terça-feira, 2 de agosto de 2011

O efeito-borboleta, o determinismo e a viagem no tempo (parte 02 de 05)

2) Determinismo

É a teoria filosófica de que todo acontecimento (inclusive o mental) é explicado pela determinação, ou seja, por relações de causalidade.
Embora em seu sentido mais vulgar determinismo se refira a uma causalidade reducionista (redução de todos os fenômenos do universo, por exemplo, à mecânica ou à química), causalidade não necessariamente é sinônimo de reducionismo. Há vários tipos de determinismo, cada um definido pelo modo como determinação e causalidade são conceitualizados.


Teologicamente falando são poucos os que realmente acreditam em um determinismo divino pleno quanto ao curso do universo.. Mesmo entre os monergistas, há alguns que, mesmo descrendo na existência do "livre-arbítrio" (pelo simples fato do ser humano decaído não ter a capacidade de arbitrar sempre de forma justa), creem no conceito de "livre-agência" de uma forma plena, considerando que o ser humano tem a capacidade de fazer escolhas livremente (de forma independente dos decretos de Deus).. Desta forma, pode-se dizer que creem num determinismo quanto à salvação, mas não quanto às escolhas cotidianas humanas, como o quê comer ou o quê vestir, por exemplo.. 

Já os sinergistas eliminam a ideia do determinismo, ou o restringem a aspectos que não ficam muito bem definidos, mas geralmente relacionados a algum propósito específico de Deus.. Quer dizer, Deus determina certas coisas (como o chamado ministerial de uma pessoa, por exemplo) mas em geral não determina as demais..
Voltando ao lado monergista, há os que creem também desta forma e entendem que essa "permissão" de forma alguma foge do propósito geral, portanto as escolhas humanas já estão previstas e de nenhuma forma frustrarão o propósito de Deus.. Teoricamente, diferem dos sinergistas por crerem que a Salvação também faz parte da determinação divina..

Prosseguindo, vejamos Provérbios 16:4:
O SENHOR fez todas as coisas para atender aos seus próprios desígnios, até o ímpio para o dia do mal.
E agora Jó 42:2:
Bem sei eu que tudo podes, e que nenhum dos teus propósitos pode ser impedido.
Ou seja, toda a Criação atende ao propósito para o qual foi criada, inclusive os ímpios (Romanos 9:21-22), não há como fugir disso..

Então, se isso não pode ser alterado, não caracteriza o determinismo??

Creio que não resta dúvidas que quanto à salvação e quanto ao propósito geral de Deus, toda a Criação está "debaixo" de um determinismo. Mas e quanto às escolhas humanas mais triviais??
Sim, teoricamente ainda existe aqui espaço para a ideia de livre-agência, desde que se considere que essas decisões humanas de forma alguma podem alterar o propósito de Deus para a Criação, inclusive referente à Salvação.. Mas seria isso possível de verdade??


Não perca a continuação.. rs




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