quarta-feira, 13 de março de 2013

Não, mentiras não são argumentos



Recentemente, com a escolha do pastor Marco Feliciano para o cargo de presidente da Comissão dos Direitos Humanos, as opiniões se dividiram bastante entre os que de alguma forma apoiaram a ideia e os que a rejeitaram, sendo algumas bem sólidas de ambos os lados..

Até aí totalmente normal, não há erro em expor a opinião e defendê-la desde com respeito, mas o problema que podia ser reparado com facilidade é que muitos compartilhavam acusações ao deputado sem ao menos saberem se aquilo era verdade ou não, alguns nem se importando com isso..

Em alguns casos alertei as pessoas sobre o risco da calúnia (pois poderia ser mentira o que estavam compartilhando), e uns consideraram o alerta e resolveram deletar aquilo, enquanto outros preferiram manter a postura mesmo sem a certeza, chegando ao ponto de uma moça (reformada, inclusive) me chamar de 'ovelha fã' do pastor (entre outras coisas que não quero repetir) só porque supostamente eu o estaria defendendo..

O curioso é que horas antes eu estava justamente dizendo a alguns que eu tinha motivos pra desaprová-lo naquela função, mas pelo simples fato de eu alertar a pessoa sobre o risco de calúnia fui rapidamente julgado e taxado de ignorante e alienado.. Em questão de minutos, alguém que não me conhecia até então e que por ter dificuldades quanto à exortação, não se sentiu nem um pouco constrangida em me menosprezar publicamente..

O que ela e outros não se deram conta (ou fez/fizeram pouco caso) é que minha 'briga' não era pra defender o Marco Feliciano, e sim para alertar contra a prática de pecado..

Não darás falso testemunho contra o teu próximo.
Êxodo 20:16
Aquele que é íntegro em sua conduta e pratica o que é justo, que de coração fala a verdade e não usa a língua para difamar, que nenhum mal faz ao seu semelhante e não lança calúnia contra o seu próximo, 
Salmos 15:2-3
Vocês pertencem ao pai de vocês, o diabo, e querem realizar o desejo dele. Ele foi homicida desde o princípio e não se apegou à verdade, pois não há verdade nele. Quando mente, fala a sua própria língua, pois é mentiroso e pai da mentira.
João 8:44
Respondeu Jesus: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, a não ser por mim.
João 14:6

Calúnia: s.f. Falsa acusação que fere a reputação, a honra; difamação.
http://www.dicio.com.br/calunia/
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Quem comete calúnia, MENTE, peca, independentemente se não tinha certeza se o que disse era verdade ou não.. Espalhar uma mentira sobre alguém sem ter certeza sobre a informação não exime quem o faz, a incerteza deveria impedir esse ato ao invés da pessoa achar que o justifica..

Nem que a pessoa caluniada seja mal-caráter, nada justifica que se minta sobre ela para denegri-la mais ainda.. Quem faz isso peca..



Um dos 10 mandamentos é contra a calúnia, Jesus é "a Verdade", o diabo é o "pai da mentira" e há muitos outros textos que falam da condenação divina em relação às mentiras ou acusações injustas, sendo assim não é nem um pouco justificável essa atitude..


Seja em relação a uma pessoa específica ou mesmo a alguma ideologia (que envolve seguidores/adeptos), não temos o direito de inventar fatos para então condenar.. Isso equivale à 'falácia do espantalho':
A falácia do homem de palha (também chamada falácia do espantalho) é um argumento em que a pessoa ignora a posição do adversário no debate e substitui por uma versão distorcida e exagerada, e que representa de forma errada esta posição. A falácia existe quando a distorção é proposital, de forma a tornar o argumento mais facilmente refutável, ou quando é acidental, quando quem usa a falácia não entendeu o argumento que quer refutar.
Nesta falácia, a refutação é feita contra um argumento criado por quem está atacando o argumento original, e não é uma refutação deste argumento original. Para alguém que não esteja familiarizado com o argumento original, a refutação pode parecer válida, como refutação daquele argumento.

Uma das formas desta falácia tem a seguinte forma:
Pessoa A defende o argumento X
Pessoa B apresenta o argumento Y, como se fosse da pessoa A
(pois Y é uma versão distorcida de X)
Pessoa B ataca a posição Y
Logo, o argumento atribuido à pessoa A é falso
Logo, X é falso

Isso é muito comum, acontece quase sempre nos debates, seja por preconceito ou por maldade, mas em ambos os casos é um erro, pois gera mentiras e pode enganar pessoas.

Aqui no blog já postei alguns textos que atentavam para o caso do calvinismo ser muito atacado na maioria das vezes por quem o desconhece suficientemente, mas esse conceito se aplica para qualquer ideologia conflitante da do acusador. Seja na área religiosa, política, filosófica, enfim, em qualquer situação que envolva conflito de ideias..

E como tentar fugir desse erro??


Na internet ou fora dela devemos sempre checar as fontes daquilo que compartilhamos antes de fazer isso, mas havendo erro em algo já postado o caminho é ter humildade e reconhecer o erro..

Isso para quem tem boas intenções, mas àqueles que inventam/distorcem/aumentam conteúdos para usá-los contra seus 'oponentes ideológicos', meu pedido é: 

"- ARREPENDAM-SE!!"

Vocês estão em pecado contra Deus e contra quem vocês acusam ou que é (são) atingido(s) com suas acusações (independentemente de ter mal-caráter ou não)..


Que Deus nos ajude a sermos verdadeiros e obedientes conforme a Sua Vontade!!



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