segunda-feira, 28 de março de 2011

ISLAMISMO - A grande fortaleza religiosa.

AULA DE EBD: 11 de dezembro de 2010



Leitura:

Gênesis 16.1-12 – Profecia sobre muçulmanos 
Mateus 28.18-29 – Grande Comissão e a Trindade 
Gálatas 1.6-10 – Novas revelações, velhas mentiras 
Salmos 139 – Maravilhoso Deus que amamos 
João 19.1-42 – A paixão de Cristo 
Apocalipse 5.6-14 – A Glorificação do Redentor 
Romanos 8.1-39 – A certeza da nossa redenção 

Objetivo
Ao final desta lição, o aluno deverá conhecer melhor o islamismo, dispôr-se a orar pela sua evangelização e a falar de Cristo aos muçulmanos.
A idéia deste estudo
O islamismo, fundado por Maomé, apresenta hoje os grupos sunita, xiita e sufista, tem sua base de fé no Corão, crê em Alá como único Deus, reputa Jesus Cristo como profeta de menor valor e prega uma salvação pelas obras, como a recitação diária da Shahada, as orações, a caridade, o jejum e a peregrinação a Meca.

Para entender a passagem
O texto usado é a narrativa da concepção de Ismael com uma grande ênfase no verso 12:

"Ele será, entre os homens, como um jumento selvagem; a sua mão será contra todos, e a mão de todos, contra ele; e habitará fronteiro a todos os seus irmãos".
Esse versículo fala de Ismael, considerado pelo Islã o verdadeiro filho da promessa de Abraão. Ele estaria perto dos seus irmãos, mantendo sua independência, mas procurando um meio de subjugá-los. Isso explica a revolta árabe contra judeus e cristãos, que acabou se estendendo a todos os muçulmanos.

Introdução

11 de setembro de 2001 entrou para a História e chamou a atenção do mundo para uma religião que parecia restrita ao Oriente Médio e suas adjacências, mas que de fato tem conquistado o mundo silenciosamente: é o Islã.
I. Breve histórico

O islamismo foi fundado por Abulgasin Mohammed Ibn Abd Al-Muttalib Ibn Hasin, ou simplesmente Maomé (que significa "Altamente Louvado"), nascido em Medina, na atual Arábia Saudita, no ano 570 d.C. Na juventude, Maomé se tornou guia de caravanas, de modo que veio conhecer profundamente os princípios elementares do judaísmo e do cristianismo, as religiões monoteístas. Casou-se, posteriormente, com uma viúva por nome Khadidja, próspera comerciante e sua antiga patroa.
Segundo a lenda islâmica, Maomé se retirava diariamente para meditação e oração, quando um dia o anjo Gabriel lhe apareceu com um per­gaminho nas mãos, ordenando-lhe que o lesse.
Maomé e seus seguidores foram forçados a fugir para Medina, lá chegando no dia 22 de setembro de 622 d.C., data considerada o ano primeiro do calendário muçulmano. A essa fuga dá-se o nome de Hégira.
A partir daí todas as tribos árabes foram sendo submetidas ao Islã. Novas guerras santas foram propostas contra os infiéis conquistando o norte da África, Oriente Médio, áreas da Europa e Ásia. Maomé morreu em 632 d.C.
II. Divisões do islamismo
Xiitas
O islamismo não é composto por apenas um grupo. Essa divisão teve início após a morte de Maomé, com a disputa pela liderança do grupo. Há hoje dois grupos principais: os sunitas e os xiitas.
A. Sunitas - Os sunitas formam o grupo majoritário, cerca de 90% do Islã.
B. Xiitas - Embora seja o segundo grupo mais numeroso, esse é o mais conhecido por causa do seu radicalismo e fanatismo com que interpretam o Alcorão.
C. Sufistas - Possuem uma tendência mais mística, simples e austera, diferente do que estava acontecendo nos palácios dos sultões. São dados à oração, à meditação e à ascese e, de modo curioso, têm livre acesso aos dois grupos majoritários.
III. Principais pontos doutrinários
A. Alcorão Sagrado
O Alcorão é formado por 114 suratas ou suras (capítulos) divididas em versículos. As suratas não estão arranjadas em forma cronológica, mas das maiores para as menores, com exceção da Surata Ia, com apenas sete versículos. Ao contrário do que se imagina, o Alcorão foi escrito após a morte de Maomé, o que coloca em xeque a teoria da revelação.
B. O Deus do Islã
O islamismo afirma crer no Deus que se revelou desde o princípio aos profetas do Antigo Testamento e a Jesus Cristo, como descrito no Novo Testamento, do qual o Alcorão é corroborante. E uma boa definição de Deus é a seguinte:
"Em nome de Deus, o Clemente, o Misericordioso. Louvado seja Deus, Senhor do Universo, Clemente, o Misericordioso, Soberano do Dia do Juízo. Só a Ti adoramos e só de Ti imploramos ajuda! Guia-nos à senda reta, à senda dos que agraciaste, não à dos abominados, nem à dos extraviados” (Surata 1.1-7).
Outra característica de Alá é a sua forte transcendência. Isso quer dizer que o deus do Islã é inalcançável e incognoscível, de modo que um pecador não pode se aproximar dele em razão de sua perfeição e distância, muito diferente do Deus bíblico (Salmos 138.6). Porém, o Deus da Bíblia vai além, revelando-se um Deus de amor, que chama todos ao arrependimento, que entrega a si mesmo, em Jesus Cristo, por amor ao pecador.
C. A Trindade
O islamismo, assim como as TJ, tentou preservar o conceito monoteísta adquirido do judaísmo, opondo-se à doutrina da Trindade.
É bem possível que a esposa de Maomé tenha pertencido ao arianismo, uma vez que esta seita cristã era monarquiana, e não admitia em hipótese alguma a existência de uma trindade. Esta doutrina cristã, portanto, é a grande dificuldade para a apresentação do evangelho ao muçulmano que resistirá ao cristianismo por julgá-lo uma forma de politeísmo.
D. Jesus Cristo
No Alcorão são encontradas mais 110 vezes as ocorrências do nome de Jesus Cristo, muitas das quais trazendo uma definição sutil da sua humanidade em detrimento da sua divindade: o filho de Maria (Surata 2.87).
Assim, no pensamento islâmico crer em Cristo é crer numa mentira descabida, mas demonstrada por seu Profeta.
Contudo, Jesus Cristo afirmou de si mesmo: "Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim" (Jo 14.6).
E. Salvação no Islã
A soteriologia islâmica é meritória, isto é, a salvação depende daquilo que o homem faz por si diante de Alá (Surata 2.35-39).

1. Recitação diária da Shahada - A Shahada é uma breve declaração da fé islâmica, que diz: "Alá é o único Deus e Maomé é o seu profeta".
2. As orações - É exigido do muçulmano a realização de cinco orações diárias em horas predeterminadas.
3. A caridade - Essa esmola é um imposto fixado em 2,5% da riqueza e da propriedade de um muçulmano.
4. O jejum - Durante o mês muçulmano, chamado Ramadan, todos os muçulmanos são convocados para um jejum total de alimentos, bebidas, fumo e de relações sexuais do amanhecer até o pôr-do-sol.
5. Peregrinação a Meca - A peregrinação é exigida de todo muçulmano que possui condições financeiras para realizá-la pelo menos uma vez na vida.
IV. Apresentando o Evangelho ao muçulmano
Devemos apresentar Jesus Cristo como o único e suficiente Salvador e que nele somos feitos novas criaturas (2 Coríntios 5.17; Gálatas 6.15) e a salvação nele é segura e infalível (João 6.37; Filipenses 1.6).
Devemos também mostrar que não é a nacionalidade, nem a cultura ou a tradição familiar que define a salvação de um pecador, mas tão somente a graça perdoadora de Deus, uma vez que Cristo rompeu o muro que dividia o mundo entre nacionalidades (Efésios 2.11-22) e uniu pessoas de todos os lugares numa só fé (Efésios 4.1-6).
Conclusão
O islamismo é um bloco monolítico. Suas crenças estão profundamente enraizadas na cultura em que se estabeleceu, de modo que é impossível, em alguns países, deixar de ser muçulmano, sem que isto incorra em crime. Por isso, mais que um enfrentamento no nível ideológico e discursivo, é necessário aos cristãos que se mobilizem em oração pelos países dominados pelo Islã, mas também pelos milhares que têm entrado anualmente no Brasil, formando colônias e disseminando sua religião. Orar para que o bloco endurecido dos seus corações seja quebrado pelo Espírito Santo e se tornem acessíveis ao evangelho libertador e redentor de Cristo, o crucificado.
Aplicação
Interceda pelos missionários e povos islâmicos. Procure pelo nome de missionários e países onde o evangelho é proibido. Ore também pelas comunidades islâmicas no Brasil que têm crescido rapidamente, peça ao Senhor que ilumine os corações e mentes para que sejam receptíveis ao Evangelho e fale do Evangelho também, lhe apresentando como a única verdade que nos leva a Deus.


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