terça-feira, 20 de agosto de 2013

Deus Escolhe Seu Povo! (por Rodrigo Ribeiro)


Ao longo da história sempre houve uma considerável oposição às doutrinas da graça pelo fato de que estas apresentam um Deus Soberano que escolhe alguns pecadores para a salvação. Muitos simplesmente não aceitam a ideia de que Deus, o Criador, poderia escolher um povo para fazer parte de uma nova aliança em Cristo Jesus, excluindo o restante do mundo. Alguns até compreendem que estas doutrinas estão na bíblia, mas não conseguem aceita-las. Mas uma questão bastante interessante é: as críticas à doutrina da eleição são sempre direcionadas à nova aliança, e a maioria se abstém de comentar o fato de que na antiga aliança também houve eleição divina.

Esta escolha tem inicio com o patriarca Abraão, homem que vivia na terra de Ur, imerso em meio à adoração pagã e na idolatria, sem sequer conhecer o nome de Jeová. Mas Deus, por razões insondáveis, foi ao encontro deste homem, e a partir Dele originou o seu povo, a nação de Israel. (Gênesis 12.1-3). Em outro patriarca, notamos a eleição de forma mais contundente, que é o caso de Jacó, escolhido em detrimento de seu irmão Esaú ainda no ventre de sua mãe (Gênesis 25.23). Deus, livremente, em oposição à os costumes dos homens, elegeu o irmão menor e sua descendência. Posteriormente, este fato foi arguido por Paulo (Rm 9.9-13, 18-23).

Aos olhos humanos, o povo de Israel não tinha nada de especial, pois eram menores que os cananeus, menos sábios que os egípcios e suas culturas, não eram tão antigos como os caldeus, e também não tinham uma superioridade moral, visto que apesar de todos os favores divinos, constantemente enveredavam pelo caminho da idolatria e da ingratidão. Não há explicações racionais ou lógicas para a escolha deste povo, mas somente a eleição incondicional de Deus, que os considerou seu tesouro pessoal, ainda que não houvesse mérito nenhum naquele povo pecador. (Deuteronômio 7-8a).

Deus os libertou da opressão do Egito, os conduziu miraculosamente no deserto, os deu Sua Lei, institui os sacrifícios como forma de afastar a ira Dele contra o pecado, deu-lhes vitórias sobre povos inimigos, fez diversas promessas Aquele povo, e os amou, ainda que não merecessem tal afeto divino. A eleição de Deus não foi algo frio e impessoal, o Criador Soberano, de fato, os amou. (Deuteronômio 10.14-15).

Não resta dúvida que Deus escolheu um povo para fazer parte da antiga aliança. Os que se opõem às doutrinas da graça não negam este fato. Deste modo, se Deus já procedeu desta maneira, agindo de acordo com sua vontade soberana e insondável ao eleger um povo, o que o impediria de fazer novamente na nova aliança? Nada! A soberania de Deus em salvar pecadores, está patente em todas as Escrituras. Nenhum de nós, assim como Israel, merecia tão grande misericórdia, mas ainda assim Ele nos amou de forma inexplicável. Que possamos nos deleitar nessa verdade maravilhosa, percebendo que o Deus Santo ama pecadores, os escolhe para ser seu povo, e os redime através do sangue precioso de Seu Filho Jesus.

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