domingo, 18 de fevereiro de 2018

Acaso, o Programador Sênior


É comum e cada vez mais popular a defesa aberta da ideia de que os seres, o mundo e o próprio universo não sejam frutos da obra de uma mente criativa, mas sim de processos conduzidos pelo acaso. Para tal, assumem verdades que não podem ser provadas, mas que acham mais coerentes que a narrativa de um Ser Criador, Atemporal, Sempiterno, Onipotente, Onisciente e Onipresente.

O que mais me intriga é pensar que muitos daqueles que dizem ter afeição à Lógica, acabam sendo ludibriados por teorias filosóficas com roupagem científica e passam a crer em tais coisas, que não podem ser comprovadas pelo empirismo que o discurso de "descrença" no transcendente exige.

Alguns afirmam que é "fácil" demais assumir a crença em um Criador plenamente poderoso e que isso é uma desculpa para responder os grandes enigmas do universo, mas isso não passa de falácia. Na verdade, crer que o acaso pode gerar o grau de complexidade presente no nosso universo é que é uma saída fácil (e frágil) para os problemas. 
Um crente sensato, não nega a importância da Ciência para se buscar respostas, mas a grande diferença é que, apesar de assumir seus pressupostos em suas posições da mesma forma que céticos (em Deus) tem os seus, o ponto de partida dos pressupostos cristãos é a própria Palavra do Criador e não qualquer outro fator que O despreze. Desta forma, a Ciência serve como instrumento para investigar e confirmar aquilo já revelado, de forma a esclarecer mais ainda aquilo que a Palavra de Deus não teve o propósito de explicar à exaustão. E a humildade os leva a crer que nem tudo pode ser descoberto (Deuteronômio 29:29).
Em resumo, esse crente sabe que nem tudo poderá ser explicado, mas que o instrumento da Ciência, bem utilizado, só trará benefícios.

Mas voltando à contradição do casualismo, quero dar um exemplo "tecnológico" do quanto isso é absurdo.
Em 2005 tive meus primeiros contatos profissionais com lógica de programação, aprimorando a mesma com o aprendizado da linguagem Java a partir de 2010 e aplicando em Jogos Digitais (com linguagem C) a partir de 2016. Desde o começo, mas principalmente depois do contato com a confecção de um jogo, o pensamento sobre a insensatez dos "crentes" na "aleatoriedade criativa" começou a me intrigar mais..

A programação de um jogo consiste basicamente em criar um ou mais loops (repetições) que determinam o escopo de acontecimentos possíveis nele. Enquanto as condições para manutenção desse loop existirem, o jogo continua; do contrário é reiniciado ou fechado.
Ex.: Enquanto a quantidade de vidas for maior que 0 (zero), ou enquanto o usuário não apertar alguma tecla ou botão para sair, e assim por diante.
Por isso mesmo, a programação exige a existência do WHILE (enquanto) ou comandos similares para que tudo aquilo que ele engloba seja feito somente se as condições forem atendidas.

Mas para definir as interações do usuário com o jogo até mesmo os eventos automatizados no interior do jogo, o programador também se utilizará de comandos que checam variáveis de forma imediata para executar ou não determinados acontecimentos ou ações no jogo.
Ex.: Se o jogador apertar o botão, o personagem pula.
Para isso o programador precisará usar comandos como o IF (se) ou algo similar.

A variação na escrita dos comandos se dá conforme a Linguagem de Programação utilizada. Ou seja, apesar de haver uma Lógica que é Universal, a ponto de ser compreendida pelo programador e pela máquina (quando convertida em linguagem computacional), existem diferentes formas de se efetuar essa comunicação.
Isso se dá porque é necessário que o computador entenda o que queremos dizer, e para isso, o compilador converte o código escrito em algo que a máquina compreende e executa. A linguagem é então a forma de escrita que conhecemos e que o compilador traduz para a máquina.

Também vale dizer que o processo de programação envolve não somente o conhecimento da lógica e da linguagem, mas inclui também o conhecimento prévio de todas as possibilidades que tal sistema deve abranger. Todas as condições devem ser previstas pelo programador, sendo que sua programação é o que de fato torna possível que elas ocorram ou sejam controladas quando acontecerem.

Complexo tudo isso??

Agora tente imaginar um jogo ou sistema (pode ser do mais simples até o mais complexo que você conhece) sendo feito sem utilização de alguma linguagem de programação ou algoritmo simples. Ou mais ainda, imagine o tal jogo ou sistema ser gerado sem uma linha de código ou comando inteligente qualquer. Sem lógica aplicada.

Loucura??
Concordo.

Mas é isso que céticos ao criacionismo creem.
As únicas alternativas são: crer que o tal sistema sempre existiu ou crer que o início desconhecido sem Lógica aplicada gerou consecutivamente tudo o que há hoje (sem poder explicar como). No segundo caso, seria como assumir que o melhor programador da história é o acaso (o que a meu ver seria uma forma de rebaixar todos os programadores.. rs).

Se você tem conhecimentos na área, faça o teste: Tente criar um sistema funcional sem projetá-lo, sem estruturá-lo, sem usar comandos. Em resumo: tente criar um sistema sem pensar.

Não dá, né??

Então como 'engolir' que um sistema tão complexo quanto nosso universo possa ter sido gerado pelo/ao acaso, despropositadamente??


E por qual razão alguém "amante da lógica" creria que a matéria, tempo e espaço, e todas as leis que os regem sempre existiram, mas taxaria de "ilógico" que um Criador Todo-Poderoso e Onisciente tenha sido o responsável pela "programação" desse universo??

Se alguém souber, me avise.




Leitura e vídeos recomendados:

Ateísmo: Uma Cosmovisão Irracional

Moralidade e a irracionalidade de uma Cosmovisão Evolucionista




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segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Dia da Bastilha e Por que os Cristãos não devem Comemorar a Revolução Francesa (por Peter Hammond)


Bastilha

O 14 de julho é celebrado na França como a Celebração Nacional Francesa. Comemora a tomada da Bastilha e a instauração da Revolução Francesa.


Este artigo pode ser visto em PowerPoint aqui.


Um tempo de turbulência

A Revolução Francesa foi um dos eventos mais influentes da história moderna. O período de dez anos de 1789 a 1799, quando a França passou de uma Monarquia a uma República, a um Reinado de Terror e à Ditadura, foi um dos tempos mais tumultuosos da história Européia.

Mito e Realidade

Muitos mitos e lendas românticas foram escritas sobre o que alguns políticos gostariam que a Revolução Francesa tivesse sido, mas a realidade é que a Revolução Francesa foi um horror monstruoso. Em nome da "liberdade, igualdade, fraternidade ou morte" mais de 40.000 pessoas foram decaptadas em guilhotinas, 300.000 pessoas foram executadas publicamente por esquadrões de tiro, afogamentos e outros métodos de assassinato em massa e, finalmente, muitos milhões morreram nos 25 anos de guerra e revoltas que resultaram dela.

O Protótipo de Revolução

A Revolução Francesa tem sido a inspiração e modelo para todas as revoluções socialistas e comunistas na história moderna.

Design Deliberado

Lord Acton em suas Leituras sobre a Revolução Francesa observou: "O espantoso na Revolução Francesa não é o tumulto, mas o design. Atravessando todo o fogo e a fumaça, percebemos a evidência da organização calculista. Os administradores permanecem cuidadosamente escondidos e mascarados; mas não há dúvida sobre sua presença desde o começo."

Ferramentas da Revolução

As ferramentas da Revolução Francesa foram: a informação, a propaganda, a subversão da linguagem, a maldade, a inveja, o ódio, o ciúme, o assassinato em massa e o aventureirismo militar estrangeiro como desvio para dispersar as massas em relação ao fracasso do governo. Essas ferramentas foram implementadas por revolucionários mais modernos: Vladimir Lênin, Trotsky, Joseph Stalin, Mao Tse Tung, Fidel Castro, Che Guevara, Patrice Lumumba, Nicolai Ceausescu, Pol Pot, Ho Chi Minh e Robert Mugabe.

Ideias Revolucionárias

O poder louco e desencantado continuou a louvar a Revolução Francesa e a tentar replicar seus ideais em revoluções distantes, como a Rússia, China, Cuba, Coréia do Norte, Vietnã, Laos, Camboja, Etiópia, Moçambique, Angola, Congo e Zimbábue. As forças demoníacas e as idéias iluministas de filósofos humanistas como Jean-Jacques Rousseau e Voltaire prepararam o terreno para a revolução.

Desencanto e degeneração

O historiador Otto Scott observou: "Os intelectuais franceses, as classes médias e altas se envergonharam de seu país, história e instituições. Esse fenômeno nunca antes surgiu em nenhuma nação ou raça ao longo da longa história da humanidade ... um grande afrouxamento começou, o país lentamente se separou ... pela primeira vez desde os dias decadentes de Roma, a pornografia emergiu de seus antros e circulou abertamente em uma nação civilizada. A Igreja Católica na França foi inteiramente destruída, os sacerdotes perderam a fé junto com a congregações, cultos estranhos, rituais sexuais, magia negra, satanismo. A perversão tornou-se não apenas aceitável, mas de bom gosto. Os homossexuais realizavam bailes públicos aos quais os heterossexuais eram convidados e a polícia guardava suas carruagens ... o ar ficou denso com planos de reestruturação e reconstrução de toda a sociedade e instituições francesas tradicionais ". (Scott O. Robespierre, The Fool as Revolutionary - Inside the French Revolution, The Reformer Library, Nova York, 1974.)

O papel das mídias de notícias

"Os herdeiros do Iluminismo do final do século XVIII ... lançaram a primeira Revolução em toda a história contra as idéias do cristianismo e o Deus do cristianismo ... a imprensa ... foi a ponta de lança, a fonte e o combustível para essas discussões. ... as revistas eram misturas da política e sujeira. Admiravam os agitadores de forma extravagante e nunca falavam da Igreja sem menção de escândalo, nem o governo sem críticas. Eles contavam fortemente com narrativas de pecado em altos postos e ultrajes cometidos pelo tribunal; nenhum nome, por mais altamente colocado e ilustre, escapou ... através de seus diários e panfletos ... podiam distorcer, colorir, alegar, argumentar, mentir, relatar e denunciar a informação sobre a qual o equilíbrio do reino dependia." (Otto Scott, Robespierre)

A crise da dívida

O envolvimento francês na Guerra Americana da Independência contra a Grã-Bretanha criou uma dívida enorme para a França. Esta dívida aumentou as crises financeiras que começaram com o envolvimento da França na desastrosa Guerra dos Sete Anos anterior contra a Grã-Bretanha e a Prússia. A dívida colossal aumentou as crises financeiras que levaram o estado francês à falência.

Recuperação Impedida

O rei Luís XVI começou seu reinado sabiamente. Ele descartou o grande número de ministros corruptos e incompetentes herdados do tribunal de seu pai, Luís XV, e nomeou um excelente economista, Anne Robert Jacques Turgot, como Controlador Geral. Turgot propôs soluções drásticas para as crises da França: o cancelamento dos privilégios fiscais para os nobres, a abolição dos monopólios industriais, a remoção de restrições à livre iniciativa e outras medidas práticas ousadas. No entanto, os nobres pressionaram Luis XVI a demitir Turgot.

Medidas para interromper o intervalo para evitar o colapso econômico

O jovem banqueiro Jacques Necker recebeu então a tarefa de administrar a economia falida incontrolável. Ele experimentou valentemente algumas medidas a curto prazo para evitar o inevitável colapso econômico. Mas quando ele tentou avançar para a adoção das estratégias de livre mercado de Turgot, os nobres privilegiados e a classe média rica forçaram o rei a demiti-lo também. Isto foi em 1781. Luis confiou um homem infeliz depois de outro com as crises financeiras, mas tudo em vão. A classificação de crédito internacional da França estava caindo e o país já não conseguia garantir empréstimos.

Falência

Em meados de 1788, o governo tornou-se paralisado e não era mais capaz de evitar a falência. O rei foi forçado a re-instaurar Necker e pedir uma reunião dos Estados-Gerais a ser convocada em maio de 1789.

Estados Gerais

Os Estados Gerais consistiam em três casas, o primeiro Estado era o Clero, o segundo Estado era o nobre e o terceiro Estado eram comerciantes e pessoas comuns. Embora a terceira casa tenha duas vezes mais pessoas que as outras casas, cada casa foi entendida historicamente para ter apenas um voto. O governo de Luis não especificou como as três casas dos Estados-Gerais funcionariam, nem lhes forneceu nenhuma Agenda ou Constituição.

A Assembléia Nacional

Os plebeus na terceira casa se organizaram corajosamente como uma Assembléia Nacional autônoma. Os nobres ficaram indignados e convenceram Luis XVI a enviar tropas para bloquear o salão onde a Assembléia planejava se encontrar. O terceiro Estado então se encontrou em uma pista de tênis nas proximidades e prometeu continuar em sessão até que pudessem completar uma nova Constituição para o país. Esta foi uma rebelião absoluta contra a autoridade do rei. No entanto, em 27 de junho de 1789, Luis ordenou que os outros dois estados se juntassem aos plebeus em uma nova assembléia combinada.

Os Liberais

A Assembléia Nacional passou a maior parte do tempo a debater as últimas teorias filosóficas e políticas. O marquês de Lafayette, que conquistou a fama por meio de seu envolvimento na guerra americana de independência, abraçou a causa da liberdade e reuniu a ala liberal de nobres ao seu redor. O Conde de Mirabeau dominou a Assembléia através de sua campanha eloquente para uma monarquia constitucional.

Os Fanáticos

Os extremistas mais fanáticos gravitaram para Maximillien Robespierre, que era um forte devoto dos escritos dos filósofos radicais Jean-Jacques Rousseau e Voltaire. Rousseau escreveu isso: "É necessário ter uma força coesa para organizar e coordenar os movimentos de (sociedades), membros". Rousseau defendeu uma campanha constante pela "igualdade", a fim de manter uma atmosfera de medo onde as diferenças individuais não serão toleradas. Inspiradas pelo desafio da Assembléia e provocadas por panfletos e discursos revolucionários, as multidões começaram a percorrer as ruas de Paris atacando e assassinando oficiais reais.

Caos coordenado

A casa financeira da França entrou em colapso. O capital fugiu do país e resultou em crise econômica. Uma série de eventos combinados criaram escassez de alimentos e fome. Agitadores atravessaram o campo para destruir as lojas de grãos e aterrorizar os habitantes. As multidões contratadas organizaram tumultos "espontâneos" em Paris. Os poderes do governo então entraram em colapso. Tudo se desfez com uma coordenação assombrosa.

Reação

Em reação, alguns dos nobres persuadiram o rei a procurar reafirmar a autoridade real. Soldados foram demandados nas ruas de Paris como uma demonstração de força. A aparência dos soldados inspirou multidões a aproveitar as armas que pudessem encontrar e a assaltar a antiga fortaleza da Bastilha.

Revolução

A Revolução Francesa é oficialmente datada de: 14 de julho de 1789. A Bastilha tornou-se um símbolo de tirania detestada e muita lenda surgiu a partir deste evento. Não havia prisioneiros políticos na Bastilha naquela época, e apesar do fato de o tenente-governador da Bastilha, o Sr. de Launay, ter garantido salvo-conduto e entregue a fortaleza sob uma bandeira branca de trégua, a multidão massacrou seus soldados e o governador, cortando a suas cabeças e carregando-os em lanças pelas ruas. À medida que as partes do corpo dos defensores da Bastilha foram ostentadas pelas ruas, apenas sete presos foram encontrados na Bastilha. Quando a notícia chegou ao palácio de Versalhes, o rei Luís ficou atônito: "Isto é revolta!" Ele disse. O Duque de la Rochefoucauld-Liancourt respondeu: "Não, Sir, é uma Revolução!"

Apaziguamento

No dia seguinte, o rei Luis chegou, vestido simplesmente e sem guarda-costas ou atendentes, e falou na Assembléia Nacional. Ele ordenou que as tropas deixassem Paris, para que as pessoas não tivessem motivos para temer o rei. Luis assegurou-lhes que tinha confiança na Assembléia. Os deputados levantaram-se aplaudindo com grande fervor. 88 dos deputados se reuniram na Câmara Municipal de Paris e se revezaram para falar com a enorme multidão da varanda. O célebre Lafayette, de 32 anos, foi eleito Geral da Guarda Nacional.

Deterioração

Enquanto muitos pareciam otimistas sobre o futuro, Maria Antonieta estava cheia de pressentimentos e queimava seus documentos privados. Nobres fugiram do tribunal e do país, com muitos colonos na fronteira. No dia 17 de julho, o rei viajou para Paris para se identificar com a multidão revolucionária. Em outubro, uma multidão marchou para Versalhes, exigindo que o rei transferisse sua residência para Paris. Em 6 de outubro, a família real foi acompanhada pelos manifestantes a Paris, onde podiam estar sob o controle dos revolucionários.

Manipulação das Massas

Otto Scott observou que: "Paris, como a nação, foi dividida entre os politicamente ativos e passivos, entre os muitos confusos, desorganizados e abstraídos e os altamente concentrados e organizados". (Robespierre).

Radicalização

Dois clubes passaram a dominar a Assembléia neste momento: os Cordeliers foram conduzidos por Georges Jacques Danton e Jean Paul Marat. Os jacobinos foram habilmente conduzidos por Robespierre.

A origem da Esquerda

Foi na Revolução Francesa que os termos "esquerda" e "direita" foram cunhados. Aqueles à esquerda eram os Radicais, que adotaram orgulhosamente a descrição como símbolo do seu desafio Revolucionário à tradição cristã, que sempre representava os que estavam à mão direita de Deus como salvos e aqueles à esquerda como condenados. (James Billington, Fire in the Minds of Men: Origin of the Revolutionary Faith).

O Sequestro da Igreja

Em 4 de agosto de 1789, os Nobres e o Clero renunciaram a seus privilégios em nome da igualdade revolucionária. Em 2 de novembro de 1789, a Assembléia votou para confiscar a propriedade da igreja e emitir novo papel-moeda, chamado Assignats. Isso provocou uma inflação desenfreada. Em julho de 1790, a Assembléia nacionalizou a Igreja Católica Romana através da promulgação da Constituição Civil do Clero. A Assembléia comprometeu-se a pagar os salários dos sacerdotes do Tesouro Nacional e a criar uma igreja francesa sob o controle do governo. O Papa Pio VI excomungou todos os clérigos que fizeram o novo juramento exigido pela Assembléia. A maioria dos clérigos se recusou a prestar juramento e foram expulsos de seus púlpitos e paróquias. A França foi dividida em 83 departamentos (condados).

Declaração dos Direitos do Homem

A Assembléia Nacional produziu a Declaração dos Direitos do Homem e dos Cidadãos. Embora isso tenha sido modelado após a Declaração de Direitos Inglesa de 1689 e a Declaração de Direitos Americana, que havia sido anexada à Constituição dos Estados Unidos, a Declaração francesa incorporava idéias principalmente humanistas do Iluminismo. Ao tentar adotar muitas das formas da Magna Carta orientada para a Bíblia e da Declaração de Direitos de Inglês, a Declaração Francesa dos Direitos do Homem não reconheceu o Criador e ignorou os fundamentos bíblicos para a verdadeira liberdade. Uma nova Constituição foi concluída em 1791, com uma legislatura unicameral eleita por "cidadãos ativos". Antes de Mirabeau morrer, em abril de 1791, ele previu que todos os esforços bem deliberados na Reforma colapsariam e seriam lavados em um banho de sangue.

Abolindo a monarquia

Luis XVI tentou fugir com sua família da França na noite de 20 de junho de 1791. Quando os radicais os descobriram, eles bloquearam seu caminho e escoltaram a família real de volta a Paris. Danton e Robespierre aproveitaram este evento como uma oportunidade para proclamar que a França era uma República. À medida que a nova Assembléia Legislativa se reuniu, 1 de outubro de 1791, os Girondinos propuseram a substituição da Constituição aprovada e a criação de uma República.

Guerra

Profundamente preocupado com o destino da família real, a Áustria, governada por Leopoldo II, o irmão de Maria Antonieta, se preparou para invadir a França. A Assembléia declarou guerra à Áustria em 1792. Os franceses foram logo derrotados pelos austríacos e pelos prussianos.

Massacre

A multidão invadiu a residência do rei e massacrou os guardas Suíços reais. A Assembléia votou para depor o rei e escrever uma nova constituição. Em 10 de agosto de 1792, o governo municipal foi derrubado e Danton tornou-se o ditador nacional autodenominado. Toda a população masculina foi convocada para o serviço militar e a produção de armas se deu em alta velocidade. Em setembro de 1792, as multidões terroristas atravessaram as prisões e massacraram milhares de prisioneiros, incluindo muitos nobres que haviam sido presos por nenhum outro motivo senão o de serem da nobreza.

Matando o Rei

Uma nova Convenção Nacional foi convocada em 21 de setembro de 1792 para escrever uma nova constituição. Em dezembro, a Convenção convocou o rei deposto, Luis Capet, como ele era chamado agora. Em 21 de janeiro de 1793, o rei Luís XVI foi decapitado na guilhotina.

Coalizão Contra a Revolução

Toda a Europa ficou horrorizada e uma coalizão foi formada contra a França. A Áustria, a Inglaterra, a Holanda, a Prússia, a Espanha e o Piemonte prepararam-se para restaurar a França e impediram a exportação da revolução para as suas próprias regiões.

O Reino do Terror

Os Jacobinos mobilizaram a multidão para invadir a Convenção e prender os 31 líderes Girondinos. Isto lançou o Reino do Terror, que começou oficialmente em 2 de junho de 1793. Robespierre estabeleceu o Comitê de Segurança Pública. Uma política de terror público em massa foi desencadeada com os Tribunais Revolucionários, em que todos os "inimigos da Revolução" foram sumariamente julgados. As meras acusações equivaliam a veredictos de culpa. Os julgamentos foram abruptos sem oportunidade real concedida ao acusado para preparar ou apresentar qualquer defesa. Os acusados ??foram rapidamente condenados e levados à guilhotina.

Matando a Rainha

A rainha, Maria Antonieta, de 38 anos, foi presa pela zombaria a um julgamento e guilhotinada no dia 16 de outubro. Seu filho, mais tarde reconhecido como Luís XVII, morreu como resultado de um tratamento desumano por seus carcereiros revolucionários.

Cabeças Rolam

Vinte e um líderes girondistas, incluindo a senhora Roland, também foram decapitados logo após a rainha. O duque de Orleans que se juntou aos jacobinos e tomou o nome do cidadão Egaliter, mesmo votando pela morte de seu primo, o Rei, também foi executado.

Destruição

O Reino do Terror se espalhou por toda a França. Quando uma cidade procurava resistir, era destruída. Os revolucionários criaram um pilar fora de Lyon inscrito: "Lyon travou a guerra contra a liberdade. Lyons não existe mais". Toulon foi subjugada sob a liderança de um jovem oficial de artilharia da Córsega, Napoleão Bonaparte.

Guerra contra Deus

O Comitê de Segurança Pública lançou uma depravada guerra atéía contra o Cristianismo. Eles inventaram uma nova religião que eles chamaram de Culto da Razão. Em um festival na Catedral de Notre Dame, em Paris, uma atriz foi entronizada como a "deusa dos franceses". A França foi renomeada "A República da Virtude". A Roma antiga foi levantada como modelo. A imprensa e os teatros foram transformados em instrumentos para propaganda estatal. A moda mudou para as vestes romanas imorais. Mais de 2.000 igrejas foram renomeadas Templos da Razão e sequestradas para a promoção deste culto.

Uma religião secular

O historiador Arnold Toynbee escreveu: "Na Revolução, uma sinistra religião antiga repentinamente eclodiu novamente com violência elementar ... o culto fanático do poder humano coletivo. O Terror foi apenas o primeiro dos crimes de massa cometidos ... em nome das religiões do mal ". (John Willson, The gods of Revolution).

Colapso

Os revolucionários começaram a se voltar um contra o outro. Danton foi executado em 5 de abril de 1794. Em 7 de maio, Robespierre procurou impor uma nova religião na França, declarando um novo calendário para substituir o calendário cristão. 21 de setembro de 1792, o dia em que a monarquia acabou, foi declarado o primeiro dia do ano um de seus calendários revolucionários. Robespierre se nomeou sumo sacerdote do Ser Supremo neste novo culto.

Colhendo o que eles semearam

Em 27 de julho de 1794, Robespierre e 20 outros capatazes foram capturados e executados pelos sobreviventes da Convenção. Mais de 40 mil vítimas foram assassinadas, colhendo a guilhotina sob o reinado do terror. Mais de dois terços dessas vítimas foram camponeses, artesãos e trabalhadores. Quando Madame Roland foi levada para a plataforma para ser guilhotinada, ela encarou a estátua da deusa Liberdade e gritou: "Ó Liberdade, Liberdade! Que crimes são cometidos em seu nome!"

Desencadeando Forças de Destruição

O fim do reinado do terror não foi o fim da Revolução Francesa. Seguir-se-ia pelo Diretório e pela Ditadura eventualmente culminando no Império de Napoleão que envolveu toda a Europa em guerra desastrosa. Mesmo após a morte de Robespierre, a Revolução continuou a falar sobre liberdade e igualdade, lutar contra a Fé Cristã e inspirar mais comunas, vozes de virtude, Vladimir Lênins, Joseph Stalins, Fidel Castros e Mao Tse Tungs.

Tirania revolucionária

A Revolução Francesa foi o protótipo, seguida da Revolução Russa, da Revolução Chinesa, da Revolução Cubana, da Revolução Cambojana, da Revolução Vietnamita, da Revolução da Etiópia, da Revolução Moçambicana, da Revolução Angolana, da Revolução do Zimbabwe e de muitas outras. Em todos os casos, provaram que os revolucionários de ontem se tornaram os tiranos e os ditadores de amanhã.

"Prometendo-lhes liberdade, eles mesmos são escravos da corrupção". (2 Pedro 2:19)



Traduzido livremente de:
http://www.reformationsa.org/index.php/history/331-what-is-bastille-day-celebrating


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quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Armados e Preparados: a tradição puritana de levar armas aos cultos (por Alice Morse Earle)


Por viverem em um ambiente hostil e anti-cristão com índios que não conheciam o Senhor, os puritanos da Nova Inglaterra consideravam que era melhor chegar em armados aos cultos para protegerem seus irmãos cristãos dos ataques.

O seguinte relato de Alice Morse Earle em "The Sabbath in Puritan New England" trata disso com detalhes e explica a tradição de homens sentados nas pontas dos bancos de igreja para que pudessem rapidamente agarrar suas armas em caso de ataque.

Sobre "O Sabbath na Nova Inglaterra puritana"


Durante muitos anos após a colonização da Nova Inglaterra, os puritanos, mesmo em tempos tranquilos, iam armados para a assembleia; e para santificar o carregamento de armas no domingo, eles eram expressamente proibidos de disparar suas munições em qualquer objeto naquele dia, salvo um índio ou um lobo, seus dois "maiores inconvenientes". Trumbull, em seu "Mac Fingal", escreve sobre esse costume de domingo:
"Então, uma vez, por temor a ataques indígenas,
N
ossos antepassados levavam suas armas ao se reunirem,
Cada homem equipado no domingo de manhã
Com o livro de salmos, munição e pólvora,
E considerado em forma, como todos devem admitir,
Como a antigo e verdadeira igreja militante ".
Em 1640, foi ordenado em Massachusetts que, em cada município, os participantes da igreja deveriam levar um "número apropriado de peças, funcionais e cheias de pólvora e munição e espadas a cada dia do Senhor para a congregação;" foi considerado conveniente e necessário para a segurança pública haver um homem armado para cada família. Em 1642, seis homens com mosquetes e pólvora e munição foram considerados suficientes para a proteção de cada igreja. Em Connecticut, mandatos semelhantes foram emitidos e, como as ordens foram negligenciadas "por diversos persones", uma lei foi aprovada em 1643 em que cada infrator devia pagar 12 centavos por cada transgressão. Em 1644, um quarto da "mão trêmula" foi obrigado a ir armada em cada Sabbath, e as sentinelas foram ordenadas a manter suas tochas constantemente acesas para serem usados em seus mosquetes. Também foram comandados a usar armaduras, que consistiam em "casacos com lã de algodão e, assim, defendiam das flechas indígenas". Em 1650 sentiram tanto medo e pavor dos ataques dominicais dos homens vermelhos que o número de guardas no Dia do Sabbath foi duplicado. Em 1692, o Legislativo de Connecticut ordenou que um quinto dos soldados em cada cidade fosse armado para cada reunião, e que em nenhum lugar deveria haver menos de oito soldados e um sargento como guardas durante o culto público. Em Hadley, a guarda recebia anualmente do tesouro público uma libra de chumbo e uma libra de pó para cada soldado.

Nenhum detalhe que pudesse aumentar a segurança no sabbath foi esquecido ou negligenciado pela igreja de New Haven; as balas foram transformadas em moeda comum no valor de um farthing (um quarto de centavo), para que elas pudessem ser abundantes e todos pudessem obter; os colonos foram obrigados a determinar antecipadamente o que fazer com as mulheres e as crianças em caso de ataque, "para que eles não os adiassem e os atrapalhassem"; os homens foram convidados a trazer pelo menos seis cargas de pólvora e munição para a reunião; os agricultores estavam proibidos de "deixar mais armas em casa do que homens para usá-las"; as lanças pequenas deveriam ser desbastadas e as inteiras remendadas, e as espadas "e todas as armas penetrantes arrumadas e desempenadas"; a madeira devia ser colocada na casa de vigia; foi ordenado que a "porta da casa de reunião, ao lado do assento dos soldados, ficasse limpa de mulheres e crianças sentadas lá, pois, havendo necessidade dos soldados subirem de repente, eles poderiam ter uma passagem livre". Os soldados sentavam-se de cada lado da porta principal, uma sentinela ficava na torre da reunião, e os observadores armados passavam pelas ruas; três canhões foram montados ao lado desta "igreja militante", que devia ser parecer fortemente com uma guarnição. ...

Apesar desses eventos na igreja de New Haven (que certamente foram excepcionais), a união aparentemente incongruente de igreja e exército era adequada em uma comunidade que sempre começava e terminava os exercícios militares no "dia do treinamento" com oração e cantando salmos solenes; e isso acostumou o exército e encorajou um verdadeiro espírito de soldado não principalmente como auxílio na guerra, mas para ajudar a conquistar e destruir os adversários da verdade, e "alcançar mediante este pequeno punhado de homens coisas maiores do que o mundo tem ciência".

As sentinelas de Salem usavam, sem dúvida, algumas das boas armaduras inglesas de propriedade da cidade, - "corselets" para cobrir o corpo; "gorgets" para proteger a garganta; "tasses" para proteger as coxas; todos envernizados de preto, e cada terno custando "vinte e quatro xelins por peça". A sentinela também usava uma bandoleira, um grande cinto de "couro puro" jogado sobre o ombro direito e pendurado abaixo do braço esquerdo. Essa bandoleira matinha doze caixas de cartuchos e uma bolsa de balas bem cheia. Cada homem trazia um "mosquete alterado com uma alavanca", uma "longa peça de caça com furo de mosquete", um "mosquete cheio", um "barril com uma válvula de fósforo", ou talvez (pois elas eram comprados pela cidade) uma arma de couro (embora estas armas de couro possam ter sido canhões). Outras armas que havia para escolher, com nomes misteriosos: "sakers, minions, faulcons, rabinets, morteiros (ou "assassinos", como às vezes eram chamadas apropriadamente), câmaras, arcabuzes, carabinas ", ...

O observador armado de Salem, além de suas armas de fogo e munições, tinha preso ao pulso por um cordão um descanso de arma ou forquilha, que ele colocava no chão quando desejava disparar o mosquete e sobre o qual o acionador descansava quando tocado. Ele também carregava uma espada e, às vezes, uma lança. Portanto, estando fortemente sobrecarregado com inúmeras armas e uma armadura pesada, nunca poderia fugir de um índio ou persegui-lo com muita agilidade ou celeridade; embora ele pudesse estar na porta da igreja com sua arma de couro, - uma figura inspiradora, - e ele pudesse atirar com seu "arcabuz" ou sua "carabina", como bem sabemos.

Essas "sentinelas" armadas eram sempre vistas como um acompanhamento mais pitoresco do culto religioso puritano, e os homens armados de Salem e Plymouth eram imponentes, embora desajeitados. Mas os soldados de New Haven, com as suas roupas volumosas, comprimidas e cheias de espessas camadas de algodão, deviam parecer mais protetores e reconfortantes do que românticos ou heroicos; mas talvez eles também usassem armaduras de estanho pintadas, "corselets e gorgets e tasses".

Em Concord, New Hampshire, os homens, que vinham todos armados para se encontrarem, empilhavam seus mosquetes em torno de uma coluna no meio da igreja, enquanto o honrado pastor, que era um bom atirador e possuía a melhor arma no estabelecimento, pregava com sua preciosa arma ao seu lado no púlpito, pronta em uma lugar estratégico para explodir qualquer homem vermelho que ele visse se esgueirando, ou para liderar, se necessário, a sua congregação para a batalha. A igreja em York, Maine, até o ano de 1746, considerou necessário manter o costume de levar armas para a casa de reunião, pois os índios do Maine eram abundantes e agressivos.

Não somente no tempo das guerras indígenas foram vistos homens armados na congregação, mas em 17 de junho de 1775, o Congresso Provincial recomendou que os homens "a menos de vinte milhas da costa do mar levassem suas armas e munições com eles para se encontrarem no sabbath e outros dias em que se encontrassem para o culto público". E em muitos dias de sabbath e conferências, durante os anos de guerra que se seguiram, foram provadas a sabedoria e a previdência dessa sugestão.

Os homens naqueles velhos tempos do século XVII, embora em constante pavor pelos ataques de índios, sempre apareciam quando os cultos eram encerrados e deixavam o local antes das mulheres e das crianças, assegurando assim a saída segura destas últimas. Este costume prevaleceu como hábito até pouco tempo em muitas igrejas na Nova Inglaterra. Todos os homens, após a bênção e a saída do pastor, saíam antecipadamente às mulheres. Assim também, o costume dos homens sentados sempre na "cabeceira" ou na ponta do banco surgiu da necessidade inicial de estarem sempre prontos para agarrarem suas armas e se apressarem, desobstruídos para lutar. Em algumas igrejas da aldeia da Nova Inglaterra até hoje, o homem que se deslocasse do seu extremo do banco e deixasse uma mulher sentar-se à porta, mesmo que fosse num assento mais desejável para ver o clérigo, seria considerado um tipo de criatura miserável.


Alice Morse Earle, The Sabbath in Puritan New England (O sabbath na Nova Inglaterra puritana) (NY: Charles Scribner's Sons, 1891), 19-25.



Traduzido livremente de:
https://theonomyresources.blogspot.com.br/2017/11/armed-and-ready-puritan-tradition-of.html

Nota: O "Sabbath" (sabá) é comumente confundido com "sábado", mas no idioma inglês é mais fácil de identificar a diferença.
O Sábado (Saturday, em inglês) era no antigo testamento o Sabbath de cada semana, o dia semanal a ser separado. No entanto, o Sabbath não se resumia ao sábado, havendo outras festividades nas quais havia a ordem divina de ser guardado o Sabbath.
Ou seja, seriam como os feriados aos quais estamos acostumados.

O Sabbath era um dia de descanso (assim como os feriados sugerem), e que não necessariamente ocorriam aos sábados.
Conforme o entendimento reformado, o Sabbath semanal dos cristãos é o Domingo e não mais o Sábado.


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terça-feira, 16 de janeiro de 2018

O monstro sem nome




Não sou profundo conhecedor de Animes, mas tive a chance de assistir a este completo e achei bem interessante. O anime se chama Monster, e no decorrer da história apresenta esse conto que ter relação direta com aquilo que o vilão se tornou.

Fugindo um pouco da sinopse do anime em si e também da literalidade desse pequeno conto, vale uma reflexão sobre o que pode representar esse monstro e como ele pode destruir vidas.

Em um primeiro momento, pensando no fato dele buscar por um nome, associei à ideia da busca por reconhecimento (quem sabe até a fama). O monstro sai em busca de um nome qualquer, mas ao conseguir um, logo sua satisfação se desfaz. E assim continuamente ele busca por um nome melhor.
Quando decide ir ao castelo "para encontrar um nome maravilhoso", obtém o nome do príncipe. Havia agora um reconhecimento em nível de realeza. Mas isso não impediu que ele destruísse os demais à sua volta em seu apetite voraz.
Por fim, ele reencontra sua outra metade que também partiu em busca de um nome, mas para sua surpresa ele descobre que, diferentemente dele, sua metade se contentou com sua condição e consegue ser feliz sem ter um nome para ser chamada. Mas ao invés de refletir sobre essa possibilidade, o monstro com nome devora o monstro sem nome, e no fim da história não há mais quem possa chamá-lo pelo nome.

Nessa analogia talvez "o nome" possa ser trocado por alguma outra coisa que as pessoas almejam e podem até idolatrar, mas o mais importante a se considerar na nossa realidade é que esse monstro não está 'fora' negociando e esperando para entrar quando caímos na sua tentação, ele já está dentro de nós. Nossa natureza já é corrompida, e basta alimentarmos o que já há de ruim em nós para que abandonemos todos os limites e pecar.
Porque do coração procedem os maus pensamentos, mortes, adultérios, fornicação, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias.
(Mateus 15:19)
O monstro está no nosso coração. É Deus quem refreia NOSSA pecaminosidade e inclusive nos leva a fazer Sua vontade quando regenerados. É Ele quem nos santifica.

Se buscarmos sem limites aquilo que nossos corações enganosos (Jeremias 17:9) querem pra si, seremos devorados de dentro pra fora como as pessoas no vídeo.

Coloquemos nossas vidas e nossos corações nas mãos do Senhor, e nos alegremos em sermos chamados pelo Seu nome, como parte de Seu povo.


Amém.


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segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

O Quarto Mandamento (por Solano Portela)


O dia de descanso foi instituído por Deus e não pelo homem. O mandamento tem grande importância na Palavra de Deus. Bênçãos ocorreram, por sua guarda, e castigos severos, por sua quebra. Isso deveria provocar a nossa reflexão sobre a aplicação dos princípios bíblicos relacionados com o quarto mandamento nos dias atuais, discernindo, em paralelo, a mudança para o domingo, na era cristã. O povo de Deus sempre foi muito rebelde e desobediente com relação a essa determinação, e necessita convencimento da importância do mandamento, bem como entendimento da visão neo-testamentária, para a conseqüente modificação do seu comportamento atual.



O quarto mandamento fala de um dia de descanso e de adoração ao Senhor. Deus julgou essa questão tão importante que a inseriu em sua lei moral. O descanso requerido por Deus é uma prévia da redenção que ele assegurou para o seu povo (Dt 5.12-15). Os israelitas foram levados em cativeiro (Jr 17.19-27) por haver repetidamente desrespeitado este mandamento.

Gostaríamos de examinar as bases desse conceito de descanso e santificação e de ir até o Novo Testamento verificar como os cristãos primitivos guardavam o dia do Senhor.

Não podemos, simplesmente, ignorar esse mandamento. Como povo resgatado por Deus, temos a responsabilidade de discernir como aplicar essa diretriz divina nas nossas vidas e nas de nossas famílias. Por outro lado, nessa procura, não devemos buscar tais diretrizes nos detalhamentos das leis religiosas ou civis de Israel, que dizem respeito ao sábado. Essas leis eram temporais. Ao estudar o sábado, muitos têm se confundido com os preceitos da lei cerimonial e judicial e terminado com uma série de preceitos contemporâneos que se constituem apenas em um legalismo anacrônico, destrutivo e ditatorial. Devemos estudar este mandamento procurando discernir os princípios da lei moral de Deus. Com esse objetivo em mente, vamos realizar nosso estudo com a oração de que Deus seja glorificado em nossa vida e por nosso testemunho.

1. Um dia de descanso


Em nossas bíblias o quarto mandamento está redigido assim - "Lembra-te do dia de sábado para o santificar...". A palavra que foi traduzida "sábado", é a palavra hebraica shabat, que quer dizer descanso. É correto, portanto, entendermos o mandamento como "... lembra-te do dia de descanso para o santificar".

Esse "dia de descanso" era o sétimo dia no Antigo Testamento, ou seja, o nosso "sábado". No Novo Testamento, logo na igreja primitiva, vemos o dia de ressurreição de Cristo marcando o dia de adoração e descanso. Isso é: o domingo passa a ser o nosso "dia de descanso". Os apóstolos acataram esse dia como apropriado à celebração da vitória de Jesus sobre a morte (At 20.7; 1 Co 16.2; Ap 1.10). A igreja fiel tem entendido a questão da mesma maneira, ou seja: não é a especificação "do sétimo", que está envolvida no mandamento, mas o princípio do descanso e santificação.

Já enfatizamos que essa questão de um dia especial de descanso, de parada de nossas atividades diárias, de santificação ao Senhor, foi considerada tão importante por Deus que ele decidiu registrar esse requerimento em sua lei moral, nos dez mandamentos. Com certeza já ouvimos alguém dizer: "...não existe um dia especial, pois todo o dia é dia do Senhor...". Essa afirmação é, num certo sentido, verdadeira - tudo é do Senhor. Mas sempre tudo foi do Senhor, desde a criação e mesmo tudo sendo dele, ele definiu designar um dia separado e santificado. Dizer que todos os dias são do Senhor, como argumento para não separar um dia especial e específico, pode parecer um argumento piedoso e religioso, mas não esclarece a questão nem auxilia a Igreja de Cristo na aplicação contemporânea do mandamento. Na realidade, isso confunde bastante os crentes e transforma o quarto mandamento, que é uma proposição clara e objetiva e que integra a Lei Moral de Deus, em um conceito nebuloso e subjetivo, dependente da interpretação individual de cada pessoa.

Não devemos procurar modificar e "melhorar" aquilo que o próprio Deus especifica para o nosso benefício e crescimento. Deus coloca objetivamente - da mesma forma que ele nos indica a sua pessoa como o objeto correto de adoração; da mesma forma que ele nos leva a honrar os nossos pais; da mesma forma que ele nos ensina o erro de roubar, o erro de matar, o erro de adulterar - que é seu desejo que venhamos a separar para ele um dia específico, dos demais (Is 58.3).

2. Um dia santificado


Devemos notar que o requerimento é que nós nos lembremos do dia de descanso, para o santificarmos. Santificar significa separar para um fim específico. Isso quer dizer que além do descanso e parada de nossa rotina diária, Deus quer a dedicação desse dia para si. Nessa separação, o envolvimento de nossas pessoas em atividades de adoração, ensino e aprendizado da Palavra de Deus, é legítimo e desejável. A freqüência aos trabalhos da igreja e às atividades de culto, nesse dia, não é uma questão opcional, mas obrigatória aos servos de Deus. O Salmo 92, que é de adoração a Deus, tem o título em hebraico - "para o dia de descanso".

3. Uma instituição permanente


Uma expressão, do quarto mandamento, nos chama a atenção. É que ele inicia com "Lembra-te...". Isso significa que a questão do dia de descanso transcende a lei mosaica, isto é: a instituição estava em evidência antes da lei de Moisés. Semelhantemente, estando enraizado na lei moral, permanece, como princípio, na Nova Aliança. Vemos isso, por exemplo, no incidente bíblico da dádiva do Maná. Deus requerendo o descanso e cessação de trabalho durante a peregrinação no deserto, quando ele alimentava o seu povo com o Maná, antes da dádiva dos dez mandamentos. Estes seriam recebidos somente por Moisés no monte Sinai (veja, especificamente, Ex 16.29, 30).

4. Paulo faz um culto de louvor e adoração, no domingo, em Trôade 


Paulo nos deixou, além das prescrições de suas cartas, um exemplo pessoal - reuniu-se com os crentes no domingo (At 20.6-12), na cidade de Trôade, na Ásia Menor. O versículo 6 diz que a permanência, naquele lugar, foi de apenas uma semana. Lucas, o narrador que estava com Paulo, registra, no v. 7: "... no primeiro dia da semana, estando nós reunidos com o fim de partir o pão...". Ele nos deixa a nítida impressão de que aquela reunião não era esporádica, aleatória, mas sim a prática sistemática dos cristãos - reunião periódica no primeiro dia da semana, conjugada com a observância da santa ceia do Senhor. Estamos há apenas 15 a 20 anos da morte de Cristo, mas a guarda do domingo já estava enraizada no cristianismo.

Paulo pronunciou um longo discurso, naquela noite. À meia noite, um jovem, vencido pelo cansaço, adormece e cai de uma janela do terceiro andar, vindo a falecer (v. 9). Deus opera um milagre através de Paulo e o jovem volta à vida (v. 10). Paulo continuou pregando, naquele local até o alvorecer (v. 11).

5. O entendimento da Reforma sobre o dia de descanso 


A Confissão de Fé de Westminster captura o entendimento da teologia reformada sobre o dia de descanso ordenado por Deus. Nela não encontramos desprezo pelas diretrizes divinas, nem uma visão diluída da lei de Deus, mas um intenso desejo de aplicar as diretrizes divinas às nossas situações. O quarto mandamento tem uma consideração semelhante aos demais registrados em Ex 20, todos aplicáveis aos nossos dias. Nas seções VII e VIII, do capítulo 21, sob o título - "Do Culto Religioso e do Domingo" lemos o seguinte:

Como é lei da natureza que, em geral, uma devida proporção do tempo seja destinada ao culto de Deus, assim também, em sua palavra, por um preceito positivo, moral e perpétuo, preceito que obriga a todos os homens em todos os séculos, Deus designou particularmente um dia em sete para ser um sábado (descanso) santificado por ele; desde o princípio do mundo, até a ressurreição de Cristo, esse dia foi o último dia da semana; e desde a ressurreição de Cristo já foi mudado para o primeiro dia da semana, dia que na Escritura é chamado de domingo, ou Dia do Senhor, e que há de continuar até ao fim do mundo como o sábado cristão.

Este sábado é santificado ao Senhor quando os homens, tendo devidamente preparado os seus corações e de antemão ordenado os seus negócios ordinários, não só guardam, durante todo o dia, um santo descanso das suas próprias obras, palavras e pensamentos a respeito dos seus empregos seculares e das suas recreações, mas também ocupam todo o tempo em exercícios públicos e particulares de culto e nos deveres de necessidade e misericórdia.

6. O Quarto Mandamento Hoje - Qual o nosso conceito do domingo?


É necessário que tenhamos a convicção de que o chamado à adoração, o desejo de estar cultuando ao Senhor, e o descansar de nossas atividades diárias, por intermédio de um envolvimento com as atividades da igreja, encontra base e respaldo bíblico. É mais do que uma questão de costumes, do que uma posição opcional. É algo tão importante que faz parte da lei moral de Deus.

Normalmente nos perdemos em discussões inúteis sobre detalhes, procurando prescrever a outros uma postura de guarda do quarto mandamento conforme nossas convicções, ou falta delas. Assumimos uma atitude condenatória, procurando impor regras detalhadas e, muitas vezes, seguindo restrições da lei cerimonial, em vez do espírito da lei moral. Antes de nos perdermos no debate dos detalhes, estamos nos aprofundando no princípio? Temos a postura de tornar realmente o domingo um dia diferente, santificado, dedicado ao Senhor e à nossa restauração física?



Apêndice: Qual o dia de descanso - sábado ou domingo?

Sempre que estudamos o quarto mandamento surge a pergunta: quem está certo? São os Adventistas, que indicam o sábado como o dia que ainda deveríamos estar observando, ou a teologia da Reforma, apresentada na Confissão de Fé de Westminster, e em outras confissões, que encontra aprovação bíblica e histórica para a guarda do domingo? Alguns pontos podem nos ajudar a esclarecer a questão:

1. Os pontos centrais de cumprimento ao quarto mandamento são: o descanso, a questão da separação de um dia para Deus, e a sistematização, ou repetibilidade desse dia. O dia, em si, é uma questão temporal, principalmente por que depois de tantas e sucessivas modificações no calendário é impossível qualquer seita ou religião afirmar categoricamente que estamos observando exatamente o sétimo dia. Nós usamos o calendário Gregoriano, feito no século 16. Os judeus atuais usam o calendário ortodoxo, estabelecido no terceiro século, e assim por diante.

2. Os principais eventos da era cristã ocorreram no domingo:

- Jesus ressuscitou (Jo 20.1)

- Jesus apareceu aos dez discípulos (Jo 20.19)

- Jesus apareceu aos onze discípulos (Jo 20.26)

- O Espírito Santo desceu no dia de pentecostes, que era um domingo (Lv 23.15, 16 - o dia imediato ao sábado), e nesse mesmo domingo o primeiro sermão sobre a morte e ressurreição de Cristo foi pregado por Pedro (At 2.14) com 3000 novos convertidos.

- Em Trôade os crentes se juntaram para adorar (At 20.7).

- Paulo instruiu aos crentes para trazerem as suas contribuições (1 Cr 16.2).

- Jesus apareceu e João, em Patmos (Ap 1.10).

3. Os escritos da igreja primitiva, desde a Epístola de Barnabé (ano 100 d.C.) até o historiador Eusébio (ano 324 d.C.) confirmam que a Igreja Cristã, inicialmente formada por Judeus e Gentios, guardavam conjuntamente o sábado e o domingo. Essa prática foi gradativamente mudando para a guarda específica do domingo, na medida em que se entendia que o domingo era dia de descanso apropriado, em substituição ao sábado. Semelhantemente, a circuncisão e o batismo foram conjuntamente inicialmente observados, existindo, depois, a preservação somente do batismo, na Igreja Cristã. O domingo não foi estabelecido pelo imperador Constantino, no 4º século, como afirmam os adventistas. Constantino apenas formalizou aquilo que já era a prática da igreja.

4. Cl 2.16-17 mostra que o aspecto do sétimo dia era uma sombra do que haveria de vir, não devendo ser ponto de julgamento de um cristão sobre outro.


Para um estudo mais detalhado do assunto, sugerimos o livro de J. K. VanBaalen, O Caos das Seitas.



Extraído de:
http://presbiterianoscalvinistas.blogspot.com.br/2011/01/o-quarto-mandamento.html


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