ou mais precisamente, com a admissão pública inesperada por líderes comunistas na Europa Oriental (Central) e da URSS que suas economias foram à falência, acompanhada de um pedido de dezenas de bilhões de dólares adicionais em empréstimos inseguros e doações diretas.(96) O revés embaraçoso sofrido pelos seus parceiros humanistas e modelos intelectuais inevitavelmente afligiram os neo-evangélicos e os teólogos da libertação.

O Diálogo Cristão-Marxista

O Evangelho social como um movimento intelectual culminou na década de 1960, um século depois da sua criação, com a tentativa de intelectuais marxistas e cristãos de estabelecerem um novo diálogo. Esta tentativa começou em 1965 com diálogos preliminares do Partido Comunista com intelectuais e padres católicos.(97) Esta foi uma óbvia estratégia do Partido em 1965, dado o colapso das forças conservadoras dentro de Roma, como resultado de quatro sessões do Concílio Vaticano II (1962-1965), especialmente no último ano.(98) Em 1965, o Papa Paulo VI (Montini) levou a Igreja romana para o liberalismo e abriu as portas para o radicalismo.(99) Simultaneamente, protestantes da vanguarda estavam atravessando a novidade de curta duração conhecido como teologia da morte de Deus (1963-1966).(100) Em seguida, vieram as obras de Jürgen Moltmann, especialmente sua Teologia da Esperança. O movimento de diálogo intensificou no final dos anos 1960. Seu caráter é bem ilustrado por um dos auto-professos cristãos neste diálogo, Paul Oestreicher, que começaram seu ensaio sobre "Diálogo na Esperança" com esta análise provocativa: "Anti-comunismo, na sua forma ideológica, é uma doença social ainda prevalente em muitas partes do chamado mundo livre. Quando se tem o manto do cruzado cristão jogado em torno dele, a doença torna-se virulenta ".(101) As intenções dos comunistas não eram a criação de uma nova fusão entre o marxismo e a religião. Seu objetivo era a captura das mentes dos líderes eclesiásticos. A criação deste diálogo cristão-marxista estava no topo da lista de prioridades dos comunistas. Mesmo Herbert Aptheker, o velho cavalo de guerra do comunismo americano, entrou em cena, conseguindo finalmente a obtenção de uma editora tradicional para emitir seu manifesto.(102)

O melhor símbolo da meta unilateral do Partido foi a breve carreira pública de Roger Garaudy, o teórico marxista francês(103). Ele era o porta-voz mais proeminente Comunista Europeu do diálogo Cristão-Marxista. Pode-se dizer que seu livro "De Anátema ao Diálogo: Um Desafio Marxista para as Igrejas Cristãs", publicado na França em 1965 e nos EUA em 1966, lançou o movimento do diálogo. Ele anunciou em 1968: "Sem nós, os comunistas, eu temo que o seu amor Cristão, maravilhoso como é, continuará a ser ineficaz; sem vocês, Cristãos, os nossos esforços corre o risco de novamente ser confinado em um horizonte sem estrelas".(104) Ele foi co-autor de um livro com um filósofo jesuíta, Quentin Lauer, "Um Diálogo Comunista Cristão" (1968). Mas, quando a União Soviética invadiu a Checoslováquia no verão de 1968, Garaudy se opôs à ação. Ele foi então expulso do Partido Comunista Francês. Só então, ainda um socialista, que ele escreveu sobre "a falência teórica dos líderes soviéticos",(105) o "crime contra a Tchecoslováquia" e as "mentiras oficiais" dos soviéticos(106) e a "impotência" do Partido Comunista Francês porque "continua a considerar como a única válida modelo socialista uma que imporia a liderança da União Soviética".(107) Mas, até então, ninguém estava prestando muita atenção a ele. (A sua expulsão não foi sequer mencionada por um estudante Luterano das obras de Garaudy, apesar do fato de seu livro de louvor aparecer em 1974).(108) Sua carreira como um comunista profissional foi encerrada, e assim foi a sua inutilidade no diálogo. Ele desapareceu da vista do público em 1975.

Tanto para o diálogo comunista. Desde o início, havia sido um diálogo entre comunistas fiéis e cristãos desleais. Sua importância foi lançar as bases do movimento da teologia da libertação. (109)

Cegueira Auto-Imposta como um Meio de Vida


A economia soviética em 1989 tinha visivelmente atingido o "colapso".(110) As economias Marxistas da Europa Oriental (Central) tinham sido todas arrasadas pela pobreza e produtoras de pobreza desde o início do regime comunista (o final da Segunda Guerra Mundial), mas o mídia do Ocidente e a comunidade acadêmica tinha se recusado a reconhecer esse fato. Os governantes comunistas sempre contaram com terror como meio de controle político sobre o povo(111), inclusive usando a psicologia como um meio de terror.(112) O sistema judicial Soviética era corrupto.(113) A economia da União Soviética era corrupto e sempre incentivou a corrupção.(114) A sociedade soviética foi baseada em divisões de classe extremos, com os poucos favorecidos vivendo uma de vida de luxo e a grande maioria das pessoas em situação de pobreza.(115) A economia soviética sempre foi totalmente irracional.(116) Alguns ex-comunistas desertaram e revelaram a verdade.(117) Assim fizeram as pessoas que tinham sido postas em campos de concentração soviéticos.(118) Assim fizeram jornalistas que haviam sido exilados lá.(119) Mas até o Arquipélago Gulag de Solzhenitsyn, esses relatórios foram firmemente ignorados por uma grande maioria dos intelectuais ocidentais mais influentes.(120)

Alguns economistas norte-americanos disseram a verdade ao longo dos anos, mas foram geralmente ignorados.(121) Toda esta informação negativa havia estado acessível aos intelectuais norte-americanos desde o início, mas eles conscientemente se recusaram a acreditar que até os próprios soviéticos admitiram isso em 1989. Quando os intelectuais ocidentais viajaram para países comunistas, eles viram o que imaginavam ser visões maravilhosas, porque eram peregrinos políticos.(122) Nenhuma descrição melhor sobre estes peregrinos já foi escrita que a de Malcolm Muggeridge, que era um repórter cada vez mais desiludido do jornal progressista da Inglaterra, The Manchester Guardian, em 1930.

Para os jornalistas estrangeiros que residiam em Moscou, a chegada de ilustres visitantes era também uma ocasião de gala, mas por uma razão diferente.  Eles nos propiciavam nosso melhor — praticamente nosso único — momento de alívio cômico.  Por exemplo, ouvir [George Bernard] Shaw, acompanhado de Lady Astor (que havia sido fotografada cortando o cabelo de Shaw), declarar que estava encantado por descobrir, em meio a um banquete fornecido pelo Partido Comunista, que não havia escassez de comida na URSS, era algo de imbatível efeito humorístico.  Ou ouvir [Harold] Laski cantar glórias à nova Constituição Soviética de Stalin.

Jamais me esquecerei destes visitantes, e jamais deixarei de me assombrar com eles; de como eles discursavam pomposamente sobre as maravilhas do regime, de como eles iluminavam continuamente nossa escuridão, guiando, aconselhando e nos instruindo; em algumas ocasiões, momentaneamente confusos e envergonhados; mas sempre prontos para se reerguer, colocar seus capacetes de papelão, montar em seus Rocinantes,e sair galopando mundo afora em novas incursões em nome dos pobres e oprimidos.

Eles são inquestionavelmente uma das maravilhas de nossa época, e irei guardar para sempre na memória, com grande estima, o espetáculo que era vê-los viajando com radiante otimismo até as regiões famintas do país, vagueando em bandos alegres por cidades esquálidas e sobrepovoadas, ouvindo com inabalável fé as insensatezes balbuciadas por guias cuidadosamente treinados e doutrinados, repetindo, assim como crianças de colégio repetem a tabuada, as falsas estatísticas e os estúpidos slogans que eram incessantemente entoados para eles.

Eis ali, pensava eu ao ver estas celebridades, um ardoroso burocrata de alguma repartição local da Liga das Nações, eis ali um devoto Quaker que já havia tomado chá com Gandhi, eis ali um feroz crítico das exigências de comprovação de renda para se tornar apto a receber programas assistenciais do governo, eis ali um ferrenho defensor da liberdade de expressão e dos direitos humanos, eis ali um indômito combatente da crueldade contra animais; eis ali meritórios e cicatrizados veteranos de centenas de batalhas em prol da verdade, da liberdade e da justiça — todos, todos eles cantando glórias a Stalin e à sua Ditadura do Proletariado.  Era como se uma sociedade vegetariana se manifestasse apaixonadamente em defesa do canibalismo, ou como se Hitler houvesse sido indicado postumamente para o Prêmio Nobel da Paz.(123)

Este fenômeno não acabou junto com a década de 1930.  Ele perdurou até o último suspiro da farsa econômica criada pelos soviéticos.  A falência intelectual e moral dos líderes intelectuais do Ocidente, algo que vinha sendo encoberto pela própria durabilidade do regime soviético, foi finalmente exposta em 1991, quando houve o reconhecimento mundial de que os regimes marxistas não apenas haviam falido economicamente, como também eram tiranias que o Ocidente havia aceitado como sendo uma alternativa válida para o capitalismo.(124)

Não há exemplo melhor deste auto-engano intelectual do que o de Paul Samuelson, professor de economia do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), o primeiro americano a ganhar o Prêmio Nobel de economia (1970), ex-colunista da revista Newsweek, e autor daquele que é, de longe, o mais influente livro-texto de economia do mundo pós-guerra (1948 — presente): pelo menos 3 milhões de cópias vendidas em 31 idiomas distintos.(125)  Ele escreveu na edição de 1989 de seu livro-texto: "A economia soviética é a prova cabal de que, contrariamente àquilo em que muitos céticos haviam prematuramente acreditado, uma economia planificada socialista pode não apenas funcionar, como também prosperar."(126)

Em 01 de janeiro de 1990, a Time Magazine incluiu uma foto de Gorbachev em sua capa, que anunciava: "Homem da Década". O editor-chefe transbordou: "Em vez de nomear Mikhail Gorbachev Homem do Ano para 1989, decidimos designar o Homem da Década. O único precedente para tal afastamento da palavra Y ocorreu no final de 1949, quando Winston Churchill foi o Homem do Meio-Século. da TIME". Gorbachev foi o Homem do Ano da Time em 1987. Embora este prêmio seja dado como um "julgamento-notícia", disse o editor-chefe, os longos artigos que acompanham Gorbachev ditaram o jogo: o gênio político de Mikhail Gorbachev. Michael Kramer anunciou confiante: "Independentemente do que acontece com Gorbachev e sua experiência arriscada, ele já qualifica como um gênio político, somente porque ele irradia um senso de propósito, movimento, determinação e esperança...."(127) Mas Gorbachev não tinha um plano, como Kramer admitiu no parágrafo de abertura, onde ele comparou Gorbachev com o presidente Franklin Roosevelt, que não tinha qualquer plano anti-depressão em 1933, mas que se comprometeu à experimentação social dirigida pelo governo. Sem plano, Gorbachev deu uma guinada de uma política desastrosa para outra, 1985-1991: o colapso da usina nuclear Cernobyl em 1986, um latente desastre ecológico sobre o qual ele tinha sido avisado com antecedência, mas não conseguiu parar; os ignominiosos militares soviéticos foram retirados do Afeganistão em fevereiro de 1989, o que quebrou para sempre a mitologia de invencibilidade militar da União Soviética; sua recusa em apoiar os regimes comunistas da Europa Central, o que levou ao seu colapso em 1989; sua falência da economia, cuja falência ele admitiu abertamente em 1989; e seu "gênio" em ganhar o ódio absoluto do povo russo de todos os quadrantes. Ele estava no topo em 1989, tudo bem: o mais famoso perdedor do mundo da década.

Entre 19 e 21 de agosto de 1991, um golpe contra Mikhail Gorbachev foi tentado por um punhado de líderes militares. Ele falhou quando os líderes d arena não conseguiram prender Boris Yeltsin, o cabeça da República Russa. Quando Gorbachev voltou a Moscou depois de um breve período de prisão em sua própria dacha gigantesca, ele descobriu que Yeltsin, seu antiga rival, tinha capturado as rédeas de autoridade durante a sua ausência. Em poucos meses, Yeltsin substituiu Gorbachev como o chefe da URSS. Dentro de um ano, a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas não existia mais.(128) Ele tinha sido substituído por uma federação de estados independentes. De 1989 a 1992, a legitimidade do marxista comunismo desapareceu no Ocidente. Apenas um pequeno, mas enraizada núcleo de professores universitários ocidentais - defensores de causas perdidas - guardaram a fé. Na Rússia, a antiga fé marxista havia desaparecido anos antes, como Solzhenitsyn dizia para o Ocidente. Ela foi enterrada com o golpe fracassado.

O Presidente Reagan, que supervisionou a estratégia secreta que destruiu a União Soviética,(129) nunca foi o "Homem do Ano" da Time.


Conclusão

A promoção da ideia de um mandato bíblico, o socialismo ou comunismo impostos pelo Estado limitam-se a movimentos religiosos e sociais heréticos até o final do século XIX. As justificativas teológicas para a propriedade privada têm variado, mas a grande maioria dos teólogos cristãos que têm escrito sobre o assunto têm considerado a propriedade privada como uma instituição social dada por Deus que é esmagadoramente benéfica para a sociedade em um mundo pecaminoso.

Os movimentos socialistas europeus depois de 1848 começaram a influenciar os radicais dentro da Igreja Católica Romana, mas a Igreja Internacional nunca adotou o socialismo como um ideal. Foi apenas com a ascensão do darwinismo, e especificamente a variedade estatista do darwinismo,(130) no final do século XIX que os líderes dentro das igrejas protestantes começaram a promover a ideia de socialismo cristão. Vale a pena notar que este período coincidiu com a recusa das igrejas conservadoras acusarem por heresia.(131)

O colapso do comunismo soviético em 1989-91 impediu o avanço de cristãos socialistas e defensores do Estado de bem-estar. Sem muito aviso, a legitimidade do socialismo como um ideal desmoronou. Apenas ao substituir por preocupações ecológicas e ambientais que o socialismo ainda apela aos eleitores.(132) Isso terá seu efeito no interior das igrejas. O socialismo cristão tem visivelmente se tornado uma posição deficiente. Ele não sobreviveu a um século inteiro no protestantismo americano antes de sofrer um grande revés por causa de eventos em todo o oceano, onde as tendências intelectuais ocidentais da moda tinham sido definidas: na União Soviética.(133) O socialismo como um ideal acabará morrendo mesmo nos seminários teológicos americanos - décadas depois da URSS o abandonar, eu imagino. Professores de seminário são muito frequentemente os promotores de modismos intelectuais que professores universitários liberais abandonaram décadas antes. Professores de seminário são aprendizes muito lentos, mesmo entre os acadêmicos.



Notas:

65. Muitas das comunidades utópicas do século XIX tinham suas raízes ideológicas no trabalho do industrial, sindicalista, filantropo e reformador radical Robert Owen (1771-1858), que em seus últimos anos tornou-se hostil à família e igreja. No final de sua vida, tornou-se espírita, alegando estar em comunicação com os mortos. Sua influência foi muito grande nos círculos cristãos (heréticos). Cf. E. R. A. Seligman, "Robert Owen and the Christian Socialists," Political Science Quarterly, I, No. 2 (1886). Um relato detalhado de suas idéias socialistas é J. F. C. Harrison, Quest for the New Moral World: Robert Owen and the Owenites in Britain and America (New York: Charles Scribner's Sons, 1969).

66. Henry J. Silverman (ed.), American Radical Thought: The Libertarian Tradition (Lexington, Massachusetts: Heath, 1970), p. 148.

67. Charles Kingsley, Letters and Memories of his Life, II, p. 250; cited by Harry W. Laidler, A History of Socialist Thought (New York: Crowell, 1933), p. 654.

68. Cited in William Irvine, Apes, Angels, and Victorians: The Story of Darwin, Huxley, and Evolution (New York: McGraw-Hill, 1955), p. 142.

69. Cited by Talbot W. Chalmers, "The Inaugural Address of Professor Briggs," Presbyterian and Reformed Review, II (1891), p. 31.

70. Maurice to Kingsley, Dec. 10, 1847; The Life of Frederick Denison Maurice, edited by Frederick Maurice, 2 vols. (New York: Charles Scribner's Sons, 1884), I, pp. 446-47.

71. Em sua influência crucial no socialismo Inglês, consulte Laidler, History, pp. 652-62. Laidler foi Diretor Executivo da Liga para a Democracia Industrial. Em 1910, Laidler se tornou o primeiro organizador pago da Intercollegiate Socialist Society (ISS). O LID foi o sucessor (1921) da ISS, fundada em 1905 por astros como os romancistas Jack London e Upton Sinclair, o advogado Clarence Darrow (depois da fama do "julgamento do macaco" Scopes) e o ancião Thomas Wentworth Higgenson, um dos "Secret Six" originais que financiaram John Brown nos anos anteriores à Guerra Civil. Cf. Otto J. Scott, The Secret Six: John Brown and the Abolitionist Movement (New York: Times Books, 1979). On the ISS, see Rose Martin, Fabian Freeway: High Road to Socialism in the U.S.A., 1884-1966 (Chicago: Heritage Foundation, 1966), ch. 13. On the LID, see ibid., pp. 190-93; chaps. 15, 16.

72. Para Revoluções Européias de 1848, veja Jean Sigmann, 1848: The Romantic and Democratic Revolutions in Europe (New York: Harper & Row, [1970] 1979); Theodore S. Hamerow, Restoration, Revolution, Reaction: Economics and Politics in Germany, 1815-1871 (Princeton, New Jersey: Princeton University Press, 1958), Part 2; Frank Eyck (ed.),The Revolutions of 1848-49 (New York: Barnes & Noble, 1972); Geoffrey Bruun (ed.), Revolution and Reaction, 1848-1852: A Mid-Century Watershed (Princeton, New Jersey: Van Nostrand, 1958). Três doucumentos de grande importância são Alexis de Tocqueville, Recollections (Garden City, New York: Doubleday, 1970); Karl Marx, "The Class Struggles in France, 1848 to 1850" (1850), in Karl Marx and Frederick Engels, Selected Works, 3 vols. (Moscow: Progress Publishers, [1969] 1977), I, pp. 206-99; Frederick Engels, "Revolution and Counter-Revolution in Germany" (1852), ibid., I, pp. 300-87. See Oscar J. Hammen, The Red '48ers: Karl Marx and Friedrich Engels (New York: Charles Scribner's Sons, 1969).

73. Charles E. Raven, Christian Socialism, Eighteen Forty-Eight to Eighteen Fifty-Four (New York: Kelley, [1920] 1968).

74. Cited by Walter E. Houghton, The Victorian Frame of Mind, 1830-1870 (New Haven, Connecticut: Yale University Press, [1957] 1964), p. 35n.

75. Charles Howard Hopkins, The Rise of the Social Gospel in American Protestantism, 1865-1915 (New Haven, Connecticut: Yale University Press, 1940); cf. Singer, The Unholy Alliance. O estudo de Singer pega a partir de onde Hopkins 'sai de cena. Ele traça a história do Conselho Federal de Igrejas e seu sucessor, o Conselho Nacional de Igrejas.

76. O fundamentalismo americano entrou em colapso como uma força social e intelectual imediatamente após o julgamento de Scopes de 1925. George M. Marsden, Fundamentalism and American Culture: The Shaping of Twentieth Century Evangelicalism, 1870-1925 (New York: Oxford University Press, 1980), ch. 21.

77. The Christian Century e Christianity Today são os respectivos órgãos jornalísticos.

78. Veja o Capítulo 14, acima.

79. J. Gresham Machen, Christianity and Liberalism (New York: Macmillan, 1923). Reimpresso por William B. Eerdmans Co., Grand Rapids, Michigan.

80. See Gary North, Rotten Wood: How the Liberals Captured the Presbyterian Church (Tyler, Texas: Institute for Christian Economics, 1994), Part 2. I want to dissent from George Marsden's identification of Machen as "the foremost spokesperson for the fundamentalist coalition." George M. Marsden, Understanding Fundamentalism and Evangelicalism(Grand Rapids, Michigan: Eerdmans, 1991), p. 182. Throughout his career, Machen remained a spokesman; the androgynous creatures known as "spokespersons" appeared on the scene quite late in the twentieth century, and then only in liberal circles, neo-evangelical circles, and liberal-certified, guilt-ridden, academic Reformed circles.

81. The successful strategy of three dedicated conservative men to win back the 12-million member Southern Baptist Convention, a strategy begun in the mid-1970's, is the one major exception to this process of infiltration. By 1991, the reconquest by the Bible-believers was virtually complete in the Convention and had begun tentatively in the Convention-sponsored seminaries and colleges. The "moderate" faction, as the press invariably refers to it -- a hard core of theological liberals surrounded by a larger group of stand-patters and confrontation-avoiders -- formed a new association in the spring of 1991. It then faced the most terrifying of all prospects in the world of theological liberalism: having to fund its own operations without the enormous financial contributions of the traditionally complacent conservatives.
The other exception has been inconclusive: the conservatives' triumph in the Lutheran Church, Missouri Synod, in the early 1970's. On the early successes of the conservative wing, see Kurt E. Marquart, Anatomy of an Explosion: A Theological Analysis of the Missouri Synod Conflict (Grand Rapids, Michigan: Baker Book House, 1977). The battle is still going on. The conservatives elected a representative to head the church by about a dozen votes out of a thousand cast at the General Synod of 1992. So far, he has refused to denounce the denomination's liberals or thwart them publicly.

82. The classic case is Fuller Theological Seminary. George Marsden, Reforming Fundamentalism: Fuller Seminary and the New Evangelicalism (Grand Rapids, Michigan: Eerdmans, 1987).

83. Richard Quebedeaux, The Worldly Evangelicals (New York: Harper & Row, 1978).

84. The most rigorous criticism of the neo-evangelical movement that I have read is Cornelius Van Til's 75-page, single-spaced essay, "The New Evangelicalism" (1960?), which he released in an uncopyrighted, mimeographed form to his students.

85. Ronald Nash, The New Evangelicalism (Grand Rapids, Michigan: Eerdmans, 1963), p. 155. It is not surprising that Eerdmans published this book, since Eerdmans was then drifting toward what it is today: the most prominent of the borderline publishing houses -- neo-evanglical and neo-orthodox.

86. Idem.

87. The careers of Edward J. Carnell and Bernard Ramm are excellent examples of this process. So are InterVarsity Christian Fellowship and IV Press, Wheaton College, andChristianity Today. Cf. Gary North, "Drifting Along With Christianity Today," Journal of Christian Reconstruction, II (Winter 1975-76).

88. World (June 3, 1989), p. 9.

89. A personal example: In 1983, I was invited by Robert Clouse to participate in a four-way symposium-debate on the Bible and economics. This symposium was published by InterVarsity Press in 1984: Wealth and Poverty: Four Christian Views of Economics, edited by Clouse. My essay led off the symposium, and I was my usual confrontational self in strongly criticizing each of the other three authors: a "down on the farm" communal socialist, a Keynesian, and an advocate of socialist central planning. These were intellectually bankrupt positions, both biblically and academically, and I said so as clearly as I could. This, of course, is not considered good form in American academia, although it is common in British academia. The next year, InterVarsity pulled the book off the market, despite the editor's opinion that it had been selling reasonably well. He expressed surprise to me that it had been unceremoniously dumped at 25 cents per copy. (I had bought all of them.) He had edited several other such symposia for InterVarsity, and none of them had been pulled off the market while still in print, he wrote to me. But I would have been astounded had this one not been suppressed. Neo-evangelical intellectuals are not used to direct confrontation from scholars who believe that the Bible is infallible and still judicially binding today. Also, they do not want their more conservative followers to see just how far they have drifted away from the authority of the Bible, as revealed in its moral absolutes.

90. Ronald Nash, Social Justice and the Christian Church (Milford, Michigan: Mott Media, 1983); Poverty and Wealth: The Christian Debate Over Capitalism (Westchester, Illinois: Crossway, 1986); and Nash (ed.), Liberation Theology (Milford, Michigan: Mott Media, 1984).

91. "The IEA/ROPER Center Theology Faculty Survey," This World, No. 1 (Summer 1982), pp. 28-108.

92. For evidence of this drift, see the essays by Timothy Keller and John R. Muether in the Westminster faculty symposium, Theonomy: A Reformed Critique (Grand Rapids, Michigan: Zondervan Academie, 1990), edited by W. Robert Godfrey and William S. Barker. For critical responses, see Gary North, Westminster's Confession: The Abandonment of Van Til's Legacy (Tyler, Texas: Institute for Christian Economics, 1991); Greg L. Bahnsen, No Other Standard: Theonomy and Its Critics (Tyler, Texas: Institute for Christian Economics, 1991); and Theonomy: An Informed Response, edited by Gary North (Tyler, Texas: Institute for Christian Economics, 1991).

93. The old rhetorical question -- "Can't a theological conservative be a political liberal?" -- should be answered as follows: "Occasionally, we do hear of such people, since some people are intellectually schizophrenic." Not many people can rationally favor the modern welfare State if they also firmly believe that Paul's words were inspired by God when he wrote: "For even when we were with you, this we commanded you, that if any would not work, neither should he eat" (II Thess. 3:10). It is mainly Christian college professors and seminary professors who hold such contradictory views.

94. For evidence of the theological drift toward liberalism within the major evangelical colleges, see James Davison Hunter, Evangelicalism: The Coming Generation (University of Chicago Press, 1987), pp. 165-80.

95. "Religious Teachings on Economics," This World, No. 2 (Winter/Spring 1982), pp. 7-69.

96. Judy Shelton, The Coming Soviet Crash: Gorbachev's Desperate Pursuit of Credit in Western Financial Markets (New York: Free Press, 1989).

97. Santiago Alvarez, "Towards an Alliance of Communists and Catholics," World Marxist Review, VIII (June 1965); Walter Hollitscer, "Dialogue Between Marxists and Catholics,"Ibid., VIII (August 1965); Kevin Devlin, "The Catholic-Communist `Dialogue',' Problems in Communism (May/June 1966); Charles Andras, "The Christian-Marxist Dialogue," East Europe (March 1968).

98. See Malachi Martin, The Jesuits: The Society of Jesus and the Betrayal of the Church (New York: Simon & Schuster Touchstone, 1988), Part III. On the immediate transformation of the American Jesuit order, see Garry Wills, Bare Ruined Choirs: Doubt, Prophecy and Radical Religion (Garden City, New York: Doubleday, 1972), ch. 10.

99. Joaquin Saenz Arriaga, The New Post-Conciliar or Montinian Church (La Habra, California: Lucidi, [1971] 1985). The author was a Jesuit priest, holding doctorates in theology, canon law, and philosophy. For having written this book, he was excommunicated, although the translator says that this was done by a bishop without jurisdiction who did not call a tribunal to hear the case. The author died in 1976.

100. Radical theologian Thomas Dean uses autobiography to trace the dialogue movement to the death of God school: Dean, Post-Theistic Thinking: The Marxist-Christian Dialogue in Radical Perspective (Philadelphia: Temple University Press, 1975), p. xi. Dean was co-editor (with John C. Raines) of Marxism and Radical Religion: Essays Toward a Revolutionary Humanism (Philadelphia: Temple University Press, 1970).

101. Paul Oestreicher, "Introduction: Dialogue in Hope," in Oestreicher (ed.), The Christian Marxist Dialogue: An International Symposium (New York: Macmillan, 1969), p. 1.

102. Herbert Aptheker, The Urgency of Marxist-Christian Dialogue (New York: Harper & Row, 1970).

103. Roger Garaudy, Karl Marx: The Evolution of His Thought (New York: International Publishers, [1964] 1967). International Publishers is the primary Communist publishing house in the U.S., which also publishes the Collected Works of Marx and Engels, a large set which was typeset in the now-defunct Soviet Union. Ironically, the Soviet Union collapsed in 1991 before the Communists could get all of Marx's works translated into English and published.

104. Le Monde (May 5-11, 1966). Cited by Zbigniew Brzezinski, Between Two Ages: America's Role in the Technotronic Era (New York: Viking, 1970), p. 87n.

105. Roger Garaudy, The Crisis in Communism: The Turning-Point of Socialism (New York: Grove Press, [1969] 1970), p. 253.

106. Roger Garaudy, The Alternative Future: A Vision of Christian Marxism (New York: Simon & Schuster, [1972] 1974), p. 53.

107. Ibid., p. 145.

108. Russell B. Norris, God, Marx, and the Future: Dialogue With Roger Garaudy (Philadelphia: Fortress Press, 1974). The book is not a dialogue with Garaudy; it is an insufferably boring book that reads like a doctoral dissertation, and a mediocre one at that.

109. On liberation theology, see Chapter 14, above, subsection: "The Theology of the Poor; or, Poor Theology."

110. Paul Craig Roberts and Karen LaFollette, Meltdown: Inside the Soviet Economy (Washington, D.C.: Cato Institute, 1991).

111. Barrington Moore, Jr., Terror and Progress -- USSR: Some Sources of Change and Stability in the Soviet Dictatorship (New York: Harper Torchbooks, 1954).

112. Zhores Medvedev and Roy Medvedev, A Question of Madness (New York: Vintage, 1971); Sidney Rich and Peter Reddaway, Psychiatric Terror: How Soviet Psychiatry Is Used to Suppress Dissent (New York: Basic Books, 1977).

113. Aleksandr Solzhenitsyn, The Gulag Archipelago: An Experiment in Literary Investigation, 3 vols. (New York: Harper & Row, 1974-78); Dina Kaminskaya, Final Judgment: My Life as a Soviet Defense Attorney (New York: Simon & Schuster, 1982).

114. Konstantin Simis, USSR: The Corrupt Society -- the Secret World of Soviet Capitalism (New York: Simon & Schuster, 1982).

115. G. Warren Nutter, the Strange World of Ivan Ivanov (New York: Morrow, 1969); David K. Wills, KLASS: How Russians Really Live (New York: St. Martins, 1985); Michael Volensky, Nomenklatura: The Soviet Ruling Class (Garden City, New York: Doubleday, 1984).

116. Leopold Tyrmand, The Rosa Luxemburg Contraceptives Cooperative: A Primer on Soviet Civilization (New York: Macmillan, 1972).

117. Freda Utley, Lost Illusion (Philadelphia: Fireside Press, 1948); Wolfgang Leonard, Child of the Revolution (Chicago: Regnery, 1967) -- German edition, 1955.

118. A list of English-language titles by people who had been victims in Soviet concentration camps appears in Eugene Lyons, Worker's Paradise Lost: Fifty Years of Soviet Communism: A Balance Sheet (New York: Funk & Wagnalls, 1967), pp. 333-34. This literature has continued to grow: Alexander Dolgun, Alexander Dolgun's Story: An American in the Gulag (New York: Knopf, 1975); Vladimir Bukovsky, To Build a Castle -- My Life as a Dissenter (New York: Viking Press, 1977); Victor Herman, Coming Out of The Ice: An Unexpected Life (2nd ed.; Oklahoma City: Freedom Press, 1984). Coming Out of the Ice is a movie based on this book.

119. Eugene Lyons, Assignment in Utopia (Westport, Connecticut: Greenwood Press, [1937] 1971); Worker's Paradise Lostop. cit. Lyons' highly critical study of American Communism, The Red Decade, published in 1941 by Bobbs-Merrill, immediately went out of print and remained out of print until the conservative publishing firm Arlington House reprinted it in 1971.

120. Solzhenitsyn won the Nobel Prize in Literature in 1970. This helped his later revelations penetrate the intellectuals' consciousness.

121. Paul Craig Roberts, Alienation and the Soviet Economy: Toward a General Theory of Marxian Alienation, Organizational Principles, and the Soviet Economy (Albuquerque: University of New Mexico Press, 1971). This is a minor university press, and the author was at the time a faculty member at the UNM. Cf. Marshall I. Goldman, USSR in Crisis: The Failure of an Economic System (New York: Norton, 1983).

122. Paul Hollander, Political Pilgrims: Travels of Western Intellectuals to the Soviet Union, China, and Cuba, 1928-1978 (New York: Oxford University Press, 1981). This is an old tradition: Sylvia R. Margulies, The Pilgrimage to Russia: The Soviet Union and the Treatment of Foreigners, 1924-1927 (Madison: University of Wisconsin Press, 1968).

123. Malcolm Muggeridge, Chronicles of Wasted Time: Chronicle I: The Green Stick (New York: Morrow, 1973), pp. 243-45.

124. Arch Puddington, Failed Utopias: Methods of Coercion in Communist Regimes (San Francisco: Institute for Contemporary Studies, 1988).

125. Mark Skousen, Economics on Trial: Lies, Myths, and Realities (Homewood, Illinois: Business One Irwin, 1991), p. 47.

126. Paul Samuelson and William Nordhaus, Economics (13th ed.; New York: McGraw-Hill, 1989), p. 837; cited in Skousen, ibid., p. 208.

127. Michael Kramer, "The Gorbachev Touch," Time (Jan. 1, 1990), p. 54.

128. In 1992, Gorbachev became the director of his own non-profit, internationally financed research institute, the Gorbachev Foundation, whose U.S. headquarters have been located in the Presidio since 1993. The Presidio is a recently privatized U.S. military fortress located for over two centuries in San Francisco. So, the man who had headed the Soviet Union's military empire was allowed in less than two years to set up shop in a former U.S. Army base. In 1993, he was appointed director of the Green Cross, a propaganda organization promoting world economic planning for the sake of the environment.
129. Peter Schweitzer, Victory (New York: Atlantic Monthly Press, 1994).

130. Gary North, The Dominion Covenant: Genesis (2nd ed.; Tyler, Texas: Institute for Christian Economics, 1987), pp. 297-318. Cf. Sidney Fine, Laissez Faire and the General Welfare State: A Study of Conflict in American Thought, 1865-1901 (Ann Arbor: University of Michigan Press 1956), ch. 8.

131. The trial of Henry Preserved Smith in 1894 was the last successful prosecution of the Presbyterian Church U.S.A. (northern) of a heretic. Union Theological Seminary (New York) professor A. C. McGiffert resigned from the Presbyterian ministry in 1900 to prevent another successful trial.

132. This was frankly admitted by the millionaire socialist-economist and best-selling textbook author Robert Heilbroner: "Reflections: After Communism," The New Yorker (Sept. 10, 1990), pp. 99-100.

133. A collapse of Western banking, a government-created and government-regulated oligopoly, could revive a non-Marxist version of socialism.


>>> LER A POSTAGEM...

Ver o artigo ou a parte anterior Ver a página principal
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...