quinta-feira, 12 de outubro de 2017

DIA DAS CRIANÇAS - UMA PALAVRA AOS PAIS (por pr. Samuel Vitalino)

Bookmark and Share Bookmark and Share



Está difícil celebrar um dia para as crianças, sendo que praticamente elas nem existem mais. 

Não existe mais a inocência, as perguntas desconcertantes, as dúvidas que deixavam vermelhos os rostos dos pais...

Não existem porque mais cedo que o absurdo, a infância foi invadida pela perversão. 

Pais, por favor, entendam, o que está acontecendo nos museus e nas salas de aula não é um evento novo. Há décadas a fúria inimiga já entrou sorrateiramente na nossa mente preparando a Sociedade para o escárnio completo. 

Quando vejo alguém da minha idade dizendo, ‘no meu tempo não era assim’, noto que o entorpecimento deu certo. 

Quer ver?

Quantas vezes quando criança fomos expostos a visões como A Banheira do Gugu, ou as simpáticas garotas do Tchan descendo na boquinha da garrafa? 

Quantas outras vimos as maldades do Pica-pau ou do Coiote e apenas ríamos como se isso fosse normal. Ora, eram mais que normais, lembra das gargalhadas quando víamos as video-cassetadas? 

Ríamos tanto dos velhinhos caindo nos buracos, das crianças caindo do trampolim, como dos homens olhando por debaixo das saias das mulheres... tudo normal! 

O que os netos dos nossos pais estão tendo que lidar hoje, começou com a permissividade sutil (nem tanto) dos nossos próprios pais...

Fomos decaindo aos poucos e estamos agora lidando com o resultado.

Talvez você esteja lendo essas palavras e se lembrando de outras permissões que tínhamos e achávamos tudo normal, mas não saiba exatamente o que fazer para que a situação possa voltar atrás... 

Há muito que pode ser feito... desde os pais (e mães) deixarem seus filhos se sujar na lama e quebrar um braço subindo numa árvore, até chegar ao absurdo de TIRAR O CELULAR DELES para que eles possam olhar os rios, as árvores, o mar. 

Quando presenteamos nossos filhos com o acesso à internet achando que teremos controle, achando que eles são santinhos, nos esquecemos que fomos crianças também, e escondíamos dos nossos pais aquilo que achávamos que eles não gostariam de saber. 

Essas palavras poderiam ser longas, mas deixe-me abrevia-las trazendo algumas aplicações que julgo importantes demais: 
1. Se você é pai de jovens e adolescentes que já tiveram de lidar com coisas que você se envergonha, não culpe (somente) a sociedade ou o sistema, mas reconheça que suas permissões e visão de mundo... suas amizades, coisas que assistem e respostas aos problemas sociais contribuíram para que eles chegassem onde chegaram... então, por mais difícil e humilhante que seja isso, o reconhecimento dos erros e o arrependimento é o primeiro passo!
Depois, mude. Nade contra a maré, repense a educação em todos os níveis, peça perdão a eles pois Deus colocou vocês como responsáveis na vida deles. 
2. Se seus filhos ainda são crianças, mas já estão expostos e acostumados ao mundo virtual in extremis, lute com a sua zona de conforto e tendência de querer apenas agradar e sejam pais de verdade. 
Digam ‘não’, amem, chorem com eles, orem com eles, cultuem em casa, tenham conversas que eles não gostam, assumam o papel de tutores, discipuladores, amigos, autoridade; mais que tudo, modelem Cristo na vida deles... ainda que isso signifique mudar as suas prioridades. 
Lembre-se que o tempo passa, e que cada dia no status quo será de arrependimento (se isso) no futuro. 
3. Se você está começando agora ou deseja iniciar uma família. Organize-se para começar certo. Reveja as suas prioridades, santifique-se, tenha prazer nas coisas de Deus, busque uma vida devocional que será o modelo para seus filhos. 
Conheça os papéis bíblicos de marido e esposa, pai e filho - não compre a ideia do politicamente correto. 

Enfim, estejam prontos a enfrentar as dificuldades desse caminho. As críticas virão, vocês serão vistos por pessoas até próximas como radicais. 

Não tenha medo dos apelidos: radical, puritano, doido, antiquado... seja o que for, NÃO TEMA A HOMENS, mas TEMA A DEUS. 

Se você ler com atenção essas palavras, esse pode ser o Dia das Crianças mais memorável, pois seus filhos, sem saber, receberão o melhor de todos os presentes: um pai e uma mãe de verdade!