sábado, 14 de julho de 2018

Como lidar com a traição??


Uma das piores sensações possíveis deve ser a de ter a confiança em alguém quebrada por um ato de traição. A intenção deste texto não é "dissecar" o tema, mas de tentar trazer à tona um leque de circunstâncias, que muitas vezes são ignoradas no tratamento descuidado e simplista dado a esse tipo de situação.

Infelizmente, qualquer relacionamento traz consigo o risco de uma traição, seja ele um relacionamento amoroso, entre amigos ou mesmo uma parceria profissional. Para que ela ocorra, basta haver algum tipo de confiança, e esta seja quebrada. 
Há um texto das Escrituras que é muito conhecido, e nos alerta sobre o cuidado com a confiança excessiva em homens: 
Assim diz o Senhor: Maldito é o homem que confia nos homens, que faz da humanidade mortal a sua força, mas cujo coração se afasta do Senhor. 
(Jeremias 17:5
O texto acima se aplica à nossa tendência à "idolatria", ao esperarmos que seres humanos sejam "inerrantes" e "salvadores da pátria". É comum que isso seja direcionado principalmente a políticos, mas também ocorre muito em outros setores, mesmo que tais "super-heróis" não arroguem para si essa responsabilidade ou até a neguem.

Sendo assim, eu diria que se tratarmos de forma "hierárquica", esse seria o primeiro ponto a ser considerado quanto à cautela na confiança: o extremo da confiança que usurpa o lugar do próprio Deus. Mas a bíblia não pára por aí.

Conhecendo a doutrina da depravação total, que é toda baseada na revelação bíblica, sabemos que a natureza pecaminosa presente no ser humano o torna corrupto. Em todo o seu ser e aptidões, pensamentos e ações, o ser humano está contaminado, tendo a imagem de Deus corrompida pela tendência "natural" (após a Queda) ao pecado. Desta forma, não é nada sábio que a nossa confiança seja depositada sobre alguém que inevitavelmente peca e falha todos dias. Ao menos não de forma plena.

As leis, vindas do próprio Deus, são uma prova clara de que é preciso regras para que a sociedade sobreviva. E isso justamente porque o homem não fará somente o bem naturalmente, e, mesmo quando tenta, muitas vezes falha. 
Isso inclui tanto as falhas involuntárias quanto aquelas que resultam da sua fraqueza moral em resistir ao mal, e que de uma forma ou de outra desagradam a Deus e prejudicam ao(s) seu(s) próximo(s).

Considerando esses fatores, é importante entender que há diferentes formas de se reagir à traição. Para começar, vejamos a definição do termo segundo o dicionário Michaelis[1]:
Traição
1) Ato ou efeito de trair(-se).

2) Quebra de fidelidade prometida e empenhada; aleivosia, deslealdade, perfídia: "Temos dois praças muleiros que vão conduzir as mulas atrás de sua indicação. Um outro praça estará grudado a suas costas para lhe estourar os miolos, se houver qualquer traição" (JU).

3) JUR Crime de indivíduo que atenta intencionalmente contra a segurança da nação e de suas instituições.

4) Infidelidade no amor: "– Safe-se daí! Quem lhe mandou pôr-se aos namoricos comigo a bordo? Isto exasperou o Leonardo; a lembrança do amor aumentou-lhe a dor da traição, e o ciúme e a raiva de que se achava possuído transbordaram em socos sobre a Maria […]" (MAA).

5) Surpresa ruim; emboscada.
Como eu disse no começo e a definição confirma, a traição pode ocorrer em diferentes tipos de relacionamentos. Em um casamento, a traição envolvendo relação sexual (adultério consumado) é algo tão grave que a Lei de Deus estipulou a pena de morte como punição (Levítico 20:10). Mas além desse tipo de aplicação, chamamos também de traição a quebra de juramento(s) e/ou promessa(s) em outros tipos de relacionamentos, pois igualmente destroem a expectativa criada, a confiança depositada no cumprimento do prometido.
A diferença de gravidade entre a traição no casamento e em outros relacionamentos se dá pela hierarquia. O casamento é o relacionamento mais íntimo entre duas pessoas, a ponto de 2 pessoas se tornarem 1. É uma união diferenciada, sem comparação com qualquer outra. Mas isso não quer dizer que a traição em outros tipos de relações não seja também algo grave.

Creio que o maior exemplo disso está no caso da traição que inclusive criou um apelido "mundial" para aqueles que são considerados traidores, e que devemos encarar como ainda mais grave por ser contra o próprio DEUS encarnado. Refiro-me à traição de Judas, até então seguidor de Cristo, mas que O entregou aos seus perseguidores com um ato dissimulado de afeto (Mateus 26:47-50Lucas 22:47-48).
Judas fazia parte do convívio de Jesus e era um de seus 12 discípulos, praticando portanto externamente os ensinos de Cristo perante os homens, mas intentando contra Ele em troca de benefícios materiais (Mateus 26:14-16).

Além de ser uma traição direta ao próprio Deus (o que torna esse um pecado muito mais grave do que qualquer traição entre um casal de pecadores), esse ato resultou na morte de Cristo, sendo portanto digno de pena de morte. Mas o próprio remorso de Judas o consumiu a tal a ponto, que ele mesmo tirou a própria vida.

Portanto devemos entender que, há sim, diferentes graus de gravidade no ato da traição, dependendo principalmente das consequências dessa traição. Mas outro ponto importantíssimo, e que finalmente toca na questão que dá o título a essa postagem, é o da reação à traição.

Nesse caso, há pelo menos 3 fontes de reações importantes a serem consideradas: 1) do próprio traidor, 2) da pessoa ou grupo traídos e 3) de terceiros (que testemunharam o ocorrido).

Sobre o "Judas"

Da parte do traidor, há uma gama de possibilidades de reações, considerando o antes e o depois da traição ser descoberta. Mas sejam antes ou depois, suas reações externas sempre são baseadas nas reações internas.
Por exemplo: O rei Davi traiu seu soldado Joabe, ao tomar a esposa deste em secreto. Suas reações externas foram uma série de decisões que começaram com tentativas de impedir amistosamente que Joabe descobrisse a gravidez da esposa (causada pelo rei) ao mantê-lo longe dela, e terminaram com o envio deste soldado à frente do exército para ser alvo do inimigo (e por isso mesmo foi morto).
Nesse exemplo, o arrependimento de Davi só veio de fato depois, diante do profeta Natã, enviado por Deus para apontar seu pecado.

A reação interna imediata de Davi passou longe de ser o reconhecimento do seu erro. Pelo contrário, ele investiu pesado para ocultar tal pecado.
Foi somente após o seu arrependimento genuíno que teve paz com Deus.

Sendo assim, da parte do traidor pode haver 1) o sentimento de satisfação quanto ao pecado cometido, 2) o arrependimento que leva à contrição e à tentativa de remediar a situação, ou 3) o remorso que indica um sentimento de culpa mas sem esperança. Como diz a Escritura:
A tristeza segundo Deus produz um arrependimento que leva à salvação e não remorso, mas a tristeza segundo o mundo produz morte.
(2 Coríntios 7:9)
Ou seja, mesmo que a reação seja parcialmente positiva pelo fato da pessoa "traidora" reconhecer seu erro, somente com o arrependimento genuíno há de fato redenção.

Mas e quanto à vítima da traição??

Sobre a Vítima

Creio que também a possíveis distintas reações, e boa parte delas pecaminosas, porém quero focar principalmente das possibilidades "positivas", que se baseiam principalmente nas reações do próprio traidor.

Para iniciar e deixar bem claro, qualquer reação da pessoa traída que seja motivada por desejo de vingança (e não de justiça) é pecaminoso e injustificável (mesmo que possa ser compreensível).
Não retribuam a ninguém mal por mal.
Procurem fazer o que é correto aos olhos de todos.

(Romanos 12:17)
Mas fazendo o caminho reverso, isso não significa que buscar a justiça seja um erro.
Lembrando que se resumirmos o que significa "fazer justiça" podemos dizer que é "retribuir os atos de alguém". Nesse sentido, se alguém fazer o bem merece ser honrado, mas se faz o mal merece punição.
Não é à toa que as autoridades civis são chamadas de "agentes da justiça", e recebem justamente essa incumbência de Deus:
Pois os governantes não devem ser temidos, a não ser pelos que praticam o mal. Você quer viver livre do medo da autoridade? Pratique o bem, e ela o enaltecerá. Pois é serva de Deus para o seu bem. Mas se você praticar o mal, tenha medo, pois ela não porta a espada sem motivo. É serva de Deus, agente da justiça para punir quem pratica o mal.
(Romanos 13:3-4)
Às autoridades foi dado o "poder da espada", que corresponde justamente a cumprir "a parte negativa" da aplicação da justiça. E digo "negativa", não por ser um erro, mas porque diz respeito a retribuir o mal. Algo infelizmente necessário para a manutenção da ordem.
Já ao "cidadão comum", é proibido o "justiçamento". Devido à natureza pecaminosa presente em cada um de nós, a desproporcionalidade na reação é mais uma corrupção da justiça que outrora havia no ser humano por ser imagem de Deus. Por isso a justiça é delegada às autoridades, que devem punir depois de julgar, e o fazer de forma imparcial.

Porém existe uma outra distorção que soa bonita e "graciosa", mas na realidade se torna um incentivo ao pecado. Trata-se do hábito comum de se exigir das vítimas que perdoem as ofensas sem requerer qualquer retribuição ao mal do ofensor.
Essa distorção pode ser fruto da ignorância e ser motivada por um sentimento nobre de prática de perdão, mas voltando ao que eu disse antes sobre a reação do traidor, é importante lembrar que sem arrependimento não há perdão de fato.

A minha última afirmação soou estranha??
Bom, deixe-me tentar melhorá-la. rs

PERDÃO SEM ARREPENDIMENTO??

As Escrituras pregam veementemente a necessidade de perdão, dando como maior exemplo o próprio Deus nos perdoando pelos nossos pecados. Há uma parábola que explicita isso de forma magistral, que é a chamada "parábola do devedor incompassivo" (Mateus 18:21-35). Nessa história, um rei resolve cobrar as dívidas de seus servos, e um desses servos lhe implora perdão, garantindo que ainda pagaria tudo no futuro. O rei decide perdoar totalmente a dívida perante o pedido do servo. Porém, posteriormente o mesmo servo encontra alguém que lhe devia uma quantia bem menor, e energicamente o cobrou e mandou puni-lo com prisão porque ele não podia pagar. Quando o rei descobriu a ingratidão do servo, reviu seu ato de misericórdia e obrigou o servo a pagar.
Jesus contou essa história como complemento à sua resposta à pergunta de Pedro:
Então Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou:
"
Senhor, quantas vezes deverei perdoar a meu irmão quando ele pecar contra mim? Até sete vezes?"
Jesus respondeu: "Eu lhe digo: não até sete, mas até setenta vezes sete.
(Mateus 18:21,22)
A dúvida de Pedro era sobre a quantidade de vezes que alguém deveria ser perdoado, e Jesus lhe respondeu figuradamente que deveriam perdoar 'incontáveis vezes". E na sequência usou a parábola para comparar o próprio Deus a um rei compassivo, que poupa o devedor arrependido.
O ensino claro dessa passagem é que não é o "número de arrependimentos" que limita o "número de perdões", mas sim a atitude do perdoado. Havendo a demonstração externa do arrependimento, em palavras e atos, a "vítima" deve perdoar o ofensor. Do contrário, perdoar o erro seria o mesmo incentivá-lo, pois não há perspectiva de correção do mesmo.
E com isso não quero dizer que a insistência da pessoa no erro justifique a falta de amor para com ela, mas sim que manter a confiança que existia no passado seria tolice, e que dependendo da situação, a vítima tem o direito de requerer justiça em relação ao seu prejuízo.
Como eu disse antes, no caso do adultério, a punição civil na Lei de Deus era a pena de morte, logo, o casamento era dissolvido e a vítima estava livre para se casar com outra pessoa. Hoje, sem esse tipo de pena, o divórcio se torna uma possibilidade lícita, pela gravidade do ato de traição, mas cabe à vítima decidir se o casamento deve acabar ou o manterá perdoando o cônjuge traidor.
E como eu também disse, faz sentido conceder esse perdão caso o(a) adúltero(a) demonstre arrependimento, mas entendo que mesmo que a vítima não consiga insistir na manutenção do casamento, caso haja o divórcio, ela deve lutar para que pelo menos haja paz entre as partes separadas.

PAZ OU JUSTIÇA??

As Escrituras nos ensinam que devemos fazer todo o possível para termos paz com todos (Romanos 12:18) e ser embaixadores dessa paz (Mateus 5:9), mas isso não implica em abrirmos mão da justiça e principalmente da verdade. Não é à toa que o apóstolo usou os termos εἰ δυνατόν no grego, cuja tradução literal seria "se possível". O "possível" exclui tanto a falta de disposição do outro lado em querer a paz como também o abandono de princípios morais. Em outras palavras, a paz não está acima da verdade. Como disse o reformador Martinho Lutero:
A paz, se possível, mas a verdade, a qualquer preço.
Em relação à justiça, um cristão pode sim abrir mão de seus direitos em prol da paz, e isso é altamente recomendável; porém isso não é uma obrigação moral dele perante os homens, principalmente quando isso diz respeito à sua auto-defesa. Ninguém pode subtrair direitos de outros sugerindo que eles devem aceitar para que haja paz.
Um exemplo de cristão requerendo seus direitos básicos perante julgamentos injustos é o do apóstolo Paulo perante o Sinédrio (Atos caps. 22 a 26). Mesmo sabendo que somos estrangeiros nessa terra e cidadãos de outro Reino (Hebreus 11:13; Efésios 2:19), ele não abriu mão de sua cidadania terrena para requerer sua integridade. Usou sua retórica para que houvesse um julgamento justo e fosse ouvido em suas alegações.

Mas também somos recomendados pelas Escrituras a sabermos abrir mão do que é nosso em determinadas situações. Por exemplo:
"Vocês ouviram o que foi dito: ‘Olho por olho e dente por dente’.
Mas eu lhes digo: Não resistam ao perverso. 
Se alguém o ferir na face direita, ofereça-lhe também a outra.E se alguém quiser processá-lo e tirar-lhe a túnica, deixe que leve também a capa.Se alguém o forçar a caminhar com ele uma milha, vá com ele duas.
Dê a quem lhe pede, e não volte as costas àquele que deseja pedir-lhe algo emprestado".
(Mateus 5:39-42)
Nesse trecho, que faz parte do famoso "Sermão do Monte" e procede as "Bem-Aventuranças", Jesus está contrastando o entendimento popular de que o mal deveria ser vingado à altura por quem fosse prejudicado, lhes ensinando a retribuírem o mal com o bem. E usa situações possíveis para recomendar que seus ouvintes confiem na provisão de Deus quando são injustiçados.
O ensino claro é que não devemos fazer justiça com as próprias mãos, e que devemos crer que a justiça será feita por Deus. E as autoridades civis são parte desse cumprimento da justiça, quando fazem corretamente seu papel.


VIVENDO A INJUSTIÇA

Há muitos exemplos bíblicos de homens de Deus sofrendo injustiças mas confiando em Deus para lidar com elas, e isso deve nos motivar, principalmente se vivenciarmos contextos de opressão. Mas havendo recursos para recorrer contra a injustiça, em casos que julgarmos ser necessária a reparação, não há erro em fazê-lo.

Tenho um exemplo pessoal que julgo se enquadrar nesse dilema:
Eu participava de um grupo que durante 2 semestres precisava preparar o TCC para conclusão do curso. No primeiro desses semestres, tivemos poucas discordâncias, sendo a maior delas sobre uma questão ideológica (quando um membro queria fazer uma defesa ao feminismo e eu discordei). A ideia dele acabou sendo "enterrada" por uma professora, e por isso mesmo permaneci sem falar mais nisso. Porém, para minha surpresa, no fim do semestre (durante uma prova) recebi uma convocação para uma reunião do grupo com o coordenador do curso, para saber que eu estava sendo expulso dele. Fizeram um documento com essa solicitação incluindo acusações contra mim que, quando não totalmente falsas, continham distorções caluniosas a meu respeito. Tudo isso sem qualquer aviso prévio. Não tiveram a hombridade de falar comigo uma única vez sobre suas insatisfações (que eu não imaginava), e de repente me expulsaram dessa forma.
Ao saber da notícia fiquei bem irritado, mas logo pensei que não adiantaria retrucar ou gerar algum tipo de debate, então concordei em falar com o coordenador no dia seguinte. Como precaução, entrei em contato com esse coordenador pedindo que mediasse a conversa para que tanto eles quanto eu pudéssemos falar sem interrupções (um julgamento justo). No dia da conversa, cheguei no local um pouco antes do horário combinado. Como eles estavam fazendo uma prova, tive que aguardar mais de 1 hora. Para minha surpresa, vieram falar comigo como se estivesse tudo bem, mas eu preferi não dar muita trela.Ao entrarmos na sala do coordenador, o mesmo falou da situação e que esperava que resolvêssemos da melhor forma. Disse que o ideal seria nos acertarmos e continuarmos o grupo, mas que a decisão seria nossa. E deu a palavra a eles.
Ali o cinismo ficou claro. O tom amistoso de fora da sala deu lugar a uma ofensiva, com acusações falaciosas. Ouvi tudo em silêncio, apenas aguardando a minha vez. E ela veio depois que 2 deles falaram.
Quando pude falar, não me preocupei muito em rebater tudo o que disseram, mas mais em demonstrar como agiram sem nobreza, e como a falta de comunicação levou a tudo aquilo. Então, enquanto falava, um deles quis me interromper e voltar a falar. Tranquilamente eu pedi ao professor que intervisse, e ele o fez, garantindo que eu finalizasse tudo o que queria.Por fim, disse que pela falta de confiança neles depois de um ato desses, eu aceitaria sair do grupo mesmo que com isso tenha que refazer do início um novo TCC, apenas queria que aquilo que eu fiz não fosse utilizado (algo que pretendo repensar). Ou seja, mesmo sendo prejudicado, abri mão de recorrer e "brigar" para que a coisa não ficasse pior.
Deixei claro ao coordenador que a minha única intenção era reverter a mancha que tentaram colocar na minha reputação (o meu testemunho), perante o próprio coordenador e no meu histórico escolar (caso aquele documento fosse levado a sério). E depois que o coordenador me disse que eu não precisava me preocupar com isso pois ele me conhecia, fiquei satisfeito (dentro do possível) e deixei a questão de lado.
Eu não sei o que faria caso as acusações fossem mantidas "oficialmente" e me prejudicassem, mas por "buscar a paz se possível", evitei até pensar em medidas judiciais ou algo do tipo. Mas creio que em última instância seria algo a se fazer.

Fui traído nessa situação, e não houve qualquer arrependimento (ainda), portanto não penso que devo a eles perdão. Não desejo o mal a eles, mas a confiança perdida continua perdida..
Em caso futuro de arrependimento, creio estar apto a perdoar, mas repito que meu maior desejo depois de tudo foi reverter o que foi dito a meu respeito.

Isso devido à "terceira fonte de reação" (que citei no começo): a reação de terceiros.
Era importante para mim, considerando a insistência no erro por parte dos que me traíram, impedir que "testemunhas" tivessem uma versão falaciosa da história. Não para me gabar de qualquer coisa, mas que possam ver um pouco de Cristo em mim.
Foi por isso que simplesmente não ignorei a injustiça, mas fiz todo o possível para apresentar a verdade e retribuir o mal (a injustiça) com o bem (a justiça).
Creio que pela graça e misericórdia de Deus o resultado foi favorável, mesmo que eu tenha sido "condenado" a refazer o trabalho do começo ("se alguém quiser processá-lo e tirar-lhe a túnica, deixe que leve também a capa").

CONCLUSÃO

Diferentemente do simplismo com que muitos tentam tratar esse tema, há muitas nuances a serem observadas em um ato de traição. Busquemos a sabedoria em Deus (Tiago 1:5) para que saibamos sempre reagir com amor, e que a nossa sede de justiça não sobrepuje a necessidade de misericórdia. E que saibamos ser tanto amáveis quanto prudentes, em relação a quem depositamos nossa confiança.

Que Ele nos ajude.



[1] Acessado em 10 de julho de 2018: http://michaelis.uol.com.br/busca?id=4bjp3


>>> LER A POSTAGEM...

sexta-feira, 13 de julho de 2018

Anjos da Guarda são Reais? (por Dawn Wilson)


Não é sábio pensar sobre a realidade de anjos da guarda sem considerar biblicamente que são os anjos. Imagens e descrições de anjos na mídia, arte e literatura geralmente nos dão uma visão distorcida dessas magníficas criaturas.

Os anjos são às vezes retratados como querubins bonitos, gordos e não ameaçadores. Em muitas pinturas, parecem criaturas femininas em vestes brancas. Cada vez mais na arte, no entanto, os anjos são retratados como fortes guerreiros masculinos.

Muitas pessoas são loucas por anjos. Alguns até oram aos anjos pedindo ajuda ou por bênçãos - quase como que pedindo para uma estrela*. Colecionadores em clubes de anjos acumulam "tudo sobre anjo". Alguns ligados aos ensinamentos da Nova Era conduzem seminários para ajudar as pessoas a se comunicarem com os anjos por "orientação divina" ou para experimentarem a "terapia do anjo". Infelizmente, os anjos podem servir como um foco sobrenatural para parecer "espiritual" mas sem lidar diretamente com o Senhor.

Mesmo em algumas igrejas, os crentes entendem mal o propósito e a atividade dos anjos. Existem anjos da guarda? Sim, mas temos que fazer algumas perguntas. Como são os anjos? Quem eles estão guardando e por quê? Guardar é tudo o que eles fazem?


Quem são essas criaturas gloriosas?

Em Angels, the Host of Heaven (Anjos, os Anfitriões do Céu), o Dr. David Jeremiah escreve: "Anjos são mencionados 108 vezes no Antigo Testamento e 165 vezes no Novo Testamento". Eu acho estranho que os seres celestes sejam mencionados tantas vezes e, no entanto, sejam tão mal compreendidos.

Os anjos são os "mensageiros" de Deus, Suas criações especiais - chamadas "chamas de fogo" e às vezes descritas como estrelas de fogo nos céus. Eles foram feitos logo antes da fundação da Terra. Eles foram criados para fazer a vontade de Deus, para obedecer a Sua vontade. Os anjos são seres espirituais, não limitados pela gravidade ou por outras forças naturais. Eles não se casam nem têm filhos. Existem vários tipos de anjos: querubins, serafins e arcanjos.


Como a Bíblia descreve os anjos?

Anjos são invisíveis a menos que Deus opte por torná-los visíveis. Anjos específicos apareceram por toda a história da humanidade, porque são imortais - não tendo corpos físicos e envelhecidos. A hoste angélica é numerosa demais para contar; e embora eles não sejam todo-poderosos como Deus, os anjos se destacam em força.
Eles podem exercer a sua própria vontade, e em tempos passados, alguns anjos  escolheram orgulhosamente se rebelar contra Deus e seguir sua própria agenda - mais tarde se tornando o maior inimigo da humanidade, no entanto; um número inumerável de anjos permaneceu fiel e obediente a Deus, adorando-o e ministrando aos santos.


Embora os anjos possam estar presentes conosco e nos ouvir, eles não são Deus. Eles têm algumas limitações. Eles nunca devem ser adorados ou receber orações porque estão sujeitos a Cristo. Randy Alcorn escreveu em Heaven (Céu): "Não há base bíblica para tentar fazer contato com os anjos agora". Embora os anjos sejam aparentemente inteligentes e sábios, Alcorn diz: "Devemos pedir a Deus, não a anjos, por sabedoria (Tiago 1:5)".

Ainda assim, dado que os anjos estiveram com os crentes durante toda a vida, eles nos observam e nos conhecem. Eles tem testemunhado muitos dos eventos abençoados e de crise em nossas vidas. Não será maravilhoso algum dia ouvir suas histórias sobre o que estava acontecendo nos bastidores?

Quem os anjos da guarda guardam?

Ao contrário do pensamento popular, a Bíblia nunca diz que os anjos guardam todos. No Salmo 91:11, o salmista, referindo-se ao Deus Altíssimo, diz: "Porque aos seus anjos dará ordem a teu respeito, para te guardarem em todos os teus caminhos". É importante saber quem é  "você" nesta escritura.
A resposta é sugerida nos versos 14 e 16: "Pois que tanto me amou, eu o livrarei; pô-lo-ei num alto retiro, porque ele conhece o meu nome. Com longura de dias fartá-lo-ei, e lhe mostrarei a minha salvação". Os anjos são "espíritos ministradores" enviados por Deus para servir "por causa daqueles que hão de herdar a salvação".

Anjos são comissionados para vigiar e proteger os crentes ao comando do Senhor. Eles não trabalham independentemente Dele e eles não sabem tudo. Não são oniscientes. Os anjos estão curiosos sobre a salvação que Deus oferece aos humanos e como Ele escolhe trabalhar através do Seu povo. Paulo descreveu os apóstolos como um "espetáculo" não apenas para as pessoas, mas também para os anjos.

Todo crente tem um anjo da guarda específico?

Agora vamos ao cerne desta questão. Entre outras coisas, os anjos guardam os crentes, mas todo seguidor de Cristo tem um anjo designado?

Ao longo da história, considerável controvérsia surgiu sobre os indivíduos cristãos terem anjos da guarda específicos. Alguns pais da igreja, como Tomás de Aquino, acreditavam em anjos designados desde o nascimento. Outros, como João Calvino, rejeitaram essa ideia.

Mateus 18:10 parece sugerir "pequeninos" - novos crentes ou discípulos que creem como crianças - são cuidados por "seus anjos". John Piper explica o verso desta maneira: "A palavra 'deles' certamente implica que esses anjos têm um papel pessoal especial a desempenhar em relação aos discípulos de Jesus. Mas o plural 'anjos' pode ​​simplesmente significar que todos os crentes têm numerosos anjos designados para servi-los, não apenas um." Isso sugere que qualquer número de anjos, que "veem a face" do Pai, pode se apresentar para o dever quando Deus vê que Seus filhos precisam de uma intervenção especial. Os anjos estão continuamente sob o comando de Deus como fiscais e guardiões.

Vemos isso nas escrituras quando anjos cercaram Eliseu e seu servo, quando Lázaro foi carregado por anjos após a morte, e mesmo quando Jesus mencionou que Ele poderia ter chamado 12 legiões de anjos - cerca de 72.000 - para ajudá-lo em sua prisão.

Eu me lembro da primeira vez que essa imagem capturou meu pensamento. Ao invés de olhar para um "anjo da guarda" para me ajudar como eu havia sido ensinado desde a infância, percebi que Deus poderia reunir milhares de anjos para me ajudar, se isso fosse a Sua vontade!

E mais do que isso, senti-me encorajada a lembrar que estou sempre aos cuidados de Deus. Ele é infinitamente mais poderoso que os anjos.

Como os anjos são ativos nas vidas dos crentes?

A verdade é que, se estamos pensando em termos de anjos "guardiões", estamos adulterando o ministério dos anjos. Estamos limitados em nossa compreensão do que eles fazem pelos filhos de Deus e no serviço ao Senhor.

Os cristãos estão mais familiarizados com a idéia de anjos nos guardando e protegendo. Mas isso não é tudo que eles fazem! Os anjos também podem entregar, guiar, esclarecer ou revelar informações, dar provisão a crentes, servir como instrumentos dos julgamentos de Deus, levar a cabo algumas das respostas de Deus às nossas orações, encorajar, fortalecer, servir e ajudar os filhos de Deus na hora da morte, carregando eles para o céu. Esse último me intriga. Como Satanás é o governante do poder do ar, teologicamente posso imaginar os anjos sendo alistados para nos proteger quando passamos deste mundo para nosso lar celestial.

Quando estudei pela primeira vez sobre como os anjos interagem com os crentes, tudo o que eu pude dizer foi: "Uau! Obrigada, Pai, por esses presentes poderosos para ajudar o Seu povo!" Anjos definitivamente são influentes na vida dos crentes - na minha vida!

Nós não nos tornamos anjos - anjos não experimentamos a maravilhosa redenção que Cristo provê para Seus filhos - mas talvez esses agentes especiais de Deus serão nossos instrutores sobre as coisas celestiais. Depois que deixarmos este mundo, os anjos imortais provavelmente ainda serão nossos companheiros celestes. Esses seres magníficos que expressam emoções como alegria e curiosidade cruzam em nossas vidas de muitas maneiras, e à medida que nos levam para o céu, talvez venham a ser os primeiros a ver nossas expressões espantadas e alegres ao passarmos pelos portões do céu.

Anjos são notáveis, maravilhosos, mas é importante manter uma perspectiva adequada sobre eles. O Dr. David Jeremiah escreveu: "Anjos são enviados, mas o mensageiro nunca é mais importante que o remetente". Nosso foco deve estar em Cristo que criou e intentou essas criaturas maravilhosas.

Embora incompreendidos e subestimados, os anjos da guarda são reais. Se aprendermos com o exemplo deles, os anjos podem nos ajudar a guardar nossos corações. Talvez seu maior papel em nossas vidas seja modelar absoluta e santa submissão a Deus, obediência inquestionável e adoração fiel.



Traduzido livremente de:


>>> LER A POSTAGEM...

sexta-feira, 29 de junho de 2018

Doença mental é realmente bíblico?? (por Stephen Altrogge)


Li recentemente dois artigos de um conhecido autor cristão que também está intimamente ligado a uma fundação cristã de aconselhamento. Os artigos essencialmente argumentavam que a doença mental era uma construção social criada por médicos e psiquiatras seculares e, portanto, não é bíblica. Então, quando uma pessoa está deprimida, ela está apenas experimentando tristeza, e tentar tratá-la medicamente é causar um curto-circuito no poder de Deus. Quando uma pessoa está ansiosa, ela está apenas passando por uma preocupação, e tratá-la medicamente é uma resposta secular a um problema espiritual. Você entendeu a ideia.

O desejo por trás do artigo foi bom: o autor estava tentando demonstrar que Jesus é suficiente para todas as facetas da vida. No entanto, acredito que o tratamento de doenças mentais como apenas (ou até mesmo principalmente) um problema espiritual é profundamente anti-bíblico e extremamente doloroso para aqueles que lutam contra doenças mentais.

DEPRAVAÇÃO TOTAL SIGNIFICA REALMENTE DEPRAVAÇÃO TOTAL

A Bíblia ensina que todo ser humano é totalmente depravado. Isso não significa que todas as pessoas sejam absolutamente tão más e perversas quanto poderiam ser. Isso seria uma total depravação. A depravação total significa simplesmente que o pecado afetou todas as facetas do meu ser, incluindo minha alma e meu corpo. A depravação total significa que nada funciona como Deus originalmente pretendia. Meus desejos espirituais são afetados e distorcidos pelo pecado. Meu intelecto é distorcido e afetado pelo pecado. E, mais importante (para esta discussão), meu corpo foi afetado e distorcido pelo pecado.

Por que tenho resfriados, dores de cabeça, dores nas costas, indigestão e infecções? Por que você tem enxaquecas e problemas cardíacos, pedras nos rins e glaucoma? Nós experimentamos essas coisas porque habitamos corpos que foram marcados e estragados pelo pecado. Paulo falou diretamente sobre isso quando disse:
Por isso não desanimamos. Embora exteriormente estejamos a desgastar-nos, interiormente estamos sendo renovados dia após dia,
(2 Coríntios 4:16)
Nosso eu exterior está perdendo. Nossos corpos não funcionam corretamente. Eles desmoronam e nos desapontam nos piores momentos. Enquanto vivemos neste mundo caído, vivemos em corpos que estão definhando.

Em Romanos 8:22-23, Paulo escreveu:
Sabemos que toda a natureza criada geme até agora, como em dores de parto. E não só isso, mas nós mesmos, que temos os primeiros frutos do Espírito, gememos interiormente, esperando ansiosamente nossa adoção como filhos, a redenção do nosso corpo.
Junto com o resto da criação, aguardamos ansiosamente o dia em que Cristo retornará e receberemos nossos novos e redimidos corpos da ressurreição.

Até o dia em que Jesus voltar, vou viver em um corpo que não funciona como Deus originalmente pretendeu. Meu cérebro, que é uma parte central e essencial do meu corpo, não funcionará corretamente. Os produtos químicos se tornarão desbalanceados. A serotonina não será adequadamente absorvida. A norepinefrina será distribuída de forma desigual. As sinapses não serão disparadas corretamente. Meu cérebro, assim como todas as outras partes do meu corpo, é propenso a doenças.

Eu argumentaria que, se realmente acreditamos na depravação total, devemos aceitar a doença mental como uma categoria bíblica. Se eu acredito que o pecado afetou cada parte do meu corpo, incluindo meu cérebro, então não deveria me surpreender quando meu cérebro não funciona corretamente. Não estou surpreso quando recebo um resfriado; por que eu deveria ficar surpreso se eu tiver uma doença mental? Dizer que a depressão, a ansiedade, o transtorno do déficit de atenção com hiperatividade, o transtorno bipolar e todos os demais transtornos são puramente espirituais é ignorar o fato de que somos corpo e alma.

A doença mental não é algo inventado por psiquiatras seculares. Pelo contrário, é parte integrante da vida no mundo caído e pecaminoso.

DOENÇA MENTAL NA IGREJA

Tratar a doença mental como puramente um distúrbio espiritual é muito doloroso para aqueles que lutam contra a doença mental porque os direciona para a solução errada. Deixe-me explicar. Por muitos anos eu lidei com ansiedade física crônica. Eu regularmente sinto uma sensação de aperto no peito, falta de ar, surtos de adrenalina e uma sensação doentia na boca do meu estômago. Em raras ocasiões, a ansiedade está ligada a algo que me preocupa, mas em 90% dos casos, os sintomas físicos que sinto não estão de modo algum relacionados à preocupação. Eu vou estar trabalhando no meu computador, não pensando em nada, quando um sentimento de ansiedade de repente me ataca.

Nesses momentos, não preciso ser informado sobre não se preocupar. Eu não preciso ser instruído a exercer mais fé nas promessas de Deus. Eu não preciso que me digam para sair dessa. O que eu preciso é de encorajamento para perseverar. Eu preciso ser lembrado de que, mesmo em meio ao sofrimento, Jesus está próximo. Preciso ser lembrado de que minha luz e aflições momentâneas estão produzindo um peso eterno de glória. Eu preciso ser encorajado a recorrer a Jesus.

E… eu preciso estar conectado a alguém que possa me ajudar a lidar com os aspectos físicos da ansiedade.

Eis a triste realidade: mesmo que meu pensamento seja bíblico, cheio de fé e honre a Deus, meus sintomas físicos de ansiedade provavelmente não desaparecerão. Por que? Porque na maioria das vezes o problema é basicamente físico. Algo não está funcionando corretamente no meu cérebro, o que, por sua vez, faz com que eu experimente os sintomas físicos da ansiedade.

Ao interagir com cristãos que sofrem de ansiedade, depressão, transtorno do estresse pós-traumático ou qualquer outra forma de doença mental, precisamos tratá-los como pessoas inteiras. Precisamos tratar as pessoas como corpo e alma. Eles precisam exercer fé nas maravilhosas promessas de Deus? Certo. Mas eles também precisam lidar com os aspectos físicos da doença mental. Os médicos são um presente maravilhoso de Deus que podem oferecer ajuda àqueles que lutam contra doenças mentais.

Precisamos colocar a doença mental na mesma categoria que qualquer outra forma de doença. Quando uma pessoa experimenta enxaquecas crônicas, certamente será tentada a duvidar da bondade de Deus. Podemos servi-los encorajando-os que Deus é bom e que ele cuida deles. Mas também podemos atendê-los levando-os aos melhores especialistas em enxaqueca do país.

Se vamos cuidar eficazmente dos companheiros cristãos que lutam contra a doença mental, precisamos reconhecer que a doença mental é uma coisa real. Nós não somos apenas almas. Pelo contrário, somos uma composição complexa de alma e corpo. Vamos nos certificar de que abordamos a alma e o corpo.




Traduzido livremente de: 
https://www.biblestudytools.com/blogs/stephen-altrogge/is-mental-illness-actually-biblical.html


>>> LER A POSTAGEM...

quinta-feira, 28 de junho de 2018

(um pouco sobre) estupros, assédios e vitimismo


De algum tempo para cá, com o esforço enorme da mídia e grupos progressistas para que todos engulam a falácia da "cultura do estupro", existem muitas ações metodologicamente planejadas e executadas para esse fim.
Uma delas está na relativização do próprio termo estupro, quando a hediondez da conjunção carnal forçada é trocada por qualquer mínimo ato que de alguma forma fira o direito de escolha de uma mulher.

Calma, não estou afirmando que forçar uma mulher a qualquer coisa seja algo defensável, mas apenas tentando ressaltar o desvio proposital na própria definição de termos, em que inclusive ignora-se o fato de que homens também podem ser vítimas de estupros, e que mulheres podem ser estupradoras. Além do que, reduzindo novamente o termo a meramente "forçar alguém a algo", o fator gênero (tanto da da vítima quanto do(a) agressor(a)) se torna irrelevante na definição do ato como um estupro.

O dicionário Michaelis[1], define "estupro" como:
1 Crime que consiste em constranger alguém a manter relações sexuais por meio de violência; forçamento, violação.2 violência carnal.
Notamos que para ser definido como estupro, existe a necessidade de que seja configurado como um ato sexual forçado. Ou seja, não é apenas a coersão e o  desrespeito à voluntariedade alheia que definem um estupro, mas a soma desses pecados ao ato sexual.

Grupos progressistas (principalmente feministas) são os 'campeões' em relativizar o termo para que possam, contraditoriamente, clamar o empoderamento feminino através do vitimismo. Por isso, qualquer coisa que incomoda, é facilmente transformado nessas mentes em algo hediondo e opressor.
Em algumas situações, por exemplo, tentam equiparar situações de falta de desrespeito (como olhares maliciosos, assédios verbais ou piadas com conotação machista) com algo tão deplorável como o estupro.
Ao fazerem tal coisa, se torna mais viável se falar em "cultura do estupro", sugerindo que a sociedade tem a tendência cultural a promover um discurso que condenação às vítimas e justificação dos agressores.

Para as pessoas minimamente bem-informadas e com boa índole, esse esforço cai por terra, pois é sabido que a sociedade tem sim ojeriza à prática do estupro. Notícias de "justiçamento público" em algumas localidades ou de punições físicas (que em alguns casos levam até à morte) em presídios por parte dos detentos são comuns, e são provas concretas de que a sociedade (incluindo os criminosos) não dão apoio à prática.
Curiosamente, é comum da parte dos "propagadores" da existência da cultura do estupro (incluindo os "papagaios" que quase nada sabe a respeito mas repetem o discurso) a defesa de "conscientização" para que a tal cultura seja vencida.. Como se as pessoas não soubessem que o estupro é condenável, e que palavras bonitas tenham o poder de eliminar a necessidade de punições para os agressores. Como se faltasse a essas pessoas saber que aquilo é errado, ao invés de haver leis com punições rígidas para coibir o ato hediondo.

Biblicamente falando, a pena para o estupro não era de alguns anos de encarceramento com direito a "saidinhas" e nem havia redução de pena por bom comportamento; nem mesmo isolamento em prisão perpétua; era A MORTE. A gravidade desse crime é tão elevada que a sua pena é equiparada à pena de homicídio:
Se, contudo, um homem encontrar no campo uma jovem prometida em casamento e a forçar, somente o homem morrerá. Não façam nada, pois ela não cometeu pecado algum que mereça a morte. Este caso é semelhante ao daquele que ataca e mata o seu próximo, pois o homem encontrou a moça virgem no campo, e, ainda que a jovem prometida em casamento gritasse, ninguém poderia socorrê-la.
(Deuteronômio 22:25-27)


O capítulo 22 do livro de Deuteronômio apresenta uma série de instruções sobre como os judeus deveriam lidar com casos de adultério, fornicação e estupros. Todos eles considerados não apenas pecados, mas também crimes graves.
Há algum tempo a fornicação já é tratada socialmente como algo quase que natural, e o marketing pela normalização do adultério é bem grande também, restando o estupro como único dentre esses que ainda é tratado com ojeriza. Sobre o que eu acredito ser a motivação disso, direi em seguida, porém voltemos ao texto..

O crime de estupro é equiparado em gravidade ao homicídio devido à dignidade humana que é subtraída, e uma condição física e emocional que não poderá ser restituída. Mas é importante perceber que o autor diz que esses crimes são semelhantes mas não iguais.
Obviamente não são iguais porque se referem a ações distintas, que podem nem estar relacionadas, mas mais que isso, apesar do estuprador merecer a pena de morte, a vítima poderia abrir mão da pena se assim desejasse.
O homicídio era o único crime que não permitia uma pena inferior à morte (Números 35:31). Acredito que, além do princípio de "vida por vida" a ser cumprido nesse caso, um outro fator seja a falta de escolha para a vítima do ato. Como a vítima foi morta, ela não pode ser consultada sobre exigir a pena máxima, amenizar a pena ou simplesmente revogá-la, logo, o agressor perde seu direito à vida.
No caso do estupro, assim como outros crimes, a pena que poderia ser exigida pela vítima era a morte, mas essa vítima poderia amenizar tal pena ou até mesmo revogá-la se perdoasse totalmente o agressor, dependendo unicamente das partes envolvidas concordarem com isso.
Um exemplo bíblico de pena de morte revogada pode ser lido em Mateus 1:18-25, quando José recebe a notícia da gravidez de Maria (sem que tenham tido relações) e resolve deixá-la ao invés de acusá-la judicialmente de fornicação (uma vez que já estavam noivos).

Sendo assim, fica claro que a existência da pena não exige necessariamente a aplicação da pena.
Basta entendermos que as punições civis deveriam existir apenas em casos onde há um infrator prejudicando uma ou mais vítimas. Nesse caso, o julgamento deveria servir para que a vítima possa receber restituição de algum direito que lhe foi restringido, cabendo ao condenado fazer tal restituição. A punição civil definida seria, portanto, o limite daquilo que a vítima poderia exigir, podendo ela escolher aceitar algo inferior àquilo se achasse conveniente ou suficiente.

Sendo assim, é essencial que haja uma definição clara sobre em que consiste o crime em si. A relativização (citada no começo) é um problema seríssimo pois pode destruir vidas, com punições desproporcionais ou até mesmo pela "má-fama". Se uma pessoa é acusada de ter desrespeitado outra, é natural que haja uma reação contrária a isso, mas jamais pode ser igualada à reação social a um crime hediondo de cunho sexual...

Portanto, se uma pessoa assedia uma outra, mas sem que haja um ato consumado de sexo forçado, isso não é estupro. Sobre "assédio", o dicionário Michaelis[2] diz:
2 FIG Insistência impertinente, em relação a alguém, com declarações, propostas, pretensões etc.

Lemos aqui que um fator chave para definição de assédio é a insistência. Não que com isso eu esteja defendendo que não há desrespeito se o ato for feito apenas uma vez, nem que seja aceitável incomodar outra pessoa de forma maliciosa. Apenas ressalto que para caracterização de assédio é sim necessário que tenha havido a inconveniência de insistência após sinalização da vítima que aquilo não a agrada.

Durante a primeira fase da Copa de 2018 na Rússia, em dado momento uma repórter traria informações sobre os jogos quando um homem tentou beijá-la (uma vez). Ela imediatamente se afastou e (em inglês) deu uma bronca no homem, dizendo que ele precisa respeitar as mulheres.
Um ato correto da parte dela, se tudo parasse por aí. Mas o uso vitimista da situação transformou essa história em mais um caso dramático além da conta, inserindo misoginia como causa e 'direitos das mulheres' como a solução.
Por isso mesmo houve reação a esse comportamento vitimista, e para alegar a hipocrisia dessas pessoas, veio à tona um vídeo de uma reportagem mais antiga, em que algumas mulheres encontram um repórter em uma transmissão ao vivo e começam a beijar e acariciar o homem.

A diferença de reações também vale ser ressaltada. A começar pelas "vítimas":

No primeiro caso, a repórter demonstrou repúdio imediato.
No segundo, o repórter se aproveitou da situação.

E também houve diferença nas reações dos outros presentes:

No primeiro caso, os comentaristas esportivos logo condenaram a atitude do homem "beijoqueiro".
No segundo, todos presentes riram e se divertiram com a situação, incentivando o repórter a dar mais corda para aquilo.

Ou seja, em ambos os casos houve uma investida de pessoas em relação a alguém do sexo oposto, mas tanto as reações das vítimas quanto das testemunhas foram opostas. Mesmo tendo havido apenas uma tentativa da parte do beijoqueiro, isso foi repudiado veementemente (e isso foi usado para fortalecer o discurso vitimista feminista); enquanto que no caso do repórter cercado de mulheres "atiradas", a aceitação da parte masculina foi incentivada enquanto elas continuavam as investidas.

Em resumo, nos 2 casos somados, as mulheres receberam carta branca para "avançar" sobre a "vítima" e desprezar o "agressor". Tudo isso enquanto reclamam de misoginia.

Mas voltando à definição do termo "assédio", teria havido insistência do beijoqueiro em relação à repórter ou a rejeição da mesma e a desistência do homem seriam o suficiente para que não se configurasse o assédio??

Se relativizarmos o termo retirando o que seu sentido afirma sobre a necessidade de insistência, não teriam também aquelas mulheres cometido assédio?? E se for o caso, por que não há/houve o mesmo tipo de condenação pública a elas??

Alguém poderia afirmar que é a reação da "vítima" que define se de fato houve assédio ou não, sendo que se ela deixa acontecer então não há culpa do lado "agressor". Mas isso é ilógico. Não somente pelo fato de desprezar o que o termo realmente significa, mas principalmente porque tornaria o ato do agressor como algo inicialmente "amoral".
Pelo que entendi, foi mais ou menos isso o que o Arthur do Val defendeu em um vídeo[3] falando sobre ambos os casos, e é nisso que discordo dele.

Sim, se a definição de assédio depende de como a vítima reage, logo, é impossível saber se a investida será ou não um assédio. Só se tornaria algo bom ou ruim depois da reação da "vítima". Qualquer "agressor" poderia investir uma vez e alegar que não sabia como a "vítima" reagiria, e não haveria portanto forma de punir, pois em tese existiria de fato a chance do seu ato "se transformar" em algo bom de acordo com a reação da "vítima".

Essa é (falta de) lógica do nosso tempo..

Há os que tentam inventar argumentos desesperados para manter o discurso, como por exemplo dizer que são situações diferentes porque um homem tem vantagem física e portanto sua investida é sempre mais perigosa; porém no próprio caso da repórter, sua rejeição foi mais que suficiente para o beijoqueiro não repetir a investida.

Enfim, não se trata de uma questão de gênero, a moralidade do ato não depende disso. Esse tipo de ato precisa ser julgado em si mesmo independentemente da "vítima" querer ou não receber aquilo.
O pensamento de que basta a permissão de alguém para que um ato em relação a essa pessoa seja moralmente aceito, causa estragos imensos. Como por exemplo levantar dúvidas sobre crimes sexuais, que só são crimes se não houver consenso, e muitas vezes tal consenso não pode ser comprovado com eficácia plena. 

Se na Lei bíblica havia restrições e prescrições que garantiam mais certezas nos julgamentos, o relativismo da nossa época (que vai desde o uso do idioma até a banalização do sexo e da própria vida humana) é tido como sinal de evolução e progresso, e quem aponta a contradição se torna "retrógrado", "fascista", etc..

Se os conceitos bíblicos fossem respeitados, a valorização do próximo seria o ponto principal a ser considerado, a ponto de alguém se recusar a fazer algo mesmo que tal "próximo" queira, caso saiba que aquilo na verdade lhe faria mal. Mas em nossos tempos até cristãos se entregam a depravação e acham que o consenso é o grande juiz.

Que Deus tenha misericórdia de nós.




>>> LER A POSTAGEM...

sexta-feira, 22 de junho de 2018

10 verdades importantes encontradas em 1º e 2º Reis (por Jennifer Slattery)


É uma história de poder, corrupção e, às vezes, mal inimaginável - de uma ascensão para a grandeza e uma queda para a destruição, da depravação do homem e da longanimidade e graça de Deus.

1 Reis começa com Israel no seu auge. A nação é unida, poderosa e sob a liderança de Davi, alinhada com o coração e os propósitos de Deus. 2 Reis termina com escuridão, tristeza e desespero. Apesar das advertências contínuas, o povo escolhido de Deus se volta repetidamente contra Ele e sofre as conseqüências. Seu templo, onde Deus e o homem comungavam, é destruído, sua amada cidade está desolada e as vidas de muitos são extirpadas.

Mas não é aí que a história termina. Embora as dinastias de Israel apontem para o completo fracasso moral do homem, elas também apontam para Jesus, o servo-rei que conduziria o povo de Deus em retidão e preencheria a lacuna entre Ele e o homem.

Aqui estão dez verdades reveladoras do evangelho reveladas em 1º e 2º Reis:


1. Deus nos adverte do julgamento iminente.


Você pode ter ouvido pessoas compararem e contrastarem o "Deus do Antigo Testamento" com o revelado nos Evangelhos. O primeiro, dizem eles, parece zangado e inclinado à justiça, enquanto Jesus parece amoroso e cheio de graça. Mas os livros de 1º e 2º Reis contradizem isso. Na verdade, esses dois livros, encaixados ​​entre a libertação de Israel em relação à escravidão e a libertação da humanidade em relação ao pecado, revelam um amor de longo tempo que se estende além da compreensão.

A cronologia começa com Davi, o rei escolhido de Deus, deitado em seu leito de morte. Em suas últimas palavras ao filho, ele expõe a característica mais importante para o sucesso da realeza - obediência a Deus e todos os Seus caminhos. Se Davi e os governantes seguintes fizessem isso, sua dinastia duraria para sempre.

Salomão e a maioria dos reis que se seguiram fracassaram e a nação logo mergulhou na idolatria e na sempre crescente perversidade. Como governante e juiz justo, Deus tinha todo o direito - e uma boa razão - para puni-los por seus pecados, acabar com toda a humanidade e acabar com eles para sempre. Ele não fez isso. Em vez disso, como o Pai paciente, amoroso e misericordioso que Ele é, enviou Seus profetas para advertir os israelitas. Caso persistissem em sua rebelião, o julgamento estava chegando. Se as pessoas não se arrependessem, seriam exiladas de sua amada terra natal.

As pessoas se recusaram a ouvir e depois de séculos de súplica, a paciência de Deus se esgotou.

Um dia, o mesmo será válido para muitos de nós. Como Ele fez através dos profetas antigos, Deus está chamando cada um de nós, nos convidando a escolher a vida. "Se hoje vocês ouvirem a sua voz, não endureçam o coração, como na rebelião" (Hebreus 3:15) Responder ao seu convite conduz à vida eterna; rejeitar Sua oferta leva à morte espiritual.


2. O pecado magoa os outros.


Em toda a Escritura, Deus diz ao Seu povo que siga dois comandos simples e claros - ame-o e ame os outros. O pecado é uma afronta direta a esses dois decretos e ao próprio coração de Deus. Onde Deus está continuamente nos apontando para a vida e integridade, o pecado nos puxa para a morte - de sonhos, união, esperança, relacionamentos e, finalmente, nossas próprias vidas.

Nós vemos evidências disso ao longo da história de Israel, das crianças inocentes que morreram no fogo de Moloque, a todos os que, eventualmente, viram sua terra desmoronar ao redor deles.

Podemos nunca ter adorado ídolos ou participado de infanticídio, mas todos nos rebelamos contra um Deus santo. Todos nós escolhemos os nossos caminhos acima do dEle e outros tem se ferido no processo.


3. Deus julga o pecado.


Este não é um conceito que gostamos de discutir, pelo menos não quando se trata de nós. No entanto, todos nós ansiamos por justiça. Quando o mal parece vencer, precisamos saber que, em última análise, a boa vontade prevalecerá e os erros serão corrigidos. Ansiamos por ver vítimas ressarcidas e assassinos, agressores e tiranos punidos.

Embora possamos protestar contra isso quando se trata de nosso próprio pecado, 1º e 2º Reis nos lembram que Deus, como nosso justo governante, de fato julga e pune o pecado. Durante esse período sombrio na história de Israel, a maldade das nações era predominante e persistente. Embora Deus os houvesse advertido de novo e de novo por meio de Seus profetas, o povo se rebelava contra Seus mandamentos, rejeitava a aliança que fez com eles quando os libertou do Egito, adorava ídolos e até mesmo sacrificava seus próprios filhos no fogo. (I Reis 17:7-17)

O resultado? Deus julgou seu pecado de acordo com a Sua justiça e permitiu que eles fossem levados ao exílio nações conquistadoras. (Jer. 17:10, 2 Reis 17, 18-25)


4. Deus perdoa.


Na história de Manassés, um rei maligno que se envolveu em feitiçaria e matou muitas pessoas inocentes, vemos que nenhum pecado é grande demais para a graça de Deus, e nunca é tarde demais para pedir perdão. Depois de ignorar numerosas advertências, Manassés foi feito prisioneiro e conduzido em correntes à Babilônia. Lá, em sua aflição, ele clamou a Deus por misericórdia, e "Quando ele orou, o Senhor o ouviu e atendeu o seu pedido; de forma que o trouxe de volta a Jerusalém e a seu reino." (2 Crônicas 33:10-13)

Não importa o que fizemos, Deus se atenta hoje para orações honestas de arrependimento. Ele oferece ao arrependido a mesma promessa que fez aos antigos israelitas há tanto tempo. "Embora os seus pecados sejam vermelhos como escarlate, eles se tornarão brancos como a neve; embora sejam rubros como púrpura, como a lã se tornarão." (Isaías 1:18)


5. Só Deus pode salvar.


Ao longo dos livros de primeiro e segundo reis, vemos a nação tentando encontrar a salvação através de sua própria força e sabedoria: se apenas eles se alinhassem com a nação certa ou orassem aos ídolos certos ou talvez recitassem os encantamentos certos, então tudo iria bem, sua economia floresceria e eles se manteriam fortes contra as nações conquistadoras.

Ao que Deus responde: "Voltando e descansando sereis salvos; no sossego e na confiança estaria a vossa força" (Isaías 30:15a)

1º e 2º Reis aponta para a nossa necessidade de um Salvador, e esse Salvador é Jesus Cristo, o Filho de Deus.


6. Podemos quebrar pecados geracionais.


A dinastia do rei Davi começou com obediência e um coração centrado em Deus, mas no final do reinado de seu filho, Salomão havia começado a conduzir o povo de Deus de volta à idolatria. Uma série de reis maus, separados por um punhado de bons, seguiu-se. No momento em que um jovem governante chamado Josias apareceu, o templo de Deus havia sido severamente negligenciado, talvez até fechado, e Sua lei esquecida.

Com base na história de Josias como o filho e neto de dois reis idólatras do mal, seria de esperar que o declínio espiritual de Israel continuasse. Aos oito anos de seu reinado, com a idade de dezesseis anos, "ele começou a buscar o Deus de Davi, seu predecessor" (2 Crônicas 34:3). Então, no décimo segundo ano, ele começou a purificar Judá e Jerusalém de sua idolatria.

Contrariando o legado que seu pai e seu avô haviam deixado, ele instituiu reformas abrangentes que, em última análise, levaram à descoberta da lei de Deus. Prometendo seguir a Deus de todo o coração, Josias quebrou o pecado geracional em que nasceu e mostrou ao seu povo o que significava seguir verdadeiramente a Deus. Vivendo para Cristo, podemos fazer o mesmo.


7. Obediência requer coragem.


Depois que o pai de Josias, o maligno rei Amon, foi assassinado, "o povo matou todos os que haviam conspirado contra o rei Amom, e a seu filho Josias proclamou rei em seu" (2 Crônicas 33:25). Isso parece indicar que os antigos israelitas aprovaram Amon e seu comportamento, e esperaram que Josias seguisse os passos de seu pai.

A essa altura, a idolatria havia dominado a terra por 57 anos - uma vida inteira para muitos no reino de Josias. Em outras palavras, esses homens e mulheres foram criados em idolatria, uma prática que eles já haviam demonstrado que estavam prontos para matar por ela.

Com medo, Josias poderia ter ignorado a questão ou mostrado obediência parcial, talvez se concentrando em Jerusalém ou no Templo. Ele poderia ter enviado outros para limpar a terra, mas ele não fez nada disso. Em vez disso, ele próprio viajou por todo o Israel, certificando-se de que os ídolos, os altares e os postes de Asherá fossem demolidos. (2 Crônicas 33:3-7)


8. Deus vai lutar nossas batalhas.


Em 873 a.C., o filho de um rei justo e temente a Deus chegou ao poder e comprometeu-se a buscar a Deus (2 Crônicas 19:3, 1 Reis 15:24). Esse rei, chamado Josafá, reinou por 25 anos e a Escritura nos diz que Deus estava com ele porque buscava a Deus e andava em Seus caminhos. Quando sob ataque, Deus veio em defesa do rei.

Quando Jeosafá soube pela primeira vez que "um vasto exército" estava vindo contra ele, ficou alarmado e imediatamente buscou a ajuda de Deus, proclamando o poder e a bondade de Deus diante de uma assembléia. (2 Crônicas 20:5-13) Resposta de Deus: "Não tenham medo nem se desanimem. Saiam para enfrentá-los amanhã, e o Senhor estará com vocês ... Vocês não precisarão lutar nessa batalha. Tomem suas posições; permaneçam firmes e vejam o livramento que o Senhor lhes dará ...". (2 Crônicas 20:17)

O rei Josafá e seu povo imediatamente começaram a adorar a Deus. "Quando começaram a cantar e a entoar louvores, o Senhor preparou emboscadas contra os homens de Amom, de Moabe e dos montes de Seir que estavam invadindo Judá, e eles foram derrotados." (2 Crônicas 20:22-24)

Quando buscamos a Deus com corações cheios de louvor e entregamos nossos planos e medos a Ele, Ele também lutará em nossas batalhas.


9. Nossa obediência pode ter um impacto duradouro.


1 e 2 Reis é uma saga de reis malignos subindo ao poder, virando o coração de seu povo aos ídolos e sofrendo as conseqüências. É também um conto de reis sábios e piedosos que procuraram o Deus dos seus antepassados, voltaram os corações para Ele e desfrutaram das bênçãos da obediência.

Quando a confusão chegou, o rei Josafá escolheu se voltar para Deus e, ao fazê-lo, mostrou a todo o seu povo como era uma fé viva e próspera. Suas ações motivaram toda a assembléia a louvar a Deus - antes que a vitória fosse ganha. Então, confiantes de que Deus prevaleceria, eles colocaram a batalha em Suas mãos e testemunharam o poder de Deus revelado.

Então havia o rei Ezequias, filho de um rei idólatra e maligno que sacrificou seu próprio filho no fogo, mas depois que ele morreu, Ezequias subiu ao poder, e começou a desfazer a bagunça que seu pai havia criado. (2 Reis 16:3) "Ele removeu os altares, quebrou as colunas sagradas e cortou os postes de Aserá." Ele “confiou no Senhor” e “se apegou a ele”. (2 Reis 18:1-6) Sob o seu reinado, as pessoas experimentaram o reavivamento.


10. O exemplo que estabelecemos é importante.


Ao longo dos livros de Reis, vemos quão facilmente o coração do homem se afasta de Deus. Atraídos pelos costumes ao redor deles, o povo de Israel e Judá logo caiu em idolatria, uma prática que se tornou extensa e destrutiva.

Também vemos outros, como Josias, Josafá e Ezequias, que demonstraram como é um relacionamento íntimo com Deus, despertando o anseio pelo divino nos outros. O mal foi expurgado da terra, os exércitos foram derrotados e o reavivamento foi iniciado.

Por causa de sua obediência, vidas foram mudadas por toda a eternidade e seu legado é registrado nas páginas das Escrituras.

O povo de Israel estava observando esses reis - como eles viviam suas vidas e sua fé. As pessoas também estão nos observando. Que nós, diariamente, possamos dar um exemplo de como vivemos e agimos para que cada palavra e ação aponte os outros para o nosso poderoso e vitorioso Salvador.



Traduzido livremente de:


>>> LER A POSTAGEM...

Ver o artigo ou a parte anterior Ver a página principal
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...