segunda-feira, 28 de setembro de 2020

"Por que creio no batismo infantil" e "Os Infantes no Pacto da Graça"


Nota: Eu poderia contar uma história muito similar quanto à minha experiência de transição de uma igreja batista ("não-reformada") para uma presbiteriana e o dilema quanto ao batismo infantil, mas posto o texto abaixo (que não é de minha autoria) pela sua coesão na explicação dos bons motivos para que essa interpretação seja adotada.
Depois do texto inseri um vídeo de uma pregação que também traz ótimos motivos favoráveis ao batismo infantil.



"Por que creio no batismo infantil"

(por Daniel Figueiredo)

Extraído de: Medium

Fui criado na tradição batista desde pequeno, e quando tive meu primeiro contato com a tradição reformada, estranhei o fato de os irmãos presbiterianos batizarem bebês. Ao estudar sobre o assunto, aprendi que a doutrina presbiteriana do batismo infantil era fundamentada na sua compreensão das alianças bíblicas, a famosa Teologia do Pacto. Mas descobri também que os batistas tinham a sua própria teologia pactual, e abracei essa teologia durante alguns anos. Recentemente, porém, depois de um bom tempo de estudo, leituras e boas conversas, mudei de opinião e passei a reconhecer o batismo infantil como prática bíblica. Esse texto é um pequeno resumo dos pontos que me levaram a essa conclusão. 

Primeiramente, precisamos reconhecer que os textos bíblicos que falam diretamente sobre o batismo não resolvem a questão. Temos relatos de batismos de indivíduos adultos que creram no evangelho (At 2.41; 8.12, 36-38; 9.18-20; 19.4-5), mas também exemplos de batismos de famílias inteiras (At 16.14-15, 31; 18.8; 1Co 1.16). Os apóstolos associam o batismo à união pessoal do indivíduo com Cristo (Rm 6.1-4; Gl 3.27), mas também fazem referência a eventos como o dilúvio e a travessia do mar vermelho (1 Co 10.1-5; 1Pe 3.20-21), em que famílias inteiras passaram pelas águas, incluindo alguns que posteriormente foram condenados. Não temos exemplos claros de filhos de crentes sendo batizados na infância, mas também não há relatos de filhos aguardando para serem batizados somente após sua profissão de fé quando mais velhos. Se não há uma instrução clara, precisamos nos perguntar o que seria mais natural para o público original dos tempos bíblicos: incluir ou não os filhos no batismo? 

Assim, a pergunta "quem deve ser batizado?" tem como pano de fundo uma pergunta mais fundamental: "quem faz parte do povo de Deus na nova aliança?" - afinal, o batismo é um sinal de participação no povo de Deus, a igreja. Alguns irmãos entendem que a igreja é (ou deve ser) composta apenas por crentes regenerados, e por isso se empenham em praticar o credobatismo (o batismo de crentes somente). Outros entendem que a igreja, assim como Israel no Antigo Testamento, inclui também os filhos dos crentes, e portanto praticam o pedobatismo (o batismo de infantes). Assim, podemos dizer que a raiz do debate está na relação entre Israel e a igreja, e, de maneira mais ampla, na relação entre as alianças de Deus no Antigo e Novo Testamentos. Isso nos leva ao primeiro ponto. 

A continuidade da aliança 


O pedobatismo reformado tem como base o ensino de que a nova aliança em Jesus é uma continuação da aliança que Deus fez com Abraão, quando prometeu a ele descendência, terra e bênção (Gn 12, 15, 17). A promessa de que em Abraão todas as famílias da terra seriam abençoadas (Gn 12.3) correspondia ao próprio evangelho (Gl 3.8) e era fundamentalmente sobre Jesus (v. 15). A salvação em Cristo é a bênção de Abraão chegando a nós (v. 14), de modo que somos filhos de Abraão e herdeiros da mesma promessa (v. 29). Fomos incluídos no mesmo povo e na mesma promessa que os israelitas (Ef 2.11-13; 3.6) e enxertados na mesma oliveira da qual eles faziam parte (Rm 11.17-24). Por isso os cristãos são chamados de verdadeiros judeus (Rm 2.29), filhos de Abraão (Rm 4.13-18; Gl 3.29), Israel de Deus (Gl 6.16), verdadeira circuncisão (Fp 3.3), povo especial de Deus (Tt 2.14) e nação santa (1Pe 2.9).

Isso significa que a passagem do Antigo Testamento para o Novo Testamento consiste em uma expansão das mesmas bênçãos e do mesmo povo: a terra prometida se estende para incluir toda a criação restaurada (Rm 4.13; Hb 11.9-10, 16), e a descendência numerosa passa a incluir pessoas de todas as nações. Se a expansão do conceito de "terra prometida" não exclui o seu aspecto material (afinal, teremos novos céus e nova terra), a expansão da noção de "descendência" também não deve ser puramente espiritual. O material e o espiritual sempre estiveram entrelaçados nas alianças bíblicas, conduzidos por uma promessa central: "eu serei o vosso Deus" (Gn 17.7; Ex 6.7; Lv 26.12; Jr 17.23; 31.34; 32.38; Ez 37.27; 2Co 6.16; Hb 8.12). A aliança abraâmica não dizia respeito apenas a bênçãos terrenas que apontavam para as bênçãos espirituais da nova aliança em Cristo. Ela tinha como sua própria substância a comunhão com Deus por meio de Jesus. Em outras palavras, a aliança abraâmica e a nova aliança são diferentes etapas de um mesmo relacionamento entre Deus e o seu povo. 

A membresia da aliança Esse relacionamento de aliança sempre incluiu os filhos dos participantes (Gn 17.7), e quando chegamos à nova aliança o padrão parece ser reafirmado: a nova aliança foi profetizada como bênção para descendências (Is 44.3; 54.10-13; 59.20-21; Jr 31.36-37; 32.37-40; Ez 37.25-27); Pedro anunciou a promessa "para vós e vossos filhos" (At 2.39); o batismo foi dado a famílias inteiras (At 16.14-15, 31; 18.8; 1Co 1.16); Paulo tratou os filhos de um cristão como santos (1Co 7.14) e os incluiu nas orientações à igreja, para obedecerem no Senhor e serem criados na instrução do Senhor (Ef 6.1-4; Cl 3.20; cf. Dt 6.7). Embora esses textos não mostrem explicitamente bebês sendo batizados, eles indicam que Deus continua trabalhando por meio de famílias ao longo das gerações (Ex 20.6; Dt 7.9; Sl 103.17; Lc 1.50). A salvação dos filhos não é garantida, mas eles são, em algum aspecto, incluídos na comunidade, privilégios e obrigações do pacto. 

Assim, embora a igreja invisível (conforme vista somente por Deus) seja formada somente por crentes regenerados, a igreja visível (conforme nós a vemos na história) inclui também alguns não convertidos. Assim como era em Israel (Rm 9.6), na igreja há pessoas que têm alguma ligação visível e pública com Cristo e seu povo, mas não são necessariamente salvas (Jo 15.5-6; Rm 11.21-22; 1Co 10.1-6; Hb 2.1-4; 3.7-4.11; 6.4-8; 10.26-31). São tratados como membros da aliança e do povo de Deus, legalmente sujeitos aos compromissos do pacto e, portanto, julgados com maior rigor (Hb 10.30; 1Pe 4.17). Na realidade, credobatistas e pedobatistas reconhecem essa distinção entre a igreja invisível e a igreja visível. A diferença é que, para os credobatistas, os descrentes na igreja visível não são membros do pacto em nenhum aspecto; já os pedobatistas creem que os descrentes na igreja são membros do pacto em seu aspecto exterior. 

E quanto à profecia de que na nova aliança "todos conheceriam a Deus" (Jr 31.31-34)? Credobatistas costumam apelar para esse texto em sua defesa de uma comunidade pactual formada somente por crentes regenerados. Três pontos devem ser considerados a respeito deste texto: 
  1. A nova aliança é colocada em contraste com a aliança do monte Sinai, feita após o Êxodo (v.32), e não com a aliança de Abraão (cf. Gl 3.15-29), então a base do argumento pedobatista (que está em Abraão, não em Moisés) permanece.

  2. A expressão "todos, do menor ao maior" (v. 34) não se refere a uma totalidade absoluta, mas a todos os tipos de pessoa (Jr 5.4-5; 6.13; 8.10; 9.3-6; 16.6), possivelmente se referindo ao sacerdócio universal dos crentes em Jesus, em contraste com o sacerdócio levítico (Hb 8-10). 

  3. Há um aspecto de "já e ainda não" comum nas profecias e alianças bíblicas, de modo que as bênçãos pactuais não se realizam de imediato, mas têm um aspecto de cumprimento futuro. Nós conhecemos a Deus, mas ainda de maneira parcial (1Co 13.12). Temos a lei no coração, mas ainda pecamos (1Jo 1.8). Somos perdoados, mas ainda precisamos pedir perdão (1Jo 1.9). Da mesma maneira, um dia teremos uma igreja totalmente pura, mas até que Cristo volte, ainda haverá crentes e descrentes na comunidade da aliança. 

O sinal da aliança


Se a membresia da igreja na nova aliança é semelhante à de Israel no Antigo Tratamento, incluindo os filhos na comunidade visível, então é natural que, assim como os israelitas recém-nascidos eram marcados com a circuncisão (Gn 17.9-12), os filhos de crentes na nova aliança sejam marcados com o batismo. Há um paralelo evidente entre a circuncisão e o batismo: ambos são sinais de participação no povo de Deus (Gn 17.10; Mt 28.19-20), ambos simbolizam a obra salvadora de Deus (Dt 30.6; Rm 4.11; At 2.38; 10.47; Rm 6.3-4; Gl 3.27; Cl 2.11-12; Tt 3.5) e ambos requerem uma vida de obediência e compromisso com Deus (Rm 2.25-27; 6.3-4; 1Co 7.19). A conversão do crente é chamada tanto de "circuncisão do coração" como de "batismo no Espírito Santo". Embora os dois ritos não sejam idênticos em todos os aspectos, podemos dizer seguramente que o batismo ocupa o lugar que antes era ocupado pela circuncisão

Credobatistas costumam argumentar que o substituto da circuncisão no Novo Testamento não é o batismo, e sim a regeneração (Rm 2.28-29; Gl 6.15; Fp 3.2-3). Mas o fato é que desde o Antigo Testamento a regeneração sempre foi apontada como significado da circuncisão (Dt 10.16; Jr 4.4; 9.25). Quando Paulo diz que a circuncisão física é insuficiente, ou que os verdadeiros filhos de Abraão são os da fé, ele não está falando de algo peculiar à nova aliança, está apenas reproduzindo o que já era ensinado pelos profetas. Não se trata de um contraste entre antigo e novo, e sim entre exterior e interior. Isso confirma que circuncisão e batismo são sinais externos de uma mesma realidade interna. Em ambos os casos, não há problema em aplicar um sinal de salvação pela fé aos filhinhos dos crentes - eles são parte da aliança e alvo das promessas de Deus, batizados na expectativa de que um dia responderão a essas promessas com fé. 

Em resumo: 

  1. A nova aliança é uma continuação da aliança abraâmica. (Gl 3.8, 13-14, 29; Ef 2.11-12; 3.6)

  2. A nova aliança, em continuidade com a aliança abraâmica, inclui os filhos em sua membresia. (Is 44.3; 54.13; At 2.38-39; 1Co 7.14; Ef 6.1-4

  3. O sinal de entrada na aliança abraâmica (a circuncisão) e o sinal de entrada na nova aliança (o batismo) têm o mesmo significado fundamental. (Gn 17.10; Dt 30.6; Rm 4.11; Cl 2.11-12)

  4. Portanto, assim como os filhos dos membros da aliança abraâmica eram inseridos na comunidade visível do pacto e marcados com a circuncisão, os filhos dos membros da nova aliança são incluídos na comunidade visível do pacto e marcados com o batismo. 

Leituras recomendadas: 


Perspectiva pedobatista: 

Perspectiva credobatista: 

"Os Infantes no Pacto da Graça"

(por Frank Brito)



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segunda-feira, 8 de junho de 2020

Quantas Raças Deus Criou? (por Dr. Tommy Mitchell)


Algumas pessoas acham que a Bíblia justifica suas atitudes racistas. Mas quando examinamos o que a Bíblia diz sobre a origem dos diferentes grupos de pessoas, encontramos uma estória diferente.

É fácil perceber que pessoas vêm em todas as formas e tamanhos. Algumas são baixas, outras altas, algumas têm cabelo ruivo, outras têm cabelos castanhos, algumas têm nariz grande . . . bem, já deu para ter uma ideia. É uma variedade surpreendente de pessoas.

A despeito desta variedade, tendemos a agrupar as pessoas de acordo com uma ou mais características físicas que tenham em comum. Estes grupos são frequentemente chamados de "raças", e as características que os definem, "características raciais".

Muitas pessoas tratam outras de maneira diferente, dependendo dessas supostas características raciais. Elas acreditam que essas diferenças são mais do que apenas a cor da pele e têm implicações para seu valor como seres humanos, e até para seu lugar na "escada evolutiva". Isto é justificável? Quantas "raças" de pessoas existem? Como elas surgiram, e essas diferenças justificam o preconceito?

Uma Base Bíblica

A Palavra de Deus resolve esta questão. Há apenas uma raça de pessoas. Isto é claro na história encontrada em Gênesis.

No início Deus criou o primeiro homem, Adão. Depois, Ele criou a primeira mulher, Eva, a partir de uma costela de Adão. Adão e Eva foram nossos pais originais, feitos à imagem de Deus. Todos os humanos têm sua origem nestas duas pessoas. Isto é plenamente claro em Gênesis 3:20, onde Adão diz que Eva era "a mãe de todos os viventes".

Então, se somos todos descendentes de Adão e Eva, deveríamos ser todos parecidos, certo? Como podemos explicar as diferenças entre as pessoas?

A Torre de Babel

Gênesis 11 descreve uma época quando os humanos se rebelaram contra Deus ao se fixarem em Babel e se recusarem a se espalhar pelo mundo. Por causa disto, Deus confundiu sua língua, e grupos de pessoas se separaram e se distanciaram uns dos outros.

Como consequência de Babel, os grupos de pessoas não poderiam se misturar facilmente. Eles se tornaram geneticamente isolados, significando que casavam e tinham filhos primariamente dentro de seu grupo particular. À medida que os anos se passaram, cada grupo desenvolveu sua própria cultura e maneiras de fazer as coisas. Com o isolamento genético, certos traços se tornaram mais proeminentes em cada grupo. Estas características étnicas são erroneamente consideradas características raciais; mas na realidade existe apenas uma raça: a raça humana. Todos esses povos eram simplesmente pessoas.

Cor da Pele

Usemos a cor da pele para ilustrar o processo.

O pigmento primariamente responsável pela cor da pele de cada um é a melanina. Em última análise, todos têm a mesma cor de pele—temos apenas tons de pele variados. As duas formas de melanina são eumelanina (de castanho para preto) e feomelanina (do vermelho para amarelo). Sua proporção determina o tom da pele.

Então, qual seria a causa de algumas pessoas terem uma pele escura enquanto a pele de outras é mais clara? Onde elas vivem faz diferença. Por exemplo, pele mais escura em pessoas que vivem em regiões próximas ao equador os protege da intensa luz solar, reduzindo seu risco de câncer de pele. Pessoas que vivem em latitudes mais altas, onde a luz solar é menos intensa, precisam de uma pele mais clara para produzir vitamina D eficientemente. Em cada caso, aqueles que tinham as características propícias à vida naquela região ali permaneceram e se reproduziram. Aqueles que não tinham as características adequadas ou se mudaram ou diminuíram em número até desaparecerem.

Ao longo de muitas gerações, essas características favoráveis seriam levadas avante no conjunto de genes, e as características menos favoráveis tenderiam a ser eliminadas. Assim, a variabilidade genética em populações isoladas diminui gradualmente. Logo, atualmente as pessoas de pele bem escura normalmente têm filhos com pele escura e as pessoas com pele bem clara normalmente têm filhos com pele clara.

Entretanto, as pessoas com tom de pele "moreno" frequentemente têm filhos com uma gama muito mais ampla de tons de pele. Por quê? Porque esses grupos de pessoas "morenas" ainda têm uma variabilidade genética significativa no que diz respeito ao tom da pele.


Com base em nosso entendimento sobre a herança do tom de pele, nós suspeitamos fortemente que Adão e Eva tinham pele de cor castanha. Isto daria a mais ampla gama de tons de pele em sua descendência, desde o bem claro até o bem escuro.


Características Raciais

Além dos tons de peles, outras características são usadas para distinguir um grupo de pessoas de outro. Elas incluem cabelo liso versus cacheado, a espessura dos lábios, e a forma das pálpebras. Estas características teriam se desenvolvido ou se tornado mais proeminentes em vários grupos isolados de pessoas ao longo de várias gerações.

Lamentavelmente, em vez de darmos glória a Deus pelas diferenças entre nós, nós, seres humanos caídos, usamos essas características com desculpa para julgar nosso semelhante. Por quê?

Evolução e Raça

O problema é que a maioria das pessoas, incluindo muitos cristãos, não baseia sua cosmovisão e valores na Bíblia. Em lugar disto, ignoram a verdade de Deus e adotam as ideias e valores do homem. Isto é sempre perigoso, mas pode ser mais destrutivo na área das origens do homem e suas implicações no comportamento social.

A visão mais proeminente sobre as origens é chamada evolução. De acordo com a cosmovisão evolucionista, os humanos evoluíram de um ancestral simiesco há milhões de anos. Infelizmente, muitos têm usado esta filosofia para ensinar que os diferentes grupos de pessoas evoluíram a velocidades distintas. Isto os permite considerar alguns grupos de pessoas "menos evoluídos" do que outras, e considerar algumas "raças" mais próximas dos macacos do que outras (sempre pondo sua própria raça no topo da escala, é claro).

Enquanto o pensamento evolucionista certamente intensifica atitudes racistas, a evolução não é a causa do racismo. A causa do racismo é o pecado. A desumanidade do homem para com o seu próximo tem existido desde a Queda. O primeiro pecado registrado após Adão tomar do fruto proibido foi o assassinato de Abel por seu irmão Caim; e uns poucos versos depois, no mesmo capítulo, Lameque se gaba de haver matado um homem.

Entretanto, a evolução tem sido usada como justificativa para o racismo. O falecido professor de Havard, Stephen Jay Gould, disse: "Argumentos biológicos em favor do racismo podem ter sido comuns antes de 1859 [ano em que A Origem das Espécies, de Darwin, foi publicado], mas eles aumentaram em ordens de magnitude depois da aceitação da teoria da evolução".

Genética moderna

Ideias evolucionistas sobre as raças, ensinadas por muitas décadas, estão agora tão arraigadas nos pensamentos de algumas pessoas que é quase impossível corrigir suas percepções erradas. Mas, na verdade, todos os seres humanos são plenamente humanos. Nenhum grupo de pessoas é menos evoluído do que outro. De fato, a diferença genética entre quaisquer duas pessoas é apenas cerca de um décimo de um por cento - insignificante, na melhor das hipóteses. Curiosamente, a variação genética entre pessoas dentro de um grupo étnico particular é frequentemente maior do que entre membros de diferentes grupos étnicos!

Os cientistas envolvidos com o mapeamento do genoma humano declararam que há apenas uma raça: a raça humana. Alguns até disseram que o termo "raça" não tem sentido.

Um Só Sangue

A Palavra de Deus é clara. Há apenas uma raça.

Atos 17:26 diz: "de um só fez toda a raça humana para habitar sobre toda a face da terra, havendo fixado os tempos previamente estabelecidos e os limites da sua habitação".

Podemos falar corretamente sobre grupos de pessoas, mas apenas com o entendimento que estes grupos representam o que a Bíblia se refere como "tribos" ou "nações". Os povos de fato têm heranças culturais e étnicas que podem ser honradas e celebradas.

Mas somos todos um só sangue. Mesmo em meio às nossas diferenças, somos todos iguais.

As Consequências

A ideia de raças nos traz uma pergunta séria: se há raças diferentes, então por qual raça Cristo morreu? A resposta tem consequências eternas.

Todos os seres humanos têm relação de parentesco. Todos nós podemos traçar de volta a nossa ascendência até o primeiro homem, Adão. Como descendentes de Adão, somos todos pecadores. Como pecadores, precisamos de um Salvador (Romanos 5:12).


Jesus Cristo, o ultimo Adão, nasceu como homem, como um descendente de Adão (1 Coríntios 15:45). Por causa de seu nascimento, Ele era apto para servir como nosso Redentor. Ele foi crucificado, morreu e ressuscitou. Ele venceu a morte, e aqueles que põem sua fé Nele não precisam temer a morte, porque herdam a vida eterna. "Pois, assim como em Adão todos morrem, assim também em Cristo todos serão vivificados" (1 Coríntios 15:22).


Extraído de: 
https://answersingenesis.org/pt/respostas/quantas-ra%C3%A7as-deus-criou/


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sexta-feira, 5 de junho de 2020

Como era Adão?? (por Ken Ham)


O primeiro homem tinha cabelos pretos, pele e olhos castanhos? Ele tinha um metro e oitenta e cinco de altura? Essas são perguntas que não podemos responder com certeza, porque não estávamos lá para ver Adão. No entanto, lendo Gênesis e munidos de conhecimentos científicos básicos podemos aprender muito sobre como provavelmente era Adão.


Adão tinha um umbigo?


Isso é algo que muitas vezes me perguntam. Na verdade eu acredito que podemos ter uma resposta definitiva aqui.

Seu umbigo é realmente uma cicatriz formada a partir da ligação através do cordão umbilical à sua mãe. Após o nascimento, o cordão foi cortado e, onde estava preso ao corpo, enrugou-se e formou uma cicatriz conhecida como umbigo. Se Adão não nasceu de uma mulher, ele não teria um cordão umbilical, portanto nenhuma cicatriz e, portanto, nenhum umbigo.


Adão foi o PRIMEIRO HOMEM


Agora pense em Adão. Ele nasceu da mesma maneira que você ou eu? Certamente não. Ele foi feito diretamente por Deus do pó da Terra.

Em Gênesis 2:7, lemos: "E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou em suas narinas o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente."

Adão não nasceu de uma mulher. Ele foi o primeiro humano. Em 1 Coríntios 15:45, lemos: "Assim está também escrito: O primeiro homem, Adão, foi feito em alma vivente". Adão foi o primeiro homem.

A propósito, este é um ponto importante, não havia outros seres humanos feitos ao lado de Adão.


Adão teve a PRIMEIRA OPERAÇÃO


Considere Gênesis 2:21-22,
"Então o Senhor Deus fez cair um sono pesado sobre Adão, e este adormeceu; e tomou uma das suas costelas, e cerrou a carne em seu lugar;E da costela que o Senhor Deus tomou do homem, formou uma mulher, e trouxe-a a Adão."
Gênesis 3:20 declara:
"E chamou Adão o nome de sua mulher Eva; porquanto era a mãe de todos os viventes."
A primeira mulher (a primeira esposa) foi feita diretamente de uma parte de Adão. Ela também não nasceu de uma mulher. Adão e Eva eram únicos. Nenhum deles teria um umbigo. Quando você pensa a respeito, isso seria uma tremendo testemunho para todos que os viram enquanto estavam vivos. Eles tinham evidências de que eram as duas primeiras pessoas.


Adão tinha uma costela a menos que Eva?


Muitas vezes, as pessoas me perguntam, depois de ler a passagem sobre a criação da mulher, por que os homens não têm menos uma costela do que as mulheres se Deus fez Eva do lado de Adão (ou costela). A maneira como respondo a isso é: Se um homem sofreu um acidente e sua perna foi amputada como resultado, e então ele se casou e teve filhos, todos os seus filhos teriam apenas uma perna?

Claro que não! Isso ocorre porque as instruções de como somos construídos estão contidas no DNA no núcleo de nossas células - em nossos genes. Quando Deus tirou parte de Adão para fazer Eva, Ele não mudou os genes de Adão. Toda a informação nos genes de Adão ainda estava lá.


Adão foi o PRIMEIRO MARIDO


Eva foi feita especialmente para Adão. Este foi o primeiro casamento. É por isso que Jesus em Mateus 19:4-6 lembrou às pessoas que o significado do casamento depende da origem do casamento - e o primeiro casamento é em Gênesis:
"Ele, porém, respondendo, disse-lhes: Não tendes lido que aquele que os fez no princípio macho e fêmea os fez,E disse: Portanto, deixará o homem pai e mãe, e se unirá a sua mulher, e serão dois numa só carne?Assim não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem."

Adão foi o primeiro agricultor


Em Gênesis 2:15, lemos: "E tomou o Senhor Deus o homem, e o pôs no jardim do Éden para o lavrar e o guardar". Adão, o primeiro homem, foi instruído a trabalhar e a cuidar do jardim que Deus havia criado.

Isso não teria sido uma tarefa árdua. Isso teria sido uma alegria para Adão. Este era um jardim perfeito. Não havia espinhos e cardos, pois eles não vieram até depois que Deus amaldiçoou a Terra. E porque tudo que Deus havia feito era "muito bom" (Gênesis 1:31), Adão, as plantas, o jardim e, de fato, tudo, teriam sido perfeitos.

Quão diferente isso é para o mundo de hoje. Como hoje é diferente cuidar de jardins e agricultura!


Adão foi o PRIMEIRO TAXONOMISTA


Dizem-nos que Adão nomeou muitos dos animais, Gênesis 2:19-20:
"Havendo, pois, o Senhor Deus formado da terra todo o animal do campo, e toda a ave dos céus, os trouxe a Adão, para este ver como lhes chamaria; e tudo o que Adão chamou a toda a alma vivente, isso foi o seu nome.E Adão pôs os nomes a todo o gado, e às aves dos céus, e a todo o animal do campo; mas para o homem não se achava ajudadora idônea."
O homem sempre deu nomes às coisas. Os cientistas que dão nomes aos diferentes animais e plantas são chamados taxonomistas. Quem estuda taxonomia sabe como é difícil lembrar de todos esses nomes. Adão não teria esse problema porque foi aperfeiçoado. Ele teria sido tão inteligente quanto o homem poderia ser.


Adão foi o PRIMEIRO GÊNIO


A propósito, para nomear os animais, Adão deve ter sido capaz de falar. Ele deve ter tido uma linguagem complexa desde o início. Ele nem precisou aprender a falar como precisamos. Ele foi feito como um ser humano maduro.

Quão diferente foi para Adão. Ele despertou após a sua criação, um ser consciente, totalmente formado, capaz de se comunicar e entender.

Você já pensou no fato de que Adão não viu Deus fazê-lo? A evidência que Deus criou estava ao redor de Adão. Adão nem viu Deus fazer Eva. Isso significa que Adão tinha que ter fé na Palavra de Deus a respeito de onde ele veio, assim como nós temos que ter fé hoje. Mas, assim como Adão, temos muitas evidências de que Deus criou exatamente da maneira que Sua Palavra declara.

Algumas pessoas pensam que, como Adão teve que nomear todos esses animais no sexto dia da criação, esse não poderia ter sido um dia comum. Eles acham que deve ter sido um longo período de tempo. Costuma-me dizer que não há como alguém definir todos os nomes em um dia. No entanto, as pessoas que dizem isso geralmente pensam que, como não podiam nomear e lembrar de todos os nomes, Adão também não.

A Bíblia, porém, nos diz que o primeiro homem Adão se rebelou contra Deus e o pecado veio ao mundo. Desde então, a Criação está desmoronando. Atualmente, além de não existirem humanos perfeitos no mundo, todos têm muitos erros em seus genes (defeitos mutacionais ou erros de cópia que se acumulam lentamente na raça humana).

O primeiro homem não cometia erros quando foi formado - ele era perfeito.

Acho que podemos vislumbrar (olhando vagamente através de um copo, por assim dizer) como Adão era observando certas pessoas hoje. Eu conheci pessoas que têm memórias fotográficas, outras que são artistas brilhantes. Eu li sobre pessoas que podem tocar instrumentos musicais de maneira brilhante desde muito cedo, como Mozart. Outros podem fazer cálculos matemáticos extremamente complexos que até os computadores avançados levam tempo para realizar.

Se colocarmos todos esses talentos, e muito mais, em uma pessoa, acho que estamos chegando perto do que Adão era. Quase faz você se sentir deprimido(a), não é?

Temos que perceber que Adão era muito mais inteligente do que nós. Somos informados de que não usamos muito do poder do cérebro. Imagine um humano que poderia usar todo o seu poder cerebral. Certamente não foi um problema para Adão nomear e lembrar dos animais em um dia.


Adão tinha pele marrom?


Não podemos ter certeza, mas suspeito que Adão tenha uma cor de pele marrom-média. Todos os seres humanos têm a mesma cor de pele. Temos um pigmento chamado melanina. Se temos muito desse pigmento, somos muito escuros (até negros). Se não temos muito desse pigmento, somos muito justos ('brancos').

Em The Answers, é explicado que, de duas pessoas que possuem a combinação certa de genes dominantes e recessivos para a quantidade de melanina, todas as tonalidades de cor em humanos podem surgir. Assim, se Adão e Eva fossem de uma cor marrom-média, todos os tons de 'negro' a 'branco' poderiam ser explicados em seus filhos e nas gerações futuras. Pela mesma razão, Adão e Eva provavelmente tinham olhos castanhos e cabelos escuros.

De maneira semelhante, se Adão tivesse o grupo sanguíneo 'A' e Eva o grupo sanguíneo 'B', todos os grupos sanguíneos 'ABO' (A, AB, B, O) poderiam surgir.


Adão foi o PRIMEIRO PAI


Gênesis 5:4 nos diz que Adão e Eva tiveram muitos filhos e filhas. A tradição judaica diz que eles tiveram 56 filhos no total! Lembre-se de que Adão viveu 930 anos (Gênesis 5:5).

Se Adão e Eva foram os primeiros humanos, e todas as pessoas desceram deles (Atos 17:26, 'E de um só sangue fez toda a geração dos homens ...'), então em algum lugar os irmãos tiveram que se casar com irmãs. (Isso também é explicado em detalhes no The Answers Book).


Adão foi o PRIMEIRO PECADOR


Foi dito a Adão que ele não podia comer da árvore do conhecimento do bem e do mal (Gênesis 2:17). Portanto, se Adão - sendo o líder da raça humana - desobedecesse, todos os seus descendentes teriam que sofrer as consequências.

Eva pegou a fruta e comeu, e deu para o marido, Adão, que estava com ela, e ele também comeu.

Embora Eva tenha sido tentada pela serpente e comido primeiro o fruto proibido, Adão foi quem trouxe o pecado ao mundo, porque ele era o chefe da raça humana e aquele a quem o mandamento primeiro foi dado.

Romanos 5:12 declara: Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram.

Por causa desse pecado de se rebelar contra a lei de Deus, Deus amaldiçoou a terra (Gênesis 3:17), fez surgir espinhos e cardos (Gênesis 3:1,8) e introduziu a morte no mundo - Adão e Eva morreram espiritualmente, e começaram a morrer fisicamente.

A primeira morte física registrada é a de pelo menos um animal quando "E fez o Senhor Deus a Adão e à sua mulher túnicas de peles, e os vestiu". Deus matou um animal, derramou sangue e deu uma cobertura a Adão e Eva. Esta é uma bela figura de algo especial por vir - que o sangue derramado seria uma cobertura por causa do pecado.

Hebreus 9:22 declara que "e sem derramamento de sangue não há remissão". Deus requer derramamento de sangue para remissão dos pecados. No entanto, o sangue de touros e cabras não era bom o suficiente. Porque um homem trouxe o pecado ao mundo, ele precisava expiar - mas tinha que ser um homem perfeito. Se todos os descendentes de Adão agora sofriam de pecado, como isso poderia ser realizado?


O primeiro Adão precisou de um "Último Adão"


Deus providenciou um segundo Adão - um Adão perfeito que poderia ser o sacrifício perfeito. O próprio Deus veio à Terra como homem.

Jesus Cristo, o segundo membro da Trindade, nasceu de uma mulher para se tornar homem, para que o sacrifício perfeito pudesse ser feito. Jesus era Deus, mas também era homem como Deus projetou que o homem fosse - sem pecado. Ele foi crucificado na cruz do Calvário. Ele derramou Seu sangue e pagou a penalidade por nossos pecados, e ressuscitou dentre os mortos, vencendo a morte, o julgamento que Deus havia trazido ao homem por causa do pecado.

É por isso que Paulo diz em 1 Coríntios 15:20-22:
"Mas de fato Cristo ressuscitou dentre os mortos, e foi feito as primícias dos que dormem.Porque assim como a morte veio por um homem, também a ressurreição dos mortos veio por um homem.Porque, assim como todos morrem em Adão, assim também todos serão vivificados em Cristo."

Lemos mais em 1 Coríntios 15:45-47:
"Assim está também escrito: O primeiro homem, Adão, foi feito em alma vivente; o último Adão em espírito vivificante.Mas não é primeiro o espiritual, senão o natural; depois o espiritual.O primeiro homem, da terra, é terreno; o segundo homem, o Senhor, é do céu."

I Coríntios 15:26 declara: "Ora, o último inimigo que há de ser aniquilado é a morte." A morte é tragada pela vitória, diz Paulo. E podemos dizer com ele: "Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Onde está, ó inferno, a tua vitória?" (1 Coríntios 15:55). Cristo pagou a penalidade. O último Adão venceu a morte e forneceu um meio de libertação desde a primeira queda de Adão no pecado, resultando em separação de Deus.


Traduzido livremente de:


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quarta-feira, 3 de junho de 2020

Gênios, Não Broncos! (por Ken Ham)


Durante meus muitos anos viajando e palestrando, tenho percebido que até muitos cristãos (a maioria inadvertidamente) têm adotado uma visão evolucionista a respeito da inteligência e das façanhas do homem ao longo dos milênios.
O nome de seu irmão era Jubal, que foi o pai de todos os que tocam harpa e flauta. Zilá também deu à luz um filho, Tubalcaim, fabricante de todo instrumento cortante de cobre e de ferro. 
(Gênesis 4:21–22)
Durante meus muitos anos viajando e palestrando, tenho percebido que até muitos cristãos (a maioria inadvertidamente) têm adotado uma visão evolucionista a respeito da inteligência e das façanhas do homem ao longo dos milênios.

Por causa do mundo tecnologicamente avançado em que vivemos, com smartphones que se conectam ao mundo de maneiras surpreendentes, aviões a jato, e sondas espaciais que pousam em Marte, frequentemente pensamos que somos muito mais inteligentes hoje do que nossos ancestrais que viveram há centenas ou milhares de anos. A maioria de nós tende a achar que os povos das sociedades antigas eram um tanto “primitivos”.

Nós lemos que nas décadas e séculos depois que os primeiros humanos (Adão e Eva) foram criados por Deus, as pessoas inventaram e tocaram instrumentos musicais. E do verso acima, sabemos que havia pessoas talentosas que trabalharam com bronze e ferro antes do Dilúvio.

Agora, Gênesis 4 não nos dá muitos detalhes, mas esta seção da Bíblia nos conta que aquelas pessoas tinham um alto grau de sofisticação em certas tecnologias. Eu mesmo sei que minhas habilidades não chegam sequer perto daquelas!

A tecnologia fantástica que usufruímos hoje é o resultado de uma acumulação do conhecimento obtido ao longo dos últimos séculos. Pense quão longe a tecnologia avançou em apenas 200 anos! Os primórdios das tecnologias para construir automóveis remontam ao final do século XVII e início do século XVIII, e aviões foram inventados há pouco mais de 100 anos.

O Gênio das Pessoas Antes e Depois do Dilúvio

Frequentemente, tento imaginar o que muitas pessoas devem ter inventado até a época de Noé, há cerca de 4.400 anos (cerca de 1.600 anos depois da Criação). Quem pode dizer quais coisas extraordinárias foram criadas por gênios quando Noé estava construindo a grande Arca? Essas são questões com as quais estamos lidando enquanto projetamos o nosso Ark Encounter.

Depois do dilúvio global, teria havido uma perda catastrófica de tecnologia. E não sabemos quais tipos de itens de tecnologia, ferramentas, e máquinas foram levadas por Noé a bordo da Arca. Mas depois do dilúvio, e à medida que as pessoas aumentaram em número sobre a Terra, não há dúvida de que a tecnologia mais uma vez explodiu.

O presidente do conselho do AiG (Respostas em Gênesis), pastor Don Landis, junto com um time de pesquisadores, reuniu cuidadosamente algumas informações intrigantes, de todo o mundo, que revelam como povos da antiguidade, que remontam a milhares de anos, eram altamente habilidosos e inventivos. Eles publicaram suas descobertas em um livro fascinante intitulado The Genius of Ancient Man (O Gênio do Homem da Antiguidade).

Primitivo ou Avançado?

De uma perspectiva evolucionista, a maioria das pessoas hoje acredita que o homem antigo originalmente se comunicava por meio de grunhidos, terminou desenvolvendo a linguagem e, depois, ao longo do tempo, foi da fabricação de itens “primitivos” (isto é, ferramentas de pedra) até o trabalho com bronze e ferro. Mas a evidência que Don e seus pesquisadores reuniram de todo o globo refuta essa falsa visão evolucionista da história do homem.
A BÍBLIA, A HISTÓRIA VERDADEIRA DO UNIVERSO, REVELOU ESSA VERDADE PARA NÓS EM GÊNESIS.
Em vez disso, a evidência que eles coletaram confirma o que esperaríamos encontrar com base na leitura da Palavra de Deus acerca do mundo: humanos eram altamente inteligentes desde o início e poderiam rapidamente obter conhecimento para criar tecnologia sofisticada. A Bíblia, a história verdadeira do universo, revelou essa verdade para nós em Gênesis.

Certamente houve momentos em que guerras, catástrofes ou talvez o próprio julgamento de Deus sobre rebelião iníqua tenham prejudicado o conhecimento e a criatividade. Algum conhecimento acumulado teria sido perdido. Mas depois, os humanos começariam a acumular informação que lhes permitia serem criativos mais uma vez e desenvolver novas tecnologias.

Não só é fascinante aprender sobre as realizações incríveis do homem do passado (pense nas notáveis pirâmides do Egito), mas também há algo mais importante a aprender: a mensagem vital sobre a rebelião contínua do homem contra seu Criador. Enquanto vemos nações permanecerem no caminho da rebelião iníqua contra Aquele que criou todas as coisas e que nos tem, devemos ser lembrados que Deus providenciou um caminho de salvação do nosso pecado e um resgate da separação eterna de Deus.

Extraído de: 


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quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

Abraham Kuyper: "A escola pertence aos pais"


Durante o início e o meio do século 19, a visão de que as crianças pertenciam em primeiro lugar ao Estado estava se espalhando entre muitos líderes de escolas, tanto no nível nacional quanto no municipal. As crianças foram consideradas indivíduos que mantinham relação direta com o Estado sem a mediação da família. Obviamente, a família cuidava dos cuidados físicos das crianças, mas a mente da criança devia ser formada pelo Estado. Pode ser bastante difícil imaginar o poder dessa doutrina e a oposição feroz que encontrou entre as famílias pobres e religiosas.

Muitos pais sentiram um horror instintivo com a perspectiva de enviar seus filhos para uma escola onde um Estado poderoso os ensinaria a pensar e acreditar. Não é de admirar que alguns pais mantivessem seus filhos em casa, em vez de se submeterem ao que eles acreditavam ser doutrinação.

Embora o Estado tenha interesse na educação de seus cidadãos, não tem a responsabilidade de gerenciar ou direcionar essa educação

Em contrapartida, o teólogo e estadista holandês Abraham Kuyper (1837-1920) e o Partido Anti-Revolucionário acreditavam que as crianças pertencem principalmente aos pais, cujo dever e direito é nutri-las e educá-las de acordo com suas mais profundas crenças. Embora o Estado tenha interesse na educação de seus cidadãos, não tem a responsabilidade de gerenciar ou direcionar essa educação:
O pai é a única pessoa legal, chamada pela natureza e chamada para essa tarefa, para determinar a escolha da escola para o filho. Para isso, devemos nos manter firmes. Essa é a principal verdade em toda a questão das escolas. Se existe algum axioma na área da educação, é esse. (…) Os direitos dos pais devem ser vistos como um direito soberano nesse sentido, que não é delegado por nenhuma outra autoridade, que é inerente à paternidade e à maternidade, e que é dado diretamente por Deus ao pai e à mãe.
Kuyper também argumentou que a educação saudável de uma criança contava com o que já estava dentro dela, que poderia ser mais claramente discernido pelos pais do que por qualquer outra pessoa. Ele argumentou que o espírito dos pais era geralmente também o espírito da criança. Com isso, ele quis dizer que a "direção" do coração de uma criança (suas próprias crenças centrais, entendidas ainda ou não) estava geralmente em harmonia com a de seus pais. Havia uma harmonia intergeracional que era importante para reconhecer e respeitar o melhor tipo de aprendizado a ocorrer. Uma escola secular era simplesmente incapaz de educar as crianças batizadas em harmonia com a raiz de seu ser:
A nutrição moral e religiosa da criança só pode ter sucesso quando começamos buscando as inclinações e tendências dentro da criança e trazendo-as à consciência. E isso só podemos medir de acordo com o que está em nós. Assim como uma mãe amamenta seu bebê no seio, também com essa nutrição, nossa própria consciência deve nos ensinar que consciência está em nosso filho. (...) Deve ser nossa própria consciência e vida que damos como alimento para nossos filhos. Isso diz respeito à continuidade de princípios das gerações. O que você acha estranho, você não pode dar ao seu filho. (...) A provisão dessa necessidade só pode ser dada quando o tesouro da vida moral e religiosa que está no coração do pai é transferido para o coração da criança.

O coração da luta

Por fim, Kuyper defendeu os direitos dos pais na educação porque entendeu que a insistência estatal em controlar a direção das escolas é um uso injustificável da força estatal, em um esforço para sustentar suas posições de poder. Esse era o coração da resistência à liberdade de educação, insistiu ele. Se os pais tivessem permissão de estabelecer suas próprias escolas e permitissem enviar seus filhos para eles, os liberais perderiam o controle, não apenas da educação, mas também no Parlamento, nas universidades, na mídia e até nas igrejas.

Quatro anos antes do culminar da luta escolar com a aprovação da emenda constitucional, Kuyper continuou a comunicar o que ele entendia ter sido o coração da luta. Os liberais radicalizados, ele diz,
... não se contentavam em criar seus próprios filhos como liberais de sangue puro, desde que os filhos de seu vizinho (que excederam o número de filhos em dez por cento) fossem criados de maneira oposta. E, portanto, a escola estatal deles tinha que alcançar toda a terra e ter muito mais poder. Somente [... por meio da] a escola estatal liberal em que eles deram o tom e inspiraram todas as pessoas com esse tom, era o lugar deles em nossa terra segura. … Como a criança deve ser nutrida? A resposta a essa pergunta determina a sina de todo o nosso povo no futuro. Agora dizemos que você deve fazer a Deus essa pergunta e o o que Ele diz em Sua Palavra que os pais são os primeiros responsáveis pelos filhos. (...) Mas os trabalhadores da nova cultura moderna não querem ouvir nada sobre esse direito parental.
Eles são dirigidos por uma sabedoria pagã como Platão. A criança é de responsabilidade do Estado, - acredita ele -, e não dos pais. Você deve confiar a educação de seu filho aos professores que eles escolherem. (...) Eles têm tanto medo da verdadeira liberdade quanto da morte. (...) Portanto, como diz o velho ditado: “Afastem-se de nossos filhos!
Curiosamente, Kuyper também alegou que os direitos dos pais também eram limitados pela natureza da escolaridade. Em 30 de novembro de 1896, Kuyper escreveu um artigo interessante no qual enfatizou que o lema anti-revolucionário "A escola pertence aos pais" não deve ser entendido como conceder aos pais o direito à soberania dentro da escola. A escola era uma esfera independente na qual os educadores exerciam seu chamado sob Deus e em submissão à visão de mundo delegada pelo conselho. Os pais tinham o direito fundamental de estabelecer escolas de acordo com sua visão de mundo e escolher livremente entre essas escolas, mas, na maioria dos casos, não era seu dever determinar as especificidades do currículo.

O currículo precisava ser elaborado por aqueles que haviam passado anos desenvolvendo discernimento sobre a melhor forma de ensinar a partir da vida de suas crenças comuns compartilhadas. Havia questões de pedagogia que eram cruciais para uma educação de qualidade, como mencionei acima. Na maioria dos casos, essas pessoas eram os professores, não os pais. Portanto, embora acreditasse que as escolas deveriam ser criadas pelos pais de acordo com as regras para fundações sem fins lucrativos, ele não considerava as escolas sujeitas aos pais em todos os assuntos. Os educadores prestavam contas aos pais pela visão de mundo que ensinavam, mas não pela maneira como faziam isso. A escola era uma esfera separada que era diretamente responsável perante Deus. Ele expressou seu desapontamento ao ver que em algumas escolas gratuitas os pais consideravam os professores nomeados subordinados e se recusavam a conceder-lhes o respeito e a autoridade adequados ao seu chamado.

Direitos da Igreja

Humanamente falando, a continuidade da igreja de Cristo universal (a comunhão de todos aqueles em todos os países e em todos os tempos que depositaram sua confiança somente em Cristo) exige que cada nova geração absorva o sangue vital espiritual, moral e intelectual do cristianismo. Era direito de cada igreja, portanto, exigir que todos os pais criassem seus filhos como cristãos em pensamentos, palavras e ações. Nas igrejas católicas e calvinistas, essa responsabilidade é expressa no sacramento do batismo infantil. A doutrina calvinista ensinou que o batismo de crianças era o reconhecimento público de que esse filho da aliança foi designado para glorificar a Deus como membro de sua igreja. Antes de uma criança ser batizada nas igrejas reformadas, os pais eram visitados pelo ministro ou pelo ancião para verificar se levavam a sério a educação de seus filhos na fé. Na cerimônia de batismo, os pais faziam um voto obrigatório de criar os filhos com temor e admoestação do Senhor, um voto considerado tão santo quanto o voto do casamento.

Kuyper argumentou que o cumprimento desses votos exigia que os pais dessem aos filhos uma educação distintamente cristã:
Pelas crianças receberem o santo batismo, a igreja tem o dever de garantir que os requisitos educacionais para o batismo sejam cumpridos e de que a educação da criança não seja unilateral, ensinando apenas na graça comum, mas também fazer justiça aos laços da criança com a graça particular.
O batismo e a escola pertencem, de longe, à maior parte do nosso povo, e você ouviu o que uma matriz anticristã e antinacional incontável de professores socialistas e incrédulos tenta pressionar o coração da criança. Isso pode mas não deve permanecer assim.
A esse respeito, Kuyper também argumentou que a igreja tinha um direito válido de corrigir e disciplinar os pais que negligenciavam seu dever de criar seus filhos em uma cosmovisão cristã. Ele também foi rápido em reconhecer que essa autoridade estava limitada à submissão contínua dos pais à própria igreja:
A igreja obriga o pai, por meio de promessas muito positivas e claramente definidas, feitas na presença de testemunhas, de que ele criará o filho, para sua satisfação, em sua doutrina, desse modo, em toda a sua abordagem da vida e do mundo. Certamente devemos admitir, para acalmar a consciência, que tais promessas são vinculativas apenas enquanto o pai permanecer membro da igreja.
Kuyper acreditava que as escolas que reconheciam e articulavam suas crenças centrais preparariam melhor os jovens para a tarefa de influenciar a sociedade para o bem comum. Ele argumentou que todos os cristãos eram chamados a ser sal e luz (Mateus 5:13-16) na sociedade, pessoas que influenciavam a nação em direção a altos padrões de moralidade, à preservação de suas liberdades constitucionais, ao desenvolvimento dos empreendimentos, às artes e estudos, bem como influenciar seus vizinhos através de seu amor. Ele ficou triste por haver tão poucas escolas cristãs, mas ficou igualmente triste quando as escolas cristãs negligenciaram a sabedoria da graça comum e se concentraram exclusivamente no treinamento religioso, deixando seus alunos mal equipados para participação influente na sociedade.

Este comentário foi extraído da introdução de Wendy Naylor no livro "ON Education" de Abraham Kuyper (Lexham Press e Acton Institute, 2019), editado por Naylor e Harry Van Dyke.

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